conecte-se conosco


TCE MT

Idealizada no Planejamento Estratégico, Biblioteca de Juína recebe prêmios e se torna referência para o país

Publicado

 PRÊMIO
 A biblioteca é reconhecida por contribuir com avanço do programa de desenvolvimento da ONU e transformação social de suas comunidades

A Biblioteca Municipal de Juína é finalista do Prêmio MuniCiência – Municípios Inovadores, ciclo 2019-2020, realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a União Europeia. No início de fevereiro deste ano, a Prefeitura Municipal de Juína recebeu a equipe técnica da CNM em um evento realizado na Casa da Cultura. A equipe foi conferir in loco as atividades do Programa “Arte, Leitura e Cultura: uma bela mistura!” e irá produzir um guia de reaplicação da biblioteca, que será disponibilizado para os municípios de todo Brasil, em versões online e impressa.

 CASE DE SUCESSO
 Programa da Biblioteca de Juína é novamente selecionado para prêmio nacional

No ano passado, a Biblioteca Municipal de Juína alcançou fama internacional. No dia 5 de agosto, o programa foi apresentado em São Paulo como uma das 15 melhores práticas de Bibliotecas Públicas da América Latina. O sucesso da Biblioteca Municipal de Juína é resultado do Planejamento Estratégico do município, produzido e desenvolvido desde 2012, por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Ao aderir ao programa, o município estabeleceu uma série de metas e ações para diversas áreas, entre elas o Programa “Arte, Leitura e Cultura, uma Bela Mistura!”, na área cultural.

Em 2013, a Secretaria de Articulação Institucional e a Secretaria de Apoio às Unidades Gestoras do TCE realizaram oficinas para que os conselhos municipais funcionassem efetivamente como instrumentos de controle social e participação democrática. A partir daí, a revitalização da biblioteca de Juína passou a ser meta do Planejamento Estratégico e diversos segmentos da comunidade se uniram para criar projetos, entre eles o “Amigo do Livro e da Leitura”, em parceria com o Poder Judiciário e as oficinas na aldeia Pé de Mutum, do povo Rikbatsa, para professores indígenas.

  BIBLIOTECA ITINERANTE
  Entre as iniciativas desenvolvidas,destaca-se as atividades integradas, como contação de histórias, oficinas artísticas e exibição de filmes

Foram doados para a comunidade mais de três mil livros e em três anos a biblioteca passou de 600 usuários para oito mil pessoas que buscam a leitura como entretenimento.

Leia mais:  Multas são agrupadas e encaminhadas para a PGE, para fins de execução judicial
 TRANSFORMAÇÃO
 O projeto atendende também as populações ribeirinhas e comunidades indígenas

Quando o Planejamento Estratégico e a participação cidadã são utilizados no cotidiano da gestão pública como ferramentas decisórias para otimizar recursos e oportunidades, amplia-se a visão e o espaço, os atores e os parceiros do processo. É o que aconteceu em Juína, conforme relata a secretária de Articulação Institucional e de desenvolvimento da Cidadãnia do TCE, Cassyra Vuolo.

Abre-se as portas para a inovação e para o futuro em sintonia com a realidade local. A ação estratégica de repensar o significado de uma biblioteca pública para cidade é um dos “cases” de sucesso de Juína, que compreendeu a importância do saber, do fazer e do buscar qualidade na gestão dos recursos”, diz Vuolo.

O trabalho da biblioteca fortaleceu o sentimento dos juinenses em relação à literatura

As propostas classificadas para o Prêmio MuniCiência – Municípios Inovadores, ciclo 2019-2020 foram escolhidas após análise criteriosa da Comissão Técnica Avaliadora e do Conselho Político da CNM. No total, esta edição recebeu 235 inscrições homologadas – prefeituras e consórcios municipais concorrem ao prêmio. Agora, os selecionados têm de 12 de agosto a 2 de setembro para complementar informações e evidências, além de enviar um depoimento do prefeito em um vídeo de até dois minutos.

