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Agricultura

Governo e Iba lançam Sistema Integrado de Agrotóxicos

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Unificação dos dados deverá estar concluída em dois anos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) assinaram, nesta quinta-feira (13), um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento do Sistema Integrado de Agrotóxicos (SIA), que vai permitir redução nos prazos de registro de novas substâncias e de produtos genéricos. Atualmente, o tempo médio para os genéricos é de quatro anos e de até oito anos para as novas moléculas. A Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também participam do projeto.

Associados ao novo sistema, serão desenvolvidos aplicativos do SIA para celulares das plataformas Android e IOS. O custo estimado para a implantação do Sistema é de US$ 2,5 milhões. Atualmente, o Agrofit tem registrado cerca de 2 mil produtos formulados, dos quais aproximadamente 50% são genéricos.

Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, o SIA vai unificar todos os pedidos de registro destes produtos existentes ao sistema do MAPA, no IBAMA e na ANVISA. As vantagens do novo sistema, que funcionará em dois anos, serão a transparência e velocidade no processo de registro. “Em dois anos e meio da gestão do ministro Blairo Maggi, foram realizados mais de 1.100 registros de produtos mais modernos e menos tóxicos ao meio ambiente e à saúde humana”, explicou Rangel. Ainda estão pendentes cerca de 1.500 solicitações de registro.

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Os produtores de algodão tomaram a frente do projeto pois esta cultura é a que mais depende de defensivos inovadores, em função da grande incidência e variedade de pragas nas lavouras. No caso do algodão, os defensivos respondem por 30% do custo de produção. Nas demais culturas a proporção é de cerca de 15%.

O Decreto, que regulamenta a Lei de Agrotóxicos, já estabelece a necessidade de desenvolvimento do sistema desde 2002. Neste ano, o Ministério da Agricultura tomou a frente da iniciativa para cumprimento do marco legal.

Por: Agricultura.gov

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Agricultura

CEPEA: Não tratamento de ferrugem na soja pode resultar em perda ao produtor de quase R$ 12 bi

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Resultado é apresentado nesta primeira parte de um estudo especial, que foi dividido em três

 

Cepea, 22/05/2019 – Pragas e doenças na agricultura podem resultar em queda no volume de produção, em prejuízos à qualidade dos produtos, e, conforme a situação, podem levar à morte as plantas e até dizimar cultivos inteiros. A decadência do cacau no sul da Bahia, devido à vassoura-de-bruxa, é uma ilustração emblemática deste risco. 

 

Nesse sentido, a ausência de controle das pragas e doenças nos cultivos agrícolas teria como impacto direto o comprometimento das safras. Portanto, para o produtor, ao se defrontar com a presença desses organismos em suas culturas, é necessário adotar algum tipo de controle de modo a preservar seus investimentos e recursos alocados no cultivo, suas margens de lucro e a própria viabilidade socioeconômica de sua atividade produtiva. Além dos métodos de controle químico, há possibilidades de complementar ou substituir, em algumas situações, por métodos mecânicos, controle biológico, gestão da nutrição de plantas, uso de variedades resistentes às pragas, entre outros.

 

Nesse contexto, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), monitorou a evolução da ocorrência das principais pragas e doenças que atingiram as culturas de soja, milho e algodão nas safras 2014/15, 2015/16 e 2016/17 e os respectivos impactos econômicos para produtores e para o País. Para isso, o Cepea desenvolveu uma metodologia de avaliação econômica da incidência das principais pragas, baseada em dados obtidos nos levantamentos anuais de campo nas principais regiões produtoras. 

 

MENSURAÇÃO ECONÔMICA – Nesta primeira parte do estudo, disponibilizado hoje no site do Cepea (veja aqui), pesquisadores mostram que, na safra 2016/17, o custo dos produtores de soja com fungicidas foi de R$ 8,3 bilhões (96% para controle da ferrugem), de R$ 6,2 bilhões em inseticidas e de R$ 4,8 bilhões em herbicidas, totalizando R$ 19,3 bilhões. Este valor correspondeu a 16,5% do Custo Total (CT) com a produção de soja no Brasil naquela safra. O montante total para cultivar uma área de 33,9 milhões de hectares e produzir 114 milhões de toneladas de soja foi de R$ 117 bilhões na safra 2016/17.

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No caso da ferrugem da soja, especificamente, para avaliar a implicação econômica do controle da doença, pesquisadores do Cepea simularam uma situação em que os produtores não utilizassem fungicidas. Com isto, economizariam R$ 5,75 bilhões, mas a queda na sua oferta de soja é estimada em 30%. Supondo que os produtores pudessem compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, gastariam R$ 33 bilhões em recursos adicionais para custear um aumento de quase 1/3 na área produtiva nacional. Esses custos referem-se apenas aos recursos terra, trabalho e capital privados dos produtores; não incluem custos de abertura de novas áreas e infraestrutura produtiva e logística etc.

 

No cenário sem essa compensação da queda de produtividade pelo aumento da área cultivada, o modelo econômico estima um aumento de 22,9% no preço no mercado interno. Assim, nesse contexto, embora os produtores reduzissem os custos (sem o controle da ferrugem), a elevação dos preços não seria suficiente para evitar a queda da Receita Bruta, de 13,9%. Diante disso, o resultado econômico com o plantio de soja passaria de um lucro de R$ 8,32 bilhões para um prejuízo de R$ 3,37 bilhões para o segmento produtivo nacional. Logo, os produtores incorreriam em uma perda de R$ 11,7 bilhões.

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Para o País, em termos macroeconômicos, isto implicaria na queda de 30% em volume exportado, equivalente a perdas de US$ 4,5 bilhões em faturamento externo para os produtos do complexo da soja. Pesquisadores do Cepea estimam, ainda, que o aumento de 22,9% nos preços da soja, devido à perda na produção, teria um impacto de 0,57 ponto percentual no IPCA geral de 2017. Ou seja, o IPCA passaria de 2,95% para 3,52%. Este mesmo raciocínio aplicado ao IPCA de alimentos, implicaria em variação de 1,03 ponto percentual no índice, ou seja, saltaria de -1,87% para também negativos -0,84% no ano de 2017.

 

MILHO E ALGODÃO – Nesta primeira parte do estudo, a equipe do Cepea aborda também os impactos econômicos do não tratamento da Lagarta Spodoptera na cultura do milho e do Bicudo no caso do algodão.

 

PRÓXIMAS DIVULGAÇÕES – A segunda parte do estudo avaliou de que forma e em qual intensidade os impactos econômicos das incidências de pragas e/ou doenças na cultura de milho podem alterar os preços ao consumidor dos principais produtos que têm o cereal e/ou seus coprodutos como matéria-prima. A terceira parte, por sua vez, traz os impactos da quebra da safra de soja sobre os principais produtos que têm a oleaginosa e/ou seus coprodutos como matéria-prima.

 

 

Outras informações sobre o Estudo Especial sobre Mensuração econômica da incidência de pragas e doenças no Brasil aqui e por meio da Comunicação Cepea, com os professores Geraldo Barros e Silvia Miranda: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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