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Marcelo Médici causa polêmica no “Encontro com Fátima Bernardes”

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Mais uma polêmica no “Encontro com Fátima Bernardes”. Na atração desta quarta-feira (24) Fátima abordou o tema de representatividade com seus convidados, mas houve uma certa saia justa envolvendo a atriz Jennifer Dias
e o ator Marcelo Médici
.

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Marcelo Médici e Fátima Bernardes
Reprodução/Divulgação

Marcelo Médici e Fátima Bernardes


A polêmica no “Encontro com Fátima Bernardes”
rendeu muitos comentários nas redes socias. No programa, a apresentadora questionou Jennifer Dias sobre uma situações de racismo que ela passou quando era criança: “Quando eu era mais nova, eu tinha o cabelo liso. Usava megahair até a cintura”, contou ela, que faz parte do elenco da novela “Malhação”. Nesse momento, ela foi interrompida por Marcelo Médici: “Todo mundo, amor. Mas aí é moda”, disse ele.

Após interrupção, a jovem respondeu o ator: “É moda mais ou menos”. E o ator continuou: “É moda”. Depois da discussão, a apresentadora resolveu intervir na conversa: “Para mim é moda deixar o cabelo liso. Mas para ela não seria uma questão de autoaceitação?”, disse ela. Médici continuou irredutível: “É moda. Mas eu não posso falar porque você vai falar melhor que eu”.

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A atriz continuou sua história: “É questão de autoaceitação, sim, porque eu não me sentia representada. Eu olhava a revista e só via mulheres loiras. Eu achava bonito ter cabelo liso”. Nesse momento, o cantor Paulo Ricardo decidiu atiçar a polêmica: “A Naomi Campbell sempre teve cabelo liso”. Dias retrucou: ”Mas aqui no Brasil eu morava numa comunidade em Niterói. Eu abria a revista e não tinha nenhuma negra. Na televisão também não”, finalizou ela.

As opiniões dos convidados sobre a experiência da atriz repercutiram nas redes sociais. Muitos telespectadores não gostaram dos comentários.

Confira a repercussão do caso no Twitter

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A polêmica no “Encontro com Fátima Bernardes”
ainda está rendendo muitos comentários de telespectadores indignados com o que foi discutido pelos convidados do programa matutino.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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