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Nova série da MTV quer desconstruir jovens e abrir diálogo sobre gênero e drogas

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Na próxima segunda (21) estreia a série “Feras”, na MTV
. Protagonizada por João Vítor Silva, a produção abraça as desventuras de Ciro, um rapaz que termina um relacionamento de longa data e quer se reintroduzir no mundo do amor em pleno século da tecnologia, da ideologia de  gênero, do empoderamento feminino e do hype do assédio.

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João Vítor Silva interpreta Ciro na série
Reprodução / Instagram / Divulgação

João Vítor Silva interpreta Ciro na série “Feras” da MTV

Nos primeiros episódios da série da
MTV

, o personagem principal já se esquiva de rótulos como “preconceituoso” e “machista”, com intenção de demonstrar que é desconstruído. Sobre isso, João Vítor Silva
declara que “todo homem hétero no mundo já esteve na pele de Ciro em algum momento” e acentua que “o machismo é uma coisa que está enraizada”, por isso, é importante manter-se alerta para não ofender os demais.

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Com 13 episódios garantidos em sua primeira temporada, a série, que é ambientada na noite paulistana, pode ser considerada uma jornada de autoconhecimento. Ao longo de suas aventuras, que envolvem drogas, sexo e libertinagem, Ciro se desconstrói para assim poder dar o devido respeito a todas as pessoas que formam a sociedade.

“Todo homem vai passar por esse processo (de desconstrução), se ainda não passou está travado, por que já deveria estar passando”, comenta o protagonista João Vítor.


João Vítor Silva
Divulgação

João Vítor Silva

O personagem por trás das câmeras

Sendo uma produção da emissora de músicas, que tradicionalmente não têm pudores para tratar de tabus, a série, pelo menos em seus capítulos iniciais, é carregada de liberdade artística.

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Sobre os desafios de interpretar um personagem em uma produção tão livre, João Vítor explica: “O maior desafio é ser o protagonista, por que o meu personagem passa por todos os núcleos. Além disso, têm o fato de estar longe da família, da namorada e os desafios das cenas de sexo, que para mim não é um lugar confortável”.

O ator ainda explica que para evitar o “baque” nas cenas quentes, ele se reunia com o elenco para fazer leituras e criar algum tipo de intimidade. “Durante as cenas eu já estava mais confortável, não era chegar no set e ‘vai tira a roupa’”.


João Vítor Silva
Divulgação

João Vítor Silva

A mensagem de Ciro

Cheio de assuntos relevantes, o personagem principal da série, geralmente, carrega o fardo de levar uma mensagem aos telespectadores. Sobre isso, João Vítor disserta que as pessoas podem aprender muito com Ciro, principalmente, a vontade em ser uma pessoa melhor.

“Além dessa desconstrução, ele sempre é autocentrado, muito corajoso, um cara que se joga. Além disso, ele está inconformado, ele não quer ser machista. É uma palavra que ele odeia. Quando os homens entenderem o que é ser machista, acho que começaremos a ter uma mudança na sociedade. Muitas vezes, a necessidade de não ser machista faz com que eles tomem atitudes bizarras, como próprio Ciro tomou”.

Em continuidade ele acrescentou: “Precisa existir a vontade de entender o que é ser machista, os homens precisam saber como elogiar as mulheres e lidar com as mudanças de padrões”.

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Durante seus romances, o personagem se vê encurralado ao não saber se relacionar amorosamente na era da internet. Sobre isso ser um alerta para os jovens, João Vítor não pestaneja: “Sem dúvida! Quando o Ciro se vê solteiro, ele não entende como as pessoas demonstram interesse com apenas uma curtida no Instagram. A mensagem é: ‘se joga, use a seu favor, mas saiba usar’”.


João Vítor Silva
Divulgação

João Vítor Silva

Os tabus em pauta na MTV

Sobre a produção abordar abertamente sexualidade e drogas, o protagonista da série ressalta a importância destes assuntos serem debatidos: “Já passou da hora,  sempre tivemos muitos produtos de, e para, jovens, no entanto, quando falamos com os jovens temos que falar de maneira que eles entendam. Não podemos fingir que as drogas e o gênero não estão aí. Quanto mais abrirmos o diálogo mais vamos conseguir entender os problemas e onde o sistema ou os pais estão errando”.

Em seguida, declama: “A internet está aí, todo mundo têm acesso a tudo. Quanto mais a gente mascara o assunto, do primeiro amor, da primeira transa, mais romantizamos o jovem em um lugar que ele não cabe mais”.

Além de produzir uma mensagem para o público, João Vítor também explica que Ciro foi um guia para ele: “Ele me fez pensar em lugar de fala, nas coisas que digo em uma roda de mulheres… o Ciro me ensinou que o mundo é livre e a gente tem que se jogar na liberdade, na vida, em conhecer a pessoa e realmente trocar uma ideia, não apenas trocar mensagens”.


João Vítor Silva interpreta Ciro na série
Divulgação

João Vítor Silva interpreta Ciro na série “Feras” da MTV

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Com estreia marcada para a próxima segunda-feira (21), “ Feras
” irá ao ar às 23h00, na
MTV

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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