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Garis recorrem aos vereadores de Cuiabá em busca de melhorias para a classe

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Vereador Misael Galvão apresenta convocação em regime de urgência a empresa Locar em coletivo com todos os vereadores.
Convidado pelo vereador Dilemário Alencar, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana, Wenderson&nbsp Alves, veio denunciar as calamidades que passam os garis aqui em Cuiabá. Diversos trabalhadores da área acompanharam a sessão pelas galerias e expuseram faixas em forma de reivindicação.
Segundo Wenderson, os trabalhadores estão até sem uniformes para trabalhar. “Os garis estão trabalhando cerca de 12h por dia e isso é trabalho escravo. O contrato da prefeitura disse que tem uma quantidade de veículos para fazer a coleta, porém essa quantidade não existe. Se tiver 22 rodando, é muito, só ontem quebraram 15. Não temos nem EPIs para trabalharmos”, completou.
O vereador Dilemário que abriu espaço aos trabalhadores, afirma que irá continuar em buscar dos direitos desses trabalhadores. “Eles fazem um trabalho fundamental para a sociedade. O mais preocupante é que essa empresa que maltrata os garis acabou de vencer a licitação para continuara coleta de lixo, dobrando o contrato que sai de 23 milhões para quase 40 milhões no próximo ano. Vamos levar a comissão de garis para conversar com o secretário José Stopa e exigir que ele tome providências sobre esses casos, leva-los no Delegado Regional do Trabalho e vamos fazer uma representação junto ao Ministério de Trabalho. Isso não pode mais acontecer”.
Durante a sessão, o vereador Misael Galvão pediu para que fosse feito um requerimento de convocação ao responsável pela empresa LOCAR Gestão de Resíduos, o qual recebeu assