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Metade dos jogadores no Brasil ganha só um salário mínimo. E isso não deve mudar

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Maioria dos jogadores de futebol no Brasil recebe salário miserável arrow-options
Shutterstock / Reprodução

Maioria dos jogadores de futebol no Brasil recebe salário miserável

Um estudo apresentado no curso FGV/Fifa, coordenado por Pedro Trengrouse e divulgado na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do O Globo , mostrou números alarmantes quanto à realidade dos salários dos jogadores de futebol aqui no Brasil.

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A pesquisa mostrou que quase metade dos jogadores de futebol – 45%, mais precisamente – ganha até um salário mínimo (que hoje é de R$ 998). Outros 42% têm vencimentos entre um e dois salários mínimos, enquanto 9% dos atletas recebem entre 2 e 20 salários mínimos.

Apenas 4% dos atletas profissionais recebem acima de 20 salários mínimos, que são os nomes dos grandes clubes do Brasil, tanto da Séria A quanto da Série B do Brasileirão

Para o advogado especialista em direito desportivo Mauricio Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados, os números apresentados realmente impressionam. Ele explica que um dos principais motivos dessas diferenças salariais é a alta competitividade que o desporto de alto rendimento provoca.

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“Essa competitividade demonstra que esse lugar ao sol é um privilégio para poucos – para aqueles que têm disciplina e que têm um talento acima da média”, ressaltou.

O advogado diz que, somado à precária realidade da remuneração dos atletas brasileiros, ainda existe a situação enfrentada por muitos jogadores que é o atraso de salários . “Muitos clubes não conseguem cumprir com os pagamentos dos salários em dia e às vezes dão um prazo de dois a três meses para efetuar o pagamento aos atletas, mesmo sabendo que o salário é obrigação principal de qualquer empregador”, afirmou.

Segundo Mauricio, a realidade dos baixos salários é difícil de ser alterada, tendo em vista que poucos clubes gozam de boa saúde financeira e podem pagar altos salários para os atletas. O advogado diz ainda que o nivelamento não pode ser feito por baixo, ou seja, não se pode pretender que a maioria dos atletas recebam salários módicos ou medianos.

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“A nossa cultura estimula a concorrência, razão pela qual o atleta que se destacar terá maiores condições de atuar por um clube de ponta e receber salários elevados. O que pode ser feito é assegurar que todos os jogadores tenham condições de demonstrar o seu talento e para tanto é necessário que se resguardem direitos ao clube formador mediante incentivos, o que pode ser feito via Poder Legislativo”, avaliou.

“Contudo, as diferenças salariais sempre existirão, até mesmo porque os objetivos dos clubes são distintos uns dos outros. Alguns clubes pretendem revelar jogadores , outros disputam determinada competição apenas para se manter e outros disputarão o título”, explicou Mauricio Corrêa da Veiga.

Fonte: IG Esportes
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Coluna – O Dia da Consciência Rubro-Negra

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A contagem regressiva está em andamento. Nesse dia de celebração dos 50 anos do milésimo gol de Pelé, o torcedor do Flamengo está de olho no fim de um jejum de 38 anos sem disputar a final da Copa Libertadores, e de outro, de dez anos sem a conquista de um campeonato brasileiro. Não é pouco, muito menos se levarmos em consideração que os dois jejuns podem acabar no próximo fim de semana.

Mas é hora, também, de lembrarmos de como o Flamengo e sua torcida chegaram a essa situação. Não foi de janeiro para cá, quando a atual administração tomou posse. Na verdade, temos de voltar no tempo, ao dia 02 de janeiro de 2013, quando Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência, decretando que as prioridades seriam a organização administrativa do clube, o pagamento de dívidas e a “limpeza” do nome na praça, deixando de lado a sede de títulos, pelo bem do futuro da instituição.

Foi o Dia da Consciência Rubro-Negra.

E o preço não foi barato. É verdade que logo no primeiro ano a nova administração festejou uma Copa do Brasil. Que não estava nos planos. Mas que acabou sendo o principal título até o fim do segundo mandato, em 2018. Além dela, vieram dois campeonatos estaduais e três vice-campeonatos importantes – na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana de 2017 e no Campeonato Brasileiro de 2018. Como gostavam de dizer os torcedores rivais, ficou “no cheirinho”. Mas já era a sinalização de que tempos melhores viriam.

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E chegamos a 2019, manchado pelo incêndio no Ninho do Urubu, com dez vítimas fatais. Nos campos, porém, os resultados comprovam o acerto da decisão lá de 2013 e recompensam o sacrifício de quem entrou para a história do clube, se não como grande campeão, mas como um dos melhores administradores. Com erros, é claro, como todos os outros, mas que não pode ser esquecido.

O caminho do Flamengo está sedimentado. Para se confirmar como um dos, se não o principal, clube do país. Ainda distante dos europeus, mas num patamar acima da grande maioria dos clubes brasileiros e sul-americanos. Se os títulos virão, é outra questão, pois o que acontece dentro de campo foge da capacidade dos dirigentes.

De certo que o clube vai se fortalecer. Vai faturar, encher o cofre. Que tal pensar nos garotos que tiveram a vida interrompida no dia 8 de fevereiro? Que tal botar a mão na consciência e fechar o ano com uma chave, não de ouro, mas rubro-negra?

Edição: Verônica Dalcanal

Fonte: IG Esportes
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