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Agricultura

Governo de Portugal intercederá na UE para destravar comércio com Brasil

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Promessa foi feita a Eumar Novacki pelo secretário português da Agricultura e Alimentação em encontro em Lisboa na sexta-feiraO secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, reuniu-se na sexta-feira (19) com o secretário da Agricultura e Alimentação de Portugal, Luís Viera, em Lisboa, e apresentou pleitos do Brasil junto à União Europeia para agilizar a exportação de produtos da agropecuária brasileira.

Os principais itens da negociação brasileira com a União Europeia são carne bovina, rastreabilidade bovina, regionalização da carne bovina termoprocessada, a ractopamina da carne suína, retomada de pré-listing e a reabertura do mercado da União Europeia para o pescado brasileiro.

Na reunião, Vieira disse que Portugal intercederá junto à União Europeia na tentativa de destravar o comércio, oferecendo apoio ao Brasil nas negociações com o bloco europeu. Em contrapartida, o secretário português mostrou interesse em aumentar as exportações para o Brasil de limão, lácteos e pescados. E disse que Portugal também busca ampliar as vendas para o Brasil de queijos, vinhos, azeite, conservas e bacalhau, além de solicitar habilitação de plantas de pequenos produtores de suínos.

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Novacki reclamou da atual dinâmica do bloco europeu, onde o Brasil entrega seus pleitos diretamente aos países, mas que são encaminhados para análise pela União Europeia.

Neste sábado, 20, Novacki, assessores do Mapa e empresários brasileiros realizam visitas técnicas a estabelecimentos de produção de lácteos e a vinícolas na região do Dão, com a participação do ex-ministro português Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho, que já foi ministro da Administração Interna, ministro do Equipamento Social, da Previdência e primeiro ministro adjunto.

Brasil e Portugal possuem uma balança comercial equilibrada, com corrente de comércio bilateral entre as duas economias de 320 milhões de euros. De forma mais abrangente, a intenção do Brasil é consolidar e diversificar a pauta de exportação destinada à União Europeia.

No ano passado, as exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 13,46 bilhões. Os principais produtos embarcados para os países europeus foram itens do complexo soja (34,35%), café (18,73%), carnes (12,15%), sucos (9,67%), fumo (5,95%), cereais (5,65%), frutas (4,82%) e outros (8,69%). Em 2017, o Brasil importou US$ 1,989 bilhão em itens do agronegócio europeu, sendo a maior parte formada por produtos industrializados.

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Missão a Portugal e Espanha
Novacki lidera missão empresarial brasileira em Portugal e Espanha que conta com a participação de 12 representantes empresariais e expositores do Pavilhão Brasil que irão participar do Fruit Attraction 2018 em Madri a partir de terça-feira, 23.

Após a agenda em Portugal, a delegação seguirá para a Espanha para tratar de assuntos de interesse do agronegócio brasileiro com autoridades e empresários espanhóis e europeus, além de integrar-se à tradicional feira espanhola.

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Agricultura

Produção de pequi gera renda para agricultores familiares

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Mesmo com uma queda de quase 30% na colheita do pequi em comparação com o ano de 2017, os produtores do município de Ribeirão Cascalheira (900 km a Leste de Cuiabá) têm a expectativa de colher até o início do mês de dezembro em torno de 650 toneladas do fruto. O técnico agropecuário da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Carlos Alberto Quintino, fala que o fruto do cerrado, pode gerar uma renda de R$ 650 mil para o município este ano.

Conforme Quintino, o município possui uma área de aproximadamente 300 hectares com o cultivo do pequi, sendo 80% de árvores nativas e outros 20% plantados pelos produtores. Atuam no plantio uma média de 80 produtores rurais, sendo que alguns estão cultivando novas mudas para serem utilizadas também no reflorestamento de áreas degradadas e recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP).

Em 2017, os produtores comercializaram mais de 900 toneladas do fruto. No início da safra deste ano, ou seja, no mês de outubro, uma caixa com 25 quilos estava sendo vendida a R$ 25,00. E agora pode custar em torno de R$ 20,00 a caixa. Segundo Carlos, os compradores alugam barracões na cidade e compram diariamente a produção dos produtores rurais. Os destinos de grande parte da produção estão sendo encaminhados para Cuiabá, Rondonópolis, Goiás e Pará.

Os produtores rurais Luzia Souza da Silva e Domingos Ribeiro da Silva, proprietários do Sítio Ouro Verde, localizado no assentamento Cancela, possuem uma área de 53 hectares de terra, sendo sete hectares com pequi nativo, o que significa em torno de 300 árvores produzindo todo ano. A produtora Luzia conta que há mais de 10 anos a família resolveu cuidar das árvores que geram lucro. Ela explica que este ano vão comercializar apenas 100 caixas do fruto, devido a um incêndio que ocorreu na propriedade.

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No Sítio Ouro Verde o pequi é vendido descascado e congelado, e uma dúzia do produto pode custar até R$ 10,00. Nessa fase intermediária da safra, os produtores estão vendendo a dúzia do pequi descascado por R$ 4,00. “Na região o fruto é considerado muito bom, carnudo, grande e com uma coloração amarelada forte e com um sabor muito gostoso”, destaca a produtora.

No Sítio São Francisco, localizado na Comunidade Piabanha, o produtor rural Francisco Silveira da Silva pretende colher em torno de 250 caixas, mais de seis mil quilos de pequi e pode ter um lucro de R$ 5 mil com o preço de R$ 20,00 a caixa. Francisco fala que no ano passado colheu 500 caixas, o dobro deste ano. Numa área de 51 hectares, existem mais de 150 árvores de pequi nativo. O produtor comenta que já tentou plantar algumas mudas de pequi e não teve muito sucesso, mesmo assim, está testando novas mudas.

A atividade principal no Sítio é a bovinocultura de leite, onde diariamente ele e a sua esposa Edna Maria Silva produzem queijo tipo frescal para comercializar na cidade. “Com relação a produção do pequi, tem ano que não produz nada e em outros a colheita é farta e produz bons lucros para a maioria dos produtores da região”, esclarece Francisco.

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Durante o ano, os produtores rurais Maria Detiva da Costa e Luiz Augusto Toledo, produzem farinha de mandioca, na Chácara Encontro Sonhado, no assentamento Cancela. A média de produção chega a 210 quilos por semana. Nos meses de novembro a dezembro, a expectativa é a venda do pequi. Na propriedade existem 80 árvores de pequi, sendo todas nativas. A produtora Maria ressalta que vão colher apenas 30 caixas, uma média de 750 quilos de pequi, o que pode render até R$ 750,00.

O técnico agrícola da Empaer, Carlos Alberto, destaca que o pequi (Caryocar brasiliense) é um produto extrativista e uma alternativa econômica para muitos agricultores familiares da região. Normalmente uma árvore de pequi produz em média dois mil frutos por colheita, e começa a produzir no quinto ano após o plantio. “Mesmo com a falta de chuva no período da floração do pequi (junho), na colheita que começou em outubro, o fruto saiu vigoroso e pronto para ser consumido”, destaca.

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