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Política

Mauro anuncia crédito de R$ 55 mi para setor de bares, MEIs e pequenas empresas

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O governador Mauro Mendes anunciou na tarde desta quinta-feira (11) um “socorro financeiro” via linhas de crédito voltado para setores atingidos pela pandemia da covid-19, sobretudo o segmento de eventos, bares e restaurantes.

Durante transmissão ao vivo, o chefe do Executivo estadual divulgou que o Estado disponibilizará um aporte financeiro de R$ 15 milhões para o setor de bares, restaurantes e eventos.

Além disso, Mendes também garantiu que a classe dos Microempreendedores Individuais (MEIs) receberá um “socorro” do governo estadual na ordem de R$ 15 milhões.

No pacote de incentivos financeiros, o governo também anunciou um aporte de R$ 25 milhões para as micro e pequenas empresas.

Ao todo, os aportes são da ordem de R$ 55 milhões, dos quais R$ 45 milhões são oriundos do Executivo estadual e R$ 10 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Bares, restaurantes e eventos

Para este setor, o governo disponibilizará aporte de R$ 15 milhões com limite de até R$ 50 mil por operação. A taxa de juros será de 6% ao ano (ou 4,8% para pagamento em dia).

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O prazo de pagamento das parcelas será de 42 meses, dos quais 6 meses são de carência.

MEIs

Os microempreendedores individuais também serão beneficiados com linha de crédito no montante de R$ 15 milhões, dos quais o limite por operação será de R$ 10 mil. Não haverá juros para pagamentos feitos na data de liquidação.

O prazo de liquidação da dívida será de dois anos, dos quais 6 meses são de carência.

Micro e pequenas empresas

O aporte para o segmento será de R$ 25 milhões, com investimento e capital de giro de até R$ 700 mil. Com pagamento na data da liquidação, as operações terão desconto de 25% nos juros.

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Política

Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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