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Bussiki fiscaliza contratos e obras paradas e inacabadas em Cuiabá

Bussiki fiscaliza contratos e obras paradas e inacabadas em Cuiabá

22/11/2018 às 09h28 Atualizada em 22/11/2018 às 12h28
Por: Redação
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O vereador Marcelo Bussiki (PSB) deu início a uma série de fiscalizações nas unidades de saúde cujas obras estão paradas ou inacabadas em Cuiabá. A medida faz parte do projeto Blitz na Saúde, criado para fiscalizar as obras e cobrar sua conclusão junto à Prefeitura de Cuiabá e órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU).
Bussiki já esteve nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros Ouro Fino, São João Del Rey, Real Parque e Jardim Passaredo, além do Postos de Saúde da Família (PSF) do Parque Atalaia, Jardim Colorado e Ribeirão do Lipa, no Centro de Saúde do Jardim Independência&nbsp e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão.
Nos locais foram constatadas inúmeras irregularidades em relação aos contratos e falhas em relação às obras, além do abandono da maioria delas por parte das empresas responsáveis. Na unidade do bairro Ouro Fino, por exemplo, a obra foi abandonada pela empresa LD Construtora – e a estrutura construída já apresenta fissura, rachaduras, goteiras, além de o matagal ter tomado conta do local.
A obra iniciou em setembro de 2017 e tinha prazo de conclusão para março deste ano.&nbsp Foram destinados R$ 1,1 milhão de recursos do Governo Federal, por meio de emendas parlamentares, mais um complemento da Prefeitura de Cuiabá para executar toda a obra e, mesmo assim, ela não foi concluída.
“É absurdo o quadro que encontramos. Obra com dinheiro na conta, a população passando necessidades e a prefeitura não dá conta, ou não tem interesse de terminar”.
Caso semelhante foi encontrado na unidade do bairro São João Del Rey. A obra também foi abandonada pela empresa LD Construtora e tinha R$1,1 milhão de recursos de emendas parlamentares para sua conclusão, que deveria ter ocorrido em março deste ano. No local foi possível encontrar diversos materiais desperdiçados, como cascalho, areia, telhas e pisos, que foram adquiridos para a obra e abandonados em seguida.
Já nas unidades do Real Parque e Jardim Passaredo, o descaso e abandono são totais, segundo Bussiki. Em ambos os locais o matagal tomou conta da estrutura construída. Na unidade do Real Parque, várias árvores cresceram dentro da construção, tal é o tempo do abandono.
No Jardim Passaredo, por sua vez, a obra virou ponto de uso de droga. No local foram encontrados vários pertences pessoais de moradores de rua, muita sujeira, além de uma pichação do Comando Vermelho (CV) nos vidros da unidade. A obra também acumula água, que virou criadouro de sapos, animais peçonhentos, além do mosquito transmissor da dengue.
&nbsp”A obra da unidade&nbsp do Passaredo&nbsp foi abandonada já bem próxima de sua conclusão. É possível ver que fizeram&nbsp bancadas, forro e colocaram alguns vidros e janelas. Mas, ainda, sim, a obra foi deixada de lado, sabe-se lá por qual motivo, e agora serve de abrigo para morador de rua e usuários de droga. Um desperdício de dinheiro público e um perigo para a comunidade”, afirmou.
Também seguem paradas as obras de reforma em unidades no Parque Atalaia e Jardim Independência e de construção da UPA do Verdão, sem qualquer previsão de retomada. A obra no Parque Atalaia foi iniciada a pedido de Bussiki, após várias reclamações dos moradores. Na unidade, a estrutura apresentava diversas rachaduras que comprometiam a segurança de servidores e pacientes.
No entanto, a unidade foi fechada há meses e a obra sequer foi iniciada. Já a unidade do Jardim Independência foi fechada em fevereiro para o início da obra, que deveria ser concluída em abril ao custo de R$ 168 mil, mas também não foi terminada. Enquanto isso, os moradores precisam ir a outros bairros receber atendimento. “É um desrespeito aos pacientes, aos recursos públicos. Uma situação lamentável que tem sido constantemente repetida nesta gestão da prefeitura”, disse Bussiki.
Em razão da situação de abandono encontrada nas unidades, o vereador afirmou que vai cobrar novamente da prefeitura um cronograma sobre o andamento das obras, além de fazer representações no TCE e no TCU, diante dos investimentos do Governo Federal, para que eles exijam a conclusão das obras.
Além disso, Bussiki afirmou que vai fazer emendas&nbsp na Lei Orçamentária Anual 2019 para garantir o término de todas as obras. “A prefeitura não pode ir abrindo novas frentes de trabalho, construindo novas unidades, e deixando todas essas paradas. Quanto dinheiro foi investido em todas essas obras para terminar sendo esqueletos sem uso?”, questionou.
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