Em etapa futura, a comissão vai selecionar dez iniciativas para a reta final do MuniCiência. Cada uma delas receberá a visita técnica da CNM para elaboração do Guia de Reaplicação, que terá versões impressa e online. As dez finalistas seguirão ainda para votação popular, pela internet, no período de 7 de outubro a 31 de março, que definirá as cinco vencedoras. Os gestores das primeiras colocadas participarão de um seminário internacional para troca de experiências. O resultado final será anunciado na XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Planejamento

 ESTRUTURA
 A biblioteca passou por processo de revitalização, atualmente é composta pelo salão de acervo, pelas salas infantil, juvenil e de estudo e varanda

A Biblioteca de Juína se filiou ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso (SEBPMT) e, com esse suporte, realizou a sua primeira revitalização, que deu início a uma grande transformação, apesar do curto espaço de tempo. Basta lembrar que, em janeiro de 2017, a Biblioteca Municipal estava com as portas praticamente fechadas, com apenas 700 usuários cadastrados. Em seis meses já havia quase cinco mil usuários inscritos e hoje já são mais de sete mil.

Leia mais:  TCE fará mais 3 sessões esta semana; das duas Câmaras e extraordinária do Pleno

Cassyra Vuolo
Secretária de Articulação Institucional

Abre-se as portas para a inovação e para o futuro em sintonia com a realidade local. A ação estratégica de repensar o significado de uma biblioteca pública para cidade é um dos “cases” de sucesso de Juína, que compreendeu a importância do saber, do fazer e do buscar qualidade na gestão dos recursos”


Além da transformação física, a Biblioteca Municipal de Juína também passou a acolher os movimentos sociais e a levar o programa de arte e leitura a todos os eventos do município, tanto na zona urbana quanto na zona rural. E mais: também chegou aos rios e à floresta, atendendo populações ribeirinhas e comunidades indígenas.

Por desenvolver um trabalho cultural e ao mesmo tempo social, a Biblioteca de Juína vem conquistando espaço no cenário nacional e internacional. Ficou em segundo lugar em uma premiação por atender a Agenda 2030 da ONU, um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, que também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade.

Acesse a página da biblioteca no Facebook e conheça o projeto

Em 2018, a Biblioteca Municipal de Juína “Professora Maria Santana” conquistou o segundo lugar no concurso nacional “Conecta Biblioteca”, que premia as dez bibliotecas públicas brasileiras que mais contribuem com o avanço dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e com a transformação social de suas comunidades.

Este ano, o modelo de biblioteca municipal voltado para as aldeias indígenas ganha um nome especial: BibliOca. A extensão do programa “Arte, Leitura e Cultura: uma bela mistura!” para as comunidades indígenas estava previsto no Planejamento Estratégico do município desde 2017. A região foi primeiramente habitada por povos das nações cinta-larga, rikbatsa e ena-wenê-nawê. O território do município de Juína abriga duas enormes áreas indígenas e a população indígena é de mais de 1.008 pessoas.

Comentários Facebook
publicidade

TCE MT

Soluções em defesa da vida.

Publicado

Falar de saúde em um momento como esse não é fácil para ninguém, pois estamos diante de uma doença pouco conhecida e para a qual a ciência e a medicina ainda buscam soluções. Muitos gestores estão apostando tudo na oferta de leitos para combater a COVID-19. Uma atitude equivocada, que se revela inócua quando vivemos um momento complicado, com a ocupação dos leitos crescendo assustadoramente aqui e no país todo.

Será que a única política de combate ao coronavírus consiste em ofertar leitos? Definitivamente, não. A abertura de novos leitos é importante e necessária, mas não suficiente. É preciso aprofundar essa análise, acompanhando de perto os protocolos médicos que estão sendo praticados nas UTIs. Os números em Mato Grosso indicam problemas. Alguns hospitais apresentam alta taxa de mortalidade, enquanto outros conseguem bons índices de cura.

