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Operação Dispersão completa 20 dias com pessoas detidas e estabelecimentos notificados

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Durante os primeiros 20 dias da Operação Dispersão, deflagrada pelas forças de segurança para coibir as aglomerações, 199 pessoas foram detidas por descumprirem a restrição de circulação em horário posterior às 21 horas. A medida está prevista nos decretos estaduais 836 e 837/2021, com o objetivo de conter a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso.

Outras 246 pessoas foram detidas em aglomerações dispersadas e 79 foram detidas por descumprirem fechamento obrigatório do comércio às 19 horas. Os dados compreendem o período de 03 a 22 de março, e são relativos à produtividade da Polícia Militar (PM-MT) nos 141 municípios.

Em todo o estado, mais de nove mil profissionais da PM, Polícia Judiciária Civil (PJC) e Corpo de Bombeiros Militar (CBM) atuam no intuito de fazer cumprir o decreto do Executivo Estadual.

Ainda no período, foram empregadas 3.877 viaturas, 22 pessoas foram detidas em barreiras realizadas, 50.212 pessoas foram orientadas sobre o decreto e 19.922 foram orientadas por não utilizarem a máscara facial em local público, dentre outras ações.

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Apesar dos números contabilizados pela Polícia Militar, a corporação também atuou, junto a outros órgãos dos municípios, na notificação de 312 pessoas por descumprirem restrição de circulação, 234 estabelecimentos comerciais foram flagrados abertos após às 19 horas e 112 estabelecimentos notificados por permitir acesso de pessoas sem máscara.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, disse que os números demonstram a atuação efetiva das forças de segurança, mas que a colaboração da sociedade é fundamental.

“Isso mostra que a gente tem que trabalhar mais, ter maior poder de convencimento da sociedade. A área da segurança pública, desde o início da operação, não parou nenhum minuto. Temos trabalhado e reforçado o efetivo nas ruas, mas é preciso que a população se conscientize para que possamos vencer este momento delicado”, frisou.

Bustamante enfatizou que o trabalho de fiscalização vai continuar com abordagens, barreiras fixas e móveis e com operação Lei Seca.

Orientação

O Corpo de Bombeiros Militar, no período de 03 a 21 de março, atuou em 346 atividades de prevenção e orientou 2.778 pessoas e 623 estabelecimentos comerciais sobre as medidas restritivas.

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Já a Polícia Judiciária Civil realizou 28 ações de abordagens a pessoas, fiscalização do comércio e demais orientações.

Denúncias

O cidadão que identificar algum caso de desrespeito às medidas restritivas do decreto estadual podem fazer denúncias pelos canais de emergência das forças de segurança, o 190 (Polícia Militar) e o 197 (Polícia Judiciária Civil). A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é mantida em sigilo.

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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