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Mano Brown faz discurso crítico ao PT durante comício de Haddad e é vaiado

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Quem acompanha a vida de Mano Brown, do Racionais MC’s
, sabe que o artista sempre mostrou seu apoio ao PT, mas na noite da última terça-feira (23), o cantor surpreendeu e fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores durante um comício de Fernando Haddad
, candidato do próprio partido, na Lapa, localizado no centro do Rio.

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Caetano Veloso, Mano Brown, Fernando Haddad e Chico Buarque
Reprodução/Instagram

Caetano Veloso, Mano Brown, Fernando Haddad e Chico Buarque

Ao lado do presidenciável, Mano Brown
fez um discurso crítico ao PT, dando a entender que o partido não entendeu a população e pode ter que pagar por um “erro de comunicação”.

“A comunicação é a alma. Se não está conseguindo falar a língua do povo vai perder mesmo. Falar bem do PT para a torcida do PT é fácil. Tem uma multidão que não está aqui que deveria ser conquistada”, disparou o artista, que não parou por aí. “Se nós somos o Partido dos Trabalhadores, o partido do povo tem que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta para a base e vai procurar saber”, completou um dos vocalistas dos Racionais MC’s.

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O rapper foi vaiado por parte do público e, logo em seguida, deixou o palco e foi embora. Logo em seguida, Caetano Veloso, que também participou do comício, pegou o microfone e o defendeu.

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“Eu acho que a fala de Mano Brown é muito importante porque traz a complexidade do nosso momento. A mera festa pode parecer que temos uma mensagem simples a passar. O Brasil tem sido bombardeado há algumas décadas por uma imbecilização planejada em que filósofos têm dito palavrões para acostumar a mente brasileira à ideia de que o cafajeste é que nos representa. Temos que negar isso dentro de nós – não só nós que estamos aqui, que já lutamos contra isso, mas encontrar meios de dizer àqueles que se deixaram hipnotizar por essa onda. Eu estou aqui por isso, em parte como vocês, em parte como Mano Brown”, disse ele.

Além de Brown e Caetano, também participaram do ato artistas como Chico Buarque, Guilherme Boulos, que foi candidato no primeiro turno pelo PSOL, e Manuella D’Avilla, vdo PCdoB, vice na chapa de Fernando Haddad.

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Mano Brown critica PT e Saulo canta #EleNão

Além de Mano Brown, Saulo também fez seu protesto político

Reprodução/Instagram

Além de Mano Brown, Saulo também fez seu protesto político

 

Enquanto Brown fazia sus críticas ao PT, Saulo Fernandes fazia uma apresentação em Salvador, mas, para a surpresa de quem estava acompanhando seu show, o cantor mudou a letra de uma de suas músicas e repetiu a expressão “Ele Não” algumas vezes.

 

 

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O meu cantô é fooooooooda!!! #elenão #elenunca ?️ via @oficialfortaleza

Uma publicação compartilhada por Jessika Eurico
(@jessikaeurico) em 21 de Out, 2018 às 7:38 PDT

 

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Assim como Mano Brown
já fez algumas vezes, Saulo se posicionou contra o concorrente de Haddad, Jair Bolsonaro. Essa é a primeira vez que ele se posiciona sobre essas eleições.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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