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Após denúncia de falsa aplicação, MPMT quer que municípios guardem frascos vazios de vacina

Após denúncia de falsa aplicação, MPMT quer que municípios guardem frascos vazios de vacina

24/02/2021 às 11h24 Atualizada em 24/02/2021 às 15h24
Por: Redação
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Após denúncia de falsa aplicação, MPMT quer que municípios guardem frascos vazios de vacina
Para evitar possíveis desvios de estoque de vacinas contra a Covid-19, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) recomendou aos municípios de Cuiabá e Rondonópolis que adotem o controle de frascos após o esvaziamento das doses e confiram a quantidade de unidades antes do descarte No documento, os promotores de Justiça destacam a importância da adoção de medidas para evitar irregularidades não só na organização do estoque, mas também em relação à aplicação dos frascos da vacina. “A sugestão apresentada é para que sejam definidos protocolos de transparência na aplicação das vacinas contra a Covid-19, nos quais o usuário possa verificar a entrada e saída do imunizante, com a dose em seu interior antes da aplicação e vazia após sua inserção”, destacou o MPMT. Na terça-feira (23), uma família de Cuiabá, denunciou que o idoso Benedito Barros Santiago, 88 anos, não teria sido realmente vacinado. O momento da imunização foi gravado e compartilhado nas redes sociais. Entretanto, conforme os familiares quando a agulha é retirada do braço do idoso, o líquido ou parte dele continuou na seringa. De acordo com a fotógrafa Jakeline Zaiden, parente de Benedito, ele teria sido vacinado em 12 de fevereiro no Centro de Eventos do Pantanal. "Duas amigas me disseram para olhar novamente o vídeo alertando que ele não teria sido vacinado. Enquanto eu aguardava os 15 minutos para ver se não tinha contrarreação, eu vi que foi algo bem rápido e não foi completo. Eu falei com outros profissionais de saúde e me disseram que não foi aplicado", disse a mulher em entrevista à TV Centro América. Jakeline ressaltou que devido às dúvidas, a família decidiu procurar o MPMT. Por meio de nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que as imagens foram encaminhadas às autoridades policiais competentes para análise e perícia. Conforme a pasta, a decisão foi tomada para que não haja o risco de se cometer uma injustiça com os profissionais de Saúde envolvidos.
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