conecte-se conosco


Agricultura

Mapa discute ampliação das exportações de pescados com setor privado

Publicado

Ampliar as vendas para o mercado externo e expandir o consumo de pescados pelo brasileiro foram os principais temas da reunião entre representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entidades e empresas do setor privado de várias regiões do país.

O foco, em relação ao comércio internacional, se concentrou nos mercados da China e União Europeia. No caso do parceiro asiático foram discutidos entraves que dificultam a intensificação do comércio do produto.

Atualmente, há 174 estabelecimentos de pescado chinês habilitados a exportar para o Brasil. Por outro lado, são 97 empresas brasileiras habilitadas para vender seus produtos para a China. De acordo com levantamento da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), há entraves como demora na atualização cadastral e de inclusão de empresas, bem como ampliação na lista de novas espécies por parte dos chineses. 

O governo brasileiro, por intermédio do Mapa, tem agido com rapidez na devolução de todas as exigências apresentadas pela China, afirmou Ana Lúcia Viana, diretora da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, que participou das discussões. A reunião ocorreu nessa quarta-feira (15) pela Secretaria de Aquicultura e Pesca, com mais de 70 representantes do setor da aquicultura e pesca, incluindo indústria e produtores, de várias regiões do país.

A China é o segundo maior comprador do pescado nacional, com 29 toneladas. Um volume pouco significativo se comparado ao total importado pelo Brasil, que chega a nove mil toneladas do produto chinês.

Leia mais:  Pescadores e aquicultores não precisam apresentar registro para acessar crédito, decide CMN

Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Pesca dos estados do Pará e Amapá, Apoliano Nascimento, é preciso intensificar as conversações sobre as restrições com o governo chinês, pois é um mercado significativo para o setor. Na mesma linha segue Roberto Imai, do departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para ele, a demanda por proteína animal por parte dos chineses, em virtude do tamanho da população e a redução de oferta devido à peste suína que assolou os rebanhos, é uma oportunidade para intensificar as vendas do produto brasileiro.

Já em relação à União Europeia, empresas armadoras (barcos) podem solicitar a habilitação à SAP para comercializar com aquele mercado, desde que estejam adequadas as instruções normativas já definidas para exportação de pescado.

Incentivo ao consumo de peixe

Com mais de 7,3 mil quilômetros de litoral, o consumo de peixe pelo brasileiro fica abaixo da média internacional, chegando a 9,5 quilos de peixe por ano.

De acordo com o secretário de Aquicultura e Pesca do ministério, Jorge Seif Júnior, serão desenvolvidas várias ações para alterar esse patamar, no momento em que a piscicultura nacional está se firmando como indústria, com boas possibilidades de crescimento.  Enquanto o consumo doméstico fica abaixo de 10 quilos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mercado mundial a demanda per capita dobra.

Leia mais:  Superintendência do Mapa em SP promove evento para estimular compra de produtos da agricultura familiar

A meta inicial é ampliar em 10% a demanda pelo produto, com o lançamento de uma campanha no primeiro trimestre deste ano. “Há muitos mitos em relação à compra, consumo e o preparo do peixe. E nós queremos desmistificar isso”, avaliou o secretário.

Insegurança no preparo, na compra e a falta de conhecimento são alguns dos motivos que restringem o consumo de pescados – incluindo peixes, camarões, lagostas, por exemplo – pela população. Segundo o secretário, serão divulgados materiais educativos com receitas; indicações de como selecionar o peixe e benefícios dessa alimentação, que apresenta baixos teores de gordura.

Está previsto também a realização de festivais de peixe na Esplanada dos Ministérios, a exemplo da ação realizada em agosto do ano passado, com enfoque no tambaqui, quando foram distribuídas cerca de sete toneladas do peixe assado. Neste ano, serão duas edições, tendo como “estrelas” o tambaqui e a tilápia.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
Comentários Facebook
publicidade

Agricultura

Brasil vai exportar gergelim para Índia

Publicado

por

O Brasil vai exportar gergelim para a Índia e passará a importar sementes de milho daquele país. O intercâmbio entre os dois países foi anunciado, nesta segunda-feira (27), pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no Seminário Business Day Brasil-Índia, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em Nova Delhi. 

“Levo para o Brasil um ganho, que é abertura das exportações de gergelim do Brasil para a Índia  – grande produtor desta commodity. O Brasil vai poder contribuir suprindo a demanda de gergelim, o que é importante para uma nova cultura que o Brasil vem desenvolvendo”, afirmou a ministra.

Em compensação, o Brasil importará sementes de milho da Índia. “Estamos abrindo para a Índia as exportações de semente de milho, levando tecnologia indiana para o Brasil. Isso será muito importante para o começo da cooperação entre os nossos governos”, argumentou.

No último dia da missão à Índia, a ministra participou de encontro empresarial em Nova Delhi, integrando a delegação do presidente Jair Bolsonaro. A ministra destacou as perspectivas de crescimento das relações comerciais entre os dois países, especialmente do setor agropecuário.

Leia mais:  Cota de importação de etanol sem tarifa é elevada para 750 milhões de litros

“Destaco que o potencial de comércio e investimentos entre Brasil e Índia é enorme e precisa ser melhor aproveitado. Tenho plena convicção de que a ampliação dessas trocas resultará, rapidamente, em crescimento socioeconômico para nossos países”, afirmou a ministra, no seminário.

Segundo Tereza Cristina, o Brasil tem condições de atender o grande mercado doméstico, além do mercado externo, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional global. A ministra ressaltou que o país é uma potência agropecuária e que ainda tem espaço para crescer mais e atender à demanda mundial por alimentos de forma sustentável.

“Continuarei a divulgar a imagem internacional da agricultura brasileira para apresentá-la exatamente como ela é: inovadora, dinâmica, responsável, lucrativa e sustentável”, disse a ministra. Para ela, o crescimento da atividade agropecuária e a sustentabilidade ambiental não são ideias conflitantes.

A ministra afirmou que a agricultura é um dos setores mais afetados pelos efeitos das mudanças climáticas e o Ministério tem incentivado práticas de produção de baixa emissão de carbono. “Buscamos crescer preservando os recursos ambientais. Queremos concretizar nossa vocação e nos tornarmos, efetivamente, uma potência agroambiental global”, destacou.

Leia mais:  Plano Safra de 2019/20 garante condições de anos anteriores, diz Tereza Cristina

O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de açúcar, café, soja e suco de laranja, com uma participação de 7% no comércio mundial agrícola. A meta é ampliar a presença da agricultura brasileira no mundo e, para isso, o governo tem atuado para criar no país um ambiente favorável aos negócios. “O governo brasileiro vê com bons olhos todo investimento voltado à diversificação da produção nacional e à ampliação de mercados”, disse.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
Comentários Facebook
Continue lendo

Deixe sua Opinião

Como você define o governo de Mauro Mendes, até agora ?

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana