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HQ censurada por Crivella está esgotada na Bienal desde quarta-feira (4)

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O prefeito Marcelo Crivella determinou ontem que a história em quadrinhos “Vingadores: A cruzada das crianças” fosse recolhida da Bienal do Livro , no Riocentro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito afirma que a HQ de super-heróis tem “conteúdo sexual para menores”. Na manhã desta sexta (6), a reportagem  visitou nove estandes que comercializam quadrinhos na Bienal. Em oito, ouviu que “Vingadores: A cruzada das crianças” não estava à venda simplesmente porque não fazia parte do estoque. Em um, chamado Taverna do Rei, um funcionário confirmou que os 20 exemplares disponíveis se esgotaram há dois dias, antes da manifestação do prefeito.

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Sergio Marques/Parceiro/Agencia O Dia

Marcelo Crivella enfrenta um processo de impeachment no Rio de Janeiro

Segundo o atendente responsável pela parte de quadrinhos da editora Devir, Cesar Santos, após a notícia da ordem de recolhimento de Crivella, um outro estande que vende HQs chegou a procurá-los para saber se eles tinham o título.

“Eles queriam comprar da gente para revender no estande deles pois com essa repercussão o livro vai vender muito, assim como tudo que é proibido” , afirmou Santos. “O que a gente tem que se perguntar é que, se fosse um beijo heterossexual, teria a mesma reação? Se isso não é censura, não sei o que é. Crivella devia se preocupar com infraestrutura, segurança da cidade e está preocupado com um beijo num livro”.

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“Vingadores: A cruzada das crianças” é o 66º volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, lançado no Brasil em 2016 pela Editorial Salvat em parceria com a Panini Comics. A série republica gibis em formato de luxo, com capa dura. Na história, escrita pelo americano Allan Heinberg e ilustrada pelo britânico Jim Cheung, dois membros dos Jovens Vingadores (no original, Young Avengers), Wiccano e Hulkling, são namorados e aparecem se beijando em um painel. A história foi publicada originalmente nos EUA entre 2010 e 2012, chegando ao Brasil, ainda em edições mensais, em 2012.

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Divulgação

Trecho da HQ da Marvel que prefeito do Rio de Janeiro tentou censurar na Bienal

Para Deborah Sztajnberg, advogada especializada em direito autoral e autora do livro “Cala boca já morreu: a censura judicial das biografias”, a atitude do prefeito pode ser considerada como censura.

“Quero crer que a Constituição ainda seja válida. Lá diz, textualmente, que acabou censura no Brasil”, afirmou a advogada. “Uma decisão como essa precisa ser tomada por via judicial ou por decreto, mas de toda a forma é totalmente equivocada. É censura. O prefeito governa para uma cidade inteira, e não para uma parcela da população que compactua das crenças dele”.

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Cristina Costa, professora de Comunicação e Cultura da ECA-USP e especialista em censura, classifica o caso como um ato contra a liberdade de expressão: “Uma professora pode proibir palavrão dentro da sala de aula, porque ela é a autoridade dentro daquele circuito. Já a censura normalmente tem caráter político e parte de uma autoridade usando seu poder para inibir a livre circulação de um produto cultural e artístico”.

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Ainda na quarta-feira (4), no plenário da Câmara Municipal, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM) reclamou da comercialização do livro na Bienal. Empunhando o livro na tribuna, ele afirmou que seu ato não era homofóbico: “O autor, que é assumidadamente gay, coloca dois super-heróis se beijando e tendo relação homossexual. Não dá para admitir covardia contra as nossas crianças.”

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Monja Coen diz que o autoconhecimento pode ser antídoto para pandemia

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O programa Impressões, da TV Brasil, convidou a Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, para falar sobre as aflições típicas dos tempos de pandemia e apontar caminhos para se buscar o equilíbrio neste momento.

Mestra dos ensinamentos de Buda e autora de diversos livros, ela recomenda a meditação, que começa pela respiração consciente. Coen admite: “Quando comecei a meditar era muito difícil. Colocava um reloginho à minha frente e cinco minutos pareciam uma eternidade. Era um horror”. Durante a entrevista, a monja ensina algumas técnicas que podem ajudar os iniciantes na prática, que garante trazer alívio para incômodos emocionais comuns neste período, como ansiedade, medo e raiva.

“Você perceber o que está acontecendo com você é a única maneira de você ter algum controle. E não é controlar as emoções. É percebê-las e deixar que passem. Quando a gente fala de budismo, a gente fala de autoconhecimento e autoconhecimento é libertação”, afirma a religiosa.

Este não é um momento para acerto de contas emocionais, nem para remoer os rancores, segundo a monja, mas de considerar tudo o que foi vivido como uma bagagem extra para encarar o presente com plenitude.

“O que passou serviu como uma experiência para o que estamos passando agora, e o que vai chegar, ainda não chegou. Estar presente no momento e ver com plenitude o agora é a única maneira de atravessarmos (esta fase). Só tem uma maneira: atravessar com presença pura. Nós dizemos, no budismo, que presença pura é sabedoria”, ensina Coen.

A missionária zen-budista declara respeito a outras religiões e reconhece que, qualquer que seja o caminho escolhido, exige determinação.

“A mente é incessante e luminosa. Ela não para. Tem inúmeros estímulos. Você pode perceber esses estímulos todos e escolher o que você quer estimular. Como você escolhe que programa você assiste, que livro você lê, como você escolhe seus amigos e como você conversa com essas pessoas e quais são os assuntos. Através das nossas escolhas, nós vamos encontrando estados mentais. E podemos encontrar estados mentais de tranquilidade que a gente chama de estado Buda, de sabedoria e compaixão, onde há tranquilidade, assertividade e ternura”, afirma.

A monja explica que o estado mental tem relação com a imunidade. Manter aceso o olhar curioso da criança, de ver o mundo de uma forma inédita e se apaixonar pelos pequenos detalhes, pode ser um hábito poderoso. “A imunidade depende do nosso estado de tranquilidade. Não só, mas muito. Quando o coração fica quentinho, quando é gostoso. A gente tem que encontrar alguma coisa na vida que sinta prazer em ver”, acrescenta.

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Quanto aos questionamentos com os quais muitas pessoas se deparam na atual situação, a monja é assertiva: “Pare de se lastimar e falar ‘queria poder abraçar’. Tem que ser bom agora. Onde você está é o melhor lugar do mundo, porque sua vida está aqui. Aprecie a sua vida. Aprecie as pessoas perto de você”.

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