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Educação

Mendes é hostilizado por grevistas durante visita à Chapada

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O governador Mauro Mendes (DEM) foi hostilizado por profissionais da Educação – que estão em greve há mais de 50 dias – durante passagem por Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá), na manhã desta sexta-feira (19).

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o governador caminhando pela praça da cidade com a primeira-dama, Vírginia Mendes e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho enquanto os profissionais gritam palavras de ordem.

“Você é um imoral. Os deputados fizeram uma proposta, mas você não aceitou. Você cortou o nosso salário e ainda quer dividir. Cadê o que você cortou da gente?”, disse um servidor usando um alto-falante, enquanto os demais gritavam que “a greve continua”.

O governador se mostrou bastante tranquilo durante o protesto e até sorriu em algumas ocasiões.

Mauro foi até Chapada fazer uma visita técnica aos pontos turísticos da cidade. O Governo estuda a viabilidade da execução de projetos que fomentem o turismo e o desenvolvimento local.

A greve

Os servidores da Educação estão parados desde o dia 27 de maio e exigem, entre outras coisas, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da dobra salarial (aprovada em 2013), que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos.

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No último dia 10 de julho, a Assembleia Legislativa apresentou uma proposta ao Governo para pagar os 7,69% dividido em três parcelas.

A primeira seria de 2,6% a ser paga na folha salarial de agosto;  a segunda (2,6%) entraria na folha de novembro e a última (2,49%) em fevereiro do ano que vem.

O Governo, no entanto, não acatou a proposta alegando estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que estabelece o limite máximo de gastos com folha salarial em 49%. Mato Grosso já atinge 58,55%.

Outro lado 

A assesoria de imprensa do Governo do Estado informou que o governador Mauro Mendes não irá se manifestar sobre o episódio.

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Educação

Após ameaça de nova greve, Sintep debate na Casa Civil atraso de pagamento aos professores

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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), em nota, confirmou uma reunião na Casa Civil para resolver a questão do atraso de pagamento aos professores do Estado na quarta-feira (21), às 10h30. Nesta terça-feira (20), a categoria alegou que o pagamento não foi realizado, já a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) afirma que a remuneração foi feita.

Na nova nota divulgada, o Sintep diz que “não houve nenhum tipo de critério técnico quanto a não inclusão dos trabalhadores da Educação nesta folha complementar do dia 20. Há um número significativo de profissionais que não receberam, até mesmo aqueles que retornaram antes do encerramento da greve e já estavam trabalhando desde o início do mês de agosto”.

A categoria solicita ao Governo que seja esclarecido quais foram os critérios adotados para que alguns professores não recebessem e, caso a situação não seja resolvida, serão adotados outros meios legais para resguardar os direitos do profissionais, como “a convocação de atos públicos na capital e interior para denunciar a situação do descumprimento do documento do próprio governo do estado”.

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Na primeira nota lançada pelo Sintep é apontado que algumas escolas já estão cogitando paralisar suas atividades na quarta-feira (21), caso não seja feito o pagamento ainda nesta terça-feira.

Ao Olhar Direto, a Seduc-MT informou que o pagamento da remuneração foi realizada. Aqueles não receberam terão o valor restituído no dia 10 de setembro. A pasta aponta as escolas dos professores que não receberam a remuneração excederam o prazo limite para enviar uma planilha com os nomes daqueles que voltaram às aulas.

Greve dos professores

Após 75 dias, a greve do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) foi encerrada no dia 9 de agosto. O movimento visou garantir o cumprimento da lei complementar 510/2013 e melhoria nas 767 escolas espalhadas pelo estado.

“A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve”, destacou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

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A greve chegou ao fim após última proposta do governador Mauro Mendes (DEM) feita na segunda-feira (5). O documento propõe que assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

Por: Olhardireto

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