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Política

Mendes relata cenário financeiro do Estado a deputados estaduais

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O governador eleito de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) esteve na Assembleia Legislativa na manhã de hoje (5) e se reuniu com 17, dos 24 parlamentares. Na pauta, as diretrizes que deverão nortear as ações que serão realizadas para ajudar Mato Grosso a sair da crise financeira, marcando o trabalho em conjunto dos poderes Executivo e Legislativo. Mendes apresentou um relatório do cenário financeiro do Estado que revelou um déficit de R$ 1,8 bilhão e disse que quer aprovar um orçamento realista, com previsão de equilíbrio entre receitas e despesas.

Mendes pediu diálogo e cooperação das partes. “Viemos aqui (na ALMT) dialogar com os deputados, mostrar aquilo que estamos planejando para 2019, para que possamos ajudar Mato Grosso a sair dessa profunda e gravíssima crise financeira. O Estado que deve pra Deus e todo mundo, não consegue honrar seus compromissos. Na Saúde, existe um caos. Os hospitais fechando, salários atrasados, praticamente todos fornecedores sem receber, o Estado deve R$ 160 milhões para os municípios nesta área. Uma duríssima realidade financeira”, afirmou.

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), avaliou o encontro como positivo.  “Foi uma reunião em que se falou da situação do ano que vem. Vamos começar 2019 com déficit,  e com todas as dificuldades teremos no próximo ano vai precisar que a AL faça mudanças. Vamos trabalhar para aprovar as leis que sejam necessárias, iniciando por fazer um orçamento realista, que demonstre claramente que tem mais de um milhão e meio de déficit”. Ele (Mendes) demonstrou os déficits, mais de um milhão e meio, e isso, só nas contas obrigatórias. Vamos ter que adotar medidas duras, cortar gastos e aumentar a arrecadação”, disse, assegurando que os deputados estarão presentes a partir de janeiro para aprovar projetos necessários ao equilíbrio do Estado.

Dentre as medidas que estão sendo analisadas está o possível corte de 24 para 15 secretarias e a redução de 20 empresas públicas. Segundo o futuro governador, “medidas necessárias para equilibrar as finanças e o Estado voltar a ter condições de investimentos”.  Além disso, a equipe técnica trabalha para que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja planejada com cautela, respeitando o fluxo de receitas e despesas. O futuro governador, falou de controle de gastos, mas assegurou que haverá esforço do governo em cumprir compromissos como folha de pagamento, RGA e outros, previstos em lei.

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Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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