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Levantamento avalia situação das unidades de controle interno dos 141 municípios

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 SECEX DE ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
 Secretário Francisney Liberato Batista Siqueira, responsável pela Secex, terá em sua equipe 34 servidores, sendo três supervisores

Levantamento inédito realizado pelo Tribunal de Contas, por meio da Secretaria de Controle Externo de Administração Municipal, vai verificar a situação das unidades de controle interno do Poder Executivo dos 141 municípios de Mato Grosso. A pesquisa está sendo feita por meio de um questionário enviado aos 175 controladores, que devem informar as condições de trabalho quanto à estrutura física, como acesso a computadores, veículos, salas, telefones etc.

 Alimentação escolar infantil  Horta da Escola de Ipiranga do Norte

O questionário também quer identificar se os controladores internos ingressaram no cargo via concurso público, se possuem autonomia e liberdade para exercer a função e o valor do salário, que deve ser compatível com o Poder Executivo e similar ao de secretário municipal. Em razão da responsabilidade da função, o controlador interno deve possuir ensino superior completo e atuar junto ao gestor.

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Também está sendo avaliada a participação desses profissionais nas capacitações oferecidas pelo Aprimora, um programa da Consultoria Técnica do Tribunal de Contas que fornece apoio técnico para implementação, funcionamento e avaliação desses controles, visando alcançar melhorias na governança da gestão pública. O Programa Aprimora já ofereceu capacitação em Gestão de Frotas, Alimentação Escolar, Financeira, Nível de Entidade, Logística de Medicamentos e Contratações Públicas.

Simultaneamente, a equipe da Secex de Administração Municipal responsável pelo Levantamento está visitando in loco alguns municípios, para conferir de perto o funcionamento e verificar a infraestrutura e as condições de trabalho dos controladores internos. Já foram visitadas as unidades de Primavera do Leste, Chapada dos Guimarães, Campo Verde e Poxoréu, e novas visitas estão agendadas.

 foto: Bruno Cidade/DPE-MT

 GESTÃO PÚBLICA: Servidora do controle interno

O secretário da Secex de Administração Municipal, Francisney Liberato, acredita que a condição de trabalho está diretamente ligada ao resultado da atuação do controlador interno, que consiste em garantir a boa aplicação dos recursos públicos e, consequentemente, uma melhor prestação de serviços para a sociedade. O controle interno auxilia também o trabalho de controle externo, desenvolvido pelo Tribunal de Contas.

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O Levantamento (Processo nº 132446/2019) está sob a relatoria do conselheiro substituto Luiz Carlos Pereira. A equipe da Secex responsável pelo trabalho tem como supervisor Valdir Cereali e os membros são Cristina de Mello e Gonçalina Maria.

Fonte: TCE MT
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TCE MT

TCE fiscaliza aplicação dos recursos do Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo

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Relator do instrumento de fiscalização, conselheiro interino Moises Maciel
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Assunto:
LEVANTAMENTO
Interessado Principal:
SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E ASSISTENCIA SOCIAL
Protocolo nº 161012/2019

Pela primeira vez desde a criação da lei que instituiu o Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Fete), em 2009, o Tribunal de Contas de Mato Grosso realiza um Levantamento para verificar o controle e a execução das despesas provenientes do Fundo. O objetivo é verificar se os recursos do Fete estão cumprindo a sua finalidade, de reparar os danos causados ao meio ambiente do trabalho, aos trabalhadores e à coletividade, por infração aos direitos humanos e aos direitos fundamentais. Por meio de sorteio, o relator do instrumento de fiscalização é o conselheiro interino Moises Maciel.

Segundo a secretária da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Administração Estadual do TCE-MT, Adriana Bonilha, o Levantamento foi incluído no Plano Anual de Fiscalização (PAD) 2019 do TCE-MT em razão do ineditismo do tema; por solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU), e com base em um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual em 2017. Tanto a denúncia do TCU quanto o inquérito do MPE apuram uso irregular do recurso arrecadado por meio de multas administrativas, acordos ou decisões judiciais, estimado em R$ 1,3 milhão.

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 GcomMT/Maria Anffe

 TRABALHO ESCRAVO
 Trabalhador em condição de trabalho degradante

A denúncia, feita pelo Conselho Estadual Gestor do Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo (Cogefete), aponta que o recurso arrecadado está sendo depositado na conta única do Estado (fonte 100) e utilizado pelo Executivo estadual para outros fins, que não o de realizar ações específicas visando a erradicação do trabalho escravo, previstas na Lei nº 9.291/2009, que criou o Fete.

Adriana Bonilha, secretária da Secex de Administração Estadual

Conforme o Cogefete, os recursos do Fundo deveriam ser utilizados para aprovação de convênios e contratos; aprovação de projetos de reconstituição de bens lesados; promoção de eventos educativos ou científicos; edição de material informativo; promoção de atividades e eventos visando a qualificação e reinserção laboral dos trabalhadores resgatados; e exame e aprovação de projetos de modernização administrativa.

Responsável pelo Levantamento (Processo 161012/2019), o auditor público externo da Secex de Administração Estadual, André Luiz de Campos Baracat, explica que embora Mato Grosso tenha inovado ao ser o primeiro estado brasileiro a criar um fundo com recursos para combater a escravidão, nos últimos anos a ideia foi abandonada.

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 LEVANTAMENTO
O trabalho escravo fere o princípio da dignidade da pessoa humana e da liberdade, previstos na Constituição”


André Luiz de Campos Baracat
AUDITOR PÚBLICO EXTERNO 

Além disso, o auditor lembra que Mato Grosso é um dos estados que mais utiliza trabalho escravo no país. Dados da Superintendência Regional de Trabalho de MT revelam que, de 2003 a 2018, foram resgatados 4.366 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Estado. “O trabalho escravo fere o princípio da dignidade da pessoa humana e da liberdade, previstos na Constituição”, ressalta o auditor.

Desde a reforma administrativa realizada pela atual gestão estadual, o Fete passou a fazer parte da estrutura da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setacs) – Lei nº 612/2019 e Decreto 145/2019. Até então, o Fundo compunha a estrutura da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Fonte: TCE MT
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