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Cidades

Lúdio critica plano de imunização e diz que MT poderá levar três anos para vacinar população

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O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) alertou possíveis falhas no plano nacional de imunização e no planejamento estadual das vacinas contra a Covid-19 em Mato Grosso. Ele aponta que, no atual ritmo, o estado levará três anos para vacinar toda a população que representa 3,5 milhões de habitantes.

De acordo com informações da Secretaria de Estado Saúde (SES-MT), 191 mil doses de vacina chegaram no estado e apenas 68 mil foram aplicadas em 23 dias de vacinação.

“Em 2009, o Brasil vacinou 80 milhões de pessoas em 90 dias contra H1N1. Olha a diferença entre o planejamento nacional feito naquela época e o que estamos vendo agora”, disse.

“Há um plano nacional com muitas lacunas, que é um desserviço à história do programa de imunização do Brasil, que sempre foi referência no mundo. Mato Grosso precisa evitar erros nas resoluções publicadas”, assegurou.

O parlamentar observou também que, para imunizar as 848 mil pessoas dos grupos prioritários, Mato Grosso levaria nove meses, no ritmo atual. Fazem parte dos grupos prioritários os trabalhadores da saúde, indígenas aldeados, idosos, doentes crônicos, entre outros. O deputado destacou ainda a necessidade de rever alguns critérios de prioridade.

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“Há trabalhadores da saúde que não estão na linha de frente do combate à covid-19 e, portanto, têm risco muito baixo de exposição, sendo vacinados antes de grupos populacionais que têm problemas mais graves, como os deficientes físicos acamados que não estão institucionalizados, mas vivem com a família e deveriam ter sido vacinados prioritariamente”, comentou.

Lúdio lembrou também que todas essas discussões sobre prioridades têm origem no problema da falta de vacinas. Conforme o parlamentar, há uma série de questões de fundo e a primeira é a escassez de vacina em todo o país por conta do não planejamento do Ministério da Saúde e da irresponsabilidade do governo federal.

“Todas as outras discussões que fazemos não produzem avanço em função desse problema. Também há falhas no plano nacional e no planejamento da vacinação do estado”, disse.

Audiência públicas

O deputado pretende realizar audiências periódicas com o secretário de Saúde para acompanhar o andamento da vacinação e tratar da evolução da pandemia em Mato Grosso.

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“Dessa vez, nem debatemos o estágio em que a pandemia está do ponto de vista epidemiológico, nem como Mato Grosso tratou a pandemia como um todo até agora. Temos um problema gravíssimo, que é a quarta maior taxa de mortalidade do Brasil, com alta mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI)”, declarou.

Lúdio citou também a necessidade de medidas de restrição de circulação para conter o avanço do coronavírus. Para o deputado, outro problema é a inexistência de medidas governamentais mais duras para reduzir circulação de pessoas.

“Já estamos no platô da segunda onda, com média de 1,3 mil casos novos todos os dias. E se as variantes genéticas novas circularem aqui em Mato Grosso, podemos viver cenários tão graves como Manaus viveu recentemente”, alertou.

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Cidades

Sepultamentos em SP crescem; setor vê risco de faltar caixão

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A média de enterros e cremações nos cemitérios de São Paulo na última semana (221 por dia) cresceu 11% na comparação com os da semana de 11 a 17 de fevereiro (196), segundo o Serviço Funerário. Em relação à semana de 18 a 24 de fevereiro, a alta é de 9,5% (média diária de 200). A Prefeitura diz que os números estão na média: entre 240 no verão e 300 no inverno.

Na capital paulista, representantes do setor não veem explosão de enterros, mas dizem que há redes em outras cidades “perto do colapso”. A demanda maior de sepultamentos e a falta de matéria-prima para caixões, como aço e MDF, preocupam. A Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil vê risco de desabastecimento nacional de caixões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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