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Agricultura

Novo sistema do Mapa vai agilizar atendimento de emergências veterinárias

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A partir de 1º de janeiro de 2020, começará a funcionar o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-Sisbravet) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Pelo sistema, será possível acompanhar medidas adotadas em uma situação uma emergência veterinária, desde a notificação, atendimento e até a solução de uma suspeita de doenças em animais. 

O sistema foi lançado nesta sexta-feira (6) pelo Mapa. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes, o sistema será integrado com todos os serviços de defesa agropecuária (federal, estadual e da iniciativa privada). Inicialmente, serão feitas notificações apenas de animais de produção (bovinos, suínos e aves, por exemplo), sem a inclusão de cães e gatos (animais domésticos). No futuro, poderão ser incluídos os animais aquáticos. 

Com o Sisbravet, cerca de 4.700 veterinários de todo país poderão abastecer o sistema com as informações sobre detecção e atendimento de doenças dos rebanhos com rapidez, evitando a rápida dispersão, reduzindo os custos para os produtores e o risco de perda de mercados externos. As notificações das suspeitas serão feitas online, colocando fim aos formulários de papel. Também poderão ser realizados estudos epidemiológicos e o gerenciamento da vigilância agropecuária do país.

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O Sisbravet está preparado para receber notificações através de um link na página do Mapa e nos sites próprios de cada um dos órgãos executores de sanidade agropecuária (OESAS). As notificações serão direcionadas imediatamente às Unidades Veterinárias Locais (UVL) que atuam na área onde fica a propriedade com caso suspeito.

O sistema é integrado com a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) para acesso de dados de cadastro e população animal, além de previsão de integração com o Hub Laboratorial, para acesso aos laudos de diagnóstico das doenças.

A ideia de criar o sistema surgiu após o registro de casos de febre aftosa, em 2005/2006, em Mato Grosso do Sul e no Paraná. A marca e-Sisbravet nasceu em 2007. “Ficou cada vez mais clara a necessidade de rever todo o atendimento à emergências sanitárias. A iniciativa privada exerceu papel fundamental para o desenvolvimento do Sisbravet, em uma parceria bem-sucedida com o Ministério”, destacou Moraes.

O secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, disse que o Sisbravet vai ampliar a capacidade, dar agilidade e agilizar as decisões da vigilância agropecuária, cada vez mais cobradas pelos mercados internacionais.

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“As coisas estão avançando, mas ainda com custos altos. O Sisbravet vai garantir um novo olhar para o Brasil nas negociações internacionais,” finalizou.

O investimento para o desenvolvimento do Sisbravet foi de aproximadamente de R$ 2 milhões.

Informações à imprensa:Janete Lima
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

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A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os preços do boi gordo nesta sexta feira (24) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180.  Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170.

A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira.

O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo.

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Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa.

No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

Informações à imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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