O ministério da Saúde e as secretariais de Saúde precisam promover a revisão e a supervisão dos protocolos. É fundamental termos um bom índice de resolutividade, utilizando protocolos unificados de tratamento com base nos melhores resultados já obtidos. Assim, aumentamos a chance de cura e reduzimos o tempo médio de permanência de pacientes nos leitos, podendo tratar mais vidas. Os conselhos de medicina e enfermagem e as associações podem ajudar nesse monitoramento.

A parceria com a rede privada é sempre um bom caminho, mas o modelo praticado hoje não atrai. O preço de tabela SUS não cobre os custos e investimentos que o hospital precisa fazer para ofertar leitos de UTI. É preciso um modelo que garanta os leitos com 100% de disponibilidade, com preços justos e, em alguns casos, até com pagamento antecipado, como prevê a Lei 13.979/2020 que dispõe sobre as medidas de enfrentamento da pandemia.

Leia mais:  Tomada de Contas da SES comprova que recursos foram devolvidos

Outra ação importante é colocar para funcionar a nossa rede de atenção básica, que pode ser um diferencial importante. As equipes de atenção básica e o exército de mais de sete mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias que temos aqui, poderiam estar mapeando o estado inteiro, identificando situações e reunindo dados específicos sobre a incidência da doença.

Os agentes podem ajudar a identificar todas as pessoas que tiveram contato com os infectados, para que passem por quarentena, testagem e tratamento, barrando a circulação comunitária do vírus. Um programa eficiente de monitoramento, rastreamento de casos e testagem, fez a diferença em países que venceram a pandemia, como a Nova Zelândia.

Ao mesmo tempo, as equipes estarão fornecendo dados para embasar as ações estratégias em cada momento da curva de contaminação. O Ministério da Saúde e a SES precisam apoiar os municípios nessa empreitada, garantindo a capacitação e os meios necessários à atuação desses profissionais.

Hoje há um debate intenso sobre o uso de medicamentos no tratamento do coronavírus. Essa é uma decisão do médico e entendo que todos os medicamentos que comprovadamente possam contribuir para a cura, devem estar à disposição nas unidades. Hoje há falta de medicamentos no estado e isso precisa ser corrigido imediatamente. Defendo inclusive que o Estado prepare uma política de saúde pública para produzir e importar medicamentos.

A crise sanitária mundial exigirá dos gestores públicos uma revisão geral de todo o sistema de saúde, a começar pela prevenção. Depois de superar a pandemia, é preciso combater outro grave flagelo, a falta de saneamento básico. Esta calamidade histórica facilita a disseminação do coronavírus e várias outras doenças em locais impróprios para a vida humana, frutos da crônica desigualdade social brasileira.

Leia mais:  TCE-MT dá prioridade à auditoria e correições da Controladoria-Geral do Estado

Sou favorável ao isolamento social com responsabilidade, que inclui possibilidades de flexibilização com todos os protocolos de segurança e de acordo com a situação específica de cada município. O isolamento deve ser uma ação preventiva e salvadora, e não causadora de um desastre social com o agravamento da miséria e do desemprego.

A falta de coordenação no combate ao coronavírus também prejudica a retomada da economia. Por isso, é fundamental que gestores federais, estaduais e municipais ajustem suas condutas e trabalhem unidos neste momento de calamidade pública e crise sanitária.

Termino falando sobre uma inovação que ganha importância estratégica no combate à pandemia, a telemedicina. Esta plataforma utiliza recursos digitais e especialistas qualificados, produzindo diagnósticos de forma remota e permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos à distância.

Os gestores públicos devem imediatamente fornecer essa plataforma para todas as unidades de saúde de referência. Se hoje precisarmos de um pneumologista ou infectologista para um paciente em Sorriso, por exemplo, não vamos conseguir. Mas com a telemedicina, esse profissional consegue colaborar de onde estiver para salvar vidas.

A batalha contra o coronavírus ainda deve durar muitos meses, antes de chegarmos a uma vacina e tratamento eficazes. Até lá, cabe aos gestores públicos agir com eficiência, responsabilidade e transparência, adotando medidas inteligentes e oferecendo soluções em defesa da vida.

Guilherme Antonio Maluf é presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana