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Google faz 15 anos no Brasil e foca em missão de tornar empresa mais ‘global’

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Para qualquer brasileiro que use a internet no dia a dia, é difícil escapar do mundo do Google.

Seria necessário utilizar um smartphone com sistema operacional da Apple, um navegador como o Firefox e, talvez o mais difícil de tudo, um motor de busca que não seja o da gigante americana – as opções mais populares são o Bing, da Microsoft, ou então o alternativo DuckDuckGo.

Isso para não falar em uma série de outros serviços da empresa de Sergey Brin e Larry Page populares no País, como o Gmail, o Drive ou o Google Maps. E é nesse cenário de “onipresença” que a empresa, quarta maior companhia de tecnologia em valor de mercado no mundo, completa 15 anos em território brasileiro.

É algo não só qualitativo, mas também que pode ser expressado em números.

Hoje, o país é um dos cinco principais mercados para os nove produtos da empresa que têm mais de 1 bilhão de usuários no planeta: busca, Android, o navegador Google Chrome, o YouTube, a loja de aplicativos PlayStore, o app Google Fotos, além dos já citados Maps, Drive e Gmail.

Pesquisa recente executada pela consultoria Kantar em conjunto com a empresa e revelada ao Estadão mostra que 8 em cada 10 brasileiros das classes A, B e C usam diariamente serviços da empresa.

“É uma presença muito profunda, mais até do que a maioria das pessoas é capaz de observar, porque nem todo mundo lembra que o Android é do Google, por exemplo”, avalia Pablo Cerdeira, conselheiro do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar).

Na visão do pesquisador, a empresa teve um papel importante na popularização da internet no Brasil, devido justamente ao sistema operacional para dispositivos móveis. De 2013 para cá, segundo dados da pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o número de brasileiros conectados cresceu 21 pontos porcentuais. Hoje, a população local usa mais a internet móvel do que a fixa – o que ajuda, de quebra, a movimentar uma economia não só do próprio Google, mas de um ecossistema de empresas.

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Aquisição

A data exata do aniversário dos 15 anos, comemorada nesta segunda-feira, 20, tem uma raiz um pouco diferente de outros países em que o Google se estabeleceu: marca a data da compra da startup mineira Akwan, responsável pelo sistema de buscas TodoBR em 2005. A aquisição da empresa, criada por pesquisadores da UFMG, deu origem ao único centro de engenharia latino da gigante.

Hoje, é da capital mineira que acontecem algumas das principais mudanças no algoritmo de busca do Google. “Logo no início, em 2006, nós ajudamos o algoritmo a conseguir entregar resultados com termos locais para buscas gerais, como “mp3″, por exemplo”, conta Bruno Possas, veterano da Akwan que hoje ocupa o cargo de diretor sênior de engenharia.

Outro exemplo é a ferramenta que permite acompanhar partidas esportivas pela busca – influência da paixão da equipe local pelo futebol. Para Possas, a presença do escritório pode ajudar a empresa a se tornar menos americana e mais global. “Por mais que a nossa formação técnica seja igual à de alguém dos EUA, a cultura não é, e isso amplia a diversidade do produto”, diz. “E isso ajuda no aspecto democrático da internet, algo de que o sucesso do Google depende.”

Efeito duplo

Segundo dados divulgados pela própria companhia na semana passada, o impacto econômico gerado por sua atuação no País no ano passado foi de R$ 51 bilhões. Na visão de Marcelo Lacerda, diretor de relações governamentais e políticas pública da empresa, o desafio da companhia nos próximos anos por aqui é “contribuir ainda mais com as nossas ferramentas”.

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O número, na verdade, parece quase irrisório, considerando o tamanho da companhia por aqui – e que, lá fora, essa superpresença do Google já foi considerada até como concorrência desleal por regiões como a União Europeia. A presença de apps da gigante pré-instalados nos celulares que usam o Android foi alvo de ações no Velho Continente – enquanto a companhia se defende dizendo que o sistema ajudou a criar mais competição, e não menos. O tema segue em discussão nos tribunais, mas é paradigmático sobre o poder da empresa.

Para Cerdeira, a posição da companhia é bastante singular no que diz respeito à regulação. “Hoje, uma mudança regulatória que afete a empresa pode atrapalhar a prestação de serviços essenciais, e isso afeta tanto o Google como a sociedade, em custos financeiros e até de direitos”, afirma o conselheiro do Cesar. Até por causa disso, avalia o pesquisador, a empresa tem um papel importante na construção da legislação brasileira de internet – como fez com o Marco Civil e a Lei Geral de Proteção de Dados.

E agora faz na chamada “lei das fake news”, discutida no Congresso Nacional e vista por especialistas em direitos digitais como um retrocesso. “Regular faz parte do debate, não é algo a que somos contrários”, diz Lacerda. “Buscamos sempre contribuir, mostrando, por exemplo, que a desinformação não possui uma solução definitiva, e decisões que possam ser tomadas de boa intenção acabem afetando a internet livre e aberta.”

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Brasil / Mundo

Nasa e Esa divulgam imagens do Sol obtidas pela Solar Orbiter

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Lançada no dia 9 de fevereiro a Solar Orbiter, uma sonda que é fruto das agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa) e Européia (ESA), teve suas primeiras imagens do Sol disponibilizadas ao público. A primeira passagem pelas proximidades do Sol ocorreu em junho.

Solar Orbiter carrega seis instrumentos de imagens capazes de estudar, cada um, diferentes aspectos do Sol. Segundo a Nasa, apesar de as primeiras imagens terem como principal objetivo verificar o funcionamento dos instrumentos – o que não necessariamente implica em descobertas científicas –, a sonda já apresentou dados, por meio do equipamento Imager Ultravioleta Extremo, que sugerem características solares “nunca observadas com tamanho detalhamento”.

“Essas imagens sem precedentes do Sol são as mais próximas que já obtivemos. São imagens surpreendentes que ajudarão os cientistas a reunir as camadas atmosféricas do Sol, o que é importante para entender como ele conduz o clima espacial perto da Terra e em todo o sistema solar”, disse Holly Gilbert, um dos cientistas que integram o projeto na Nasa.

“Não esperávamos resultados tão bons tão cedo. Essas imagens mostram que o Solar Orbiter teve um excelente começo”, complementa o cientista da ESA Daniel Müller.

Astrofísico do Observatório Real da Bélgica, em Bruxelas, o investigador principal David Berghmans, destacou, entre as imagens observadas na estrela, o que chamou de “campfires” [fogueiras].

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“Essas fogueiras são explosões solares com dimensões pelo menos um milhão, talvez um bilhão, de vezes menores. Ao olhar para as novas imagens de alta resolução, vimos que elas estão literalmente em todos os lugares observados”, disse.

Segundo a Nasa, ainda não está claro o que são essas fogueiras ou como elas correspondem aos fluxos luminosos solares observados por outras naves espaciais. A agência trabalha com a possibilidade de que sejam mini explosões conhecidas como nanoflares – faíscas minúsculas, porém onipresentes, teorizadas para ajudar a aquecer a atmosfera externa do Sol ou sua coroa a temperaturas até 300 vezes mais quente do que a de sua superfície.

No entanto, para confirmar essa hipótese, os cientistas precisam de uma medição mais precisa da temperatura dessas fogueiras, o que deverá ser feito por outro equipamento carregado pela sonda– no caso, a Imagem Espectral do Ambiente Coronal, ou instrumento Spice.

“Estamos aguardando ansiosamente nosso próximo conjunto de dados”, disse o pesquisador Frédéric Auchère, responsável pelas operações desse equipamento. “A esperança é detectar nanoflares com certeza e quantificar seu papel no aquecimento coronal”, acrescentou.

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Uma outra imagem promissora já detectada pela Solar Orbiter mostrou reflexos da luz solar na poeira interplanetária (a chamada luz zodiacal). Trata-se de uma luz que, por ser fraca, acaba ocultada pelo brilho solar. Para se conseguir observá-la, foi necessário reduzir a luz emitida pelo sol para um trilionésivo de seu brilho original.

“As imagens produziram um padrão de luz zodiacal tão perfeito, tão limpo que nos dá confiança de que poderemos ver estruturas eólicas solares quando nos aproximarmos do Sol”, informou Russell Howard, do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos.

Um outro equipamento, cuja função é a de mapear o campo magnético do Sol principalmente a partir de seus polos, já foi testado, apresentando resultados positivos para observações posteriores. Segundo a Nasa, ele terá seu apogeu quando a Solar Orbiter for gradualmente inclinando sua órbita para 24 graus acima do plano dos planetas, o que proporcionará uma “visão sem precedentes dos polos do Sol”.

Os novos dados, incluindo filmes e imagens com descrições detalhadas, podem ser vistos na galeria da Nasa e da ESA.

*Com informações da Nasa.

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