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Política

Inscrições para o Selo de Integridade do Ministério da Agricultura terminam dia 31

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As inscrições para a seleção ao Selo de Integridade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento encerram no 31 deste mês. O selo é um prêmio de reconhecimento concedido pelo ministério a empresas e cooperativas do agronegócio que, reconhecidamente, desenvolvam práticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade, adotando ações de governança e gestão capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação, em especial a Lei Anticorrupção (Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013).

O Pacto pela Integridade que empresas assinam com o Mapa é um compromisso do setor com a implementação de políticas internas de compliance, entendendo que atos ilícitos devem ser impedidos e repudiados não somente pela autoridade pública, mas por toda a sociedade.

O ministro em exercício da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, destacou a importância de as empresas do agronegócio aderirem ao Selo de Integridade do Mapa. Na avaliação dele, o selo é uma alavanca para estimular as empresas no combate à corrupção e na adoção de boas práticas administrativas. Ele ressaltou a parceria do programa do Mapa com a Controladoria Geral da União (CGU), a Embrapa e entidades privadas como CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) CNI (Confederação Nacional da Indústria), Febraban (Federação Brasileiras dos Bancos) e o Instituto Ethos.

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“O Brasil atravessa um momento de austeridade, um momento onde nós temos que mostrar ao mundo que nós precisamos de mais credibilidade, e o selo é uma grande alavanca para que a gente possa realmente estimular as empresas a demonstrarem o comportamento de moralidade, o combate à corrupção”, disse o ministro. “A gente convoca as empresas para que participem, que ponham o Selo de Integridade à frente de seus produtos, mostrando com clareza essa grande parceria das empresas privadas com o setor público, para a gente fazer a transformação que o Brasil precisa, mostrando ao mundo que o Brasil procura a qualidade associada à integridade”.

O Ministério da Agricultura foi o primeiro a implementar um Programa de Integridade alinhado ao Programa de Fomento à Integridade do Governo Federal (Profip) do extinto Ministério da Transparência e da CGU. O objetivo foi implementar e melhorar as instâncias internas voltadas para o tema integridade e fundamentar essa cultura.

Marcos Montes chama a atenção dos empresários para o fim do prazo de inscrição para aderir ao Selo de integridade. A empresa premiada poderá usar o Selo de Integridade, anualmente, nos seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações. Marcos Montes disse que o ministério vai premiar as empresas contempladas como reconhecimento dos esforços, a fim de que sirvam de exemplo e estímulo para as demais.

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“No final de maio, encerram-se as inscrições e temos um comitê que vai avaliar a participação de cada empresa. Depois iremos premiar essas empresas numa festa bonita, de reconhecimento para mostrar ao mundo a credibilidade que todos esperam de nós”, reforçou o ministro.

As empresas de todos os setores da economia já estão sendo cobradas pelo mercado por ações voltadas para a responsabilidade social, sustentabilidade e eliminação de práticas corruptas, seja na relação entre si, com governos municipais, estaduais e federal, no Brasil, e nas suas relações comerciais internacionais.

Mais informações à Imprensa:Coordenação geral de Comunicação Social
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Política

Polícia Federal faz busca na residência oficial de Wilson Witzel

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Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em vários endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, na manhã desta terça-feira (26). As equipes estão no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do estado, Wilson Witzel (PSC), e na casa onde ele morava antes de ser eleito, no bairro Grajaú.

Os agentes da PF também estão no endereço onde fica o escritório em que Helena Witzel, primeira-dama do estado atua, e na casa do ex-subsecretário de saúde, Gabriell Neves, no Leblon, zona sul da capital fluminense.

A casa do ex-secretário estadual de saúde do RJ Edmar Santos, em Botafogo, na zona sul da capital, também é alvo da operação. Santos foi exonerado pelo governador no dia 17 de maio após atrasos e denúncias envolvendo obras de hospitais de campanha construídos para reforçar a rede de saúde durante a pandemia de Covid-19.

Mais cedo, ainda na madrugada, os policiais estiveram no Aeroporto Internacional do Galeão onde uma equipe da Polícia Federal de Brasília desembarcou pouco depois de 5h30.

De acordo com a analista da CNN Basília Rodrigues, Witzel foi alertado na semana passada por pessoas próximas de que seria alvo de operação da PF nos desdobramentos das investigações no estado – incluindo a possibilidade de ser preso –, mas ele não sabia a data dessa operação.

Auxiliares do governador afirmaram que ele ficou surpreso aos ser acordado, por volta das 6h, por agentes da PF.

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Reação do governador

Em nota, Witzel negou qualquer tipo de participação em irregularidades nas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal e acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de oficializar a interferência na PF. Na véspera da operação, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que operações da PF em breve teriam governadores como alvo.

“Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará”, afirmou Witzel.

“A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”, concluiu o governador do Rio de Janeiro.

A operação da PF

A Operação Placebo apura desvios na saúde pública do Rio em negociações de emergência durante a pandemia do novo coronavírus.

A investigação envolve a Polícia Civil, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal e aponta para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro.

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Neves foi preso em uma operação do Ministério Público Estadual no dia 7 de maio suspeito de integrar uma organização criminosa que visava obter vantagens em contratos emergencias para aquisição de respiradores pulmonares. Ele havia sido afastado da Secretaria Estadual de Saúde, em 20 de abril, semanas antes de ser preso.

São cumpridos 12 Mandados de Busca e Apreensão, 10 no Rio e 2 em São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nova direção no Rio

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na noite desta segunda-feira (25), o delegado Tácio Muzzi Carvalho e Carneiro foi oficializado como novo superintendente regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro. A indicação de Muzzi já era esperada.

A condução de Muzzi ao cargo foi assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Tercio Issami Tokano, que referendou diversas outras nomeações na mesma edição do Diário Oficial, incluindo mudanças na chefia da PF em outros estados.

A direção da Polícia Federal no Rio de Janeiro está no centro das divergências entre Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou o presidente de tentar interferir na corporação.

Segundo depoimento de Moro na investigação que apura o caso, o presidente teria dito ao então ministro que ele “tinha 27 superintendências da Polícia Federal” e que ele, Bolsonaro, “queria apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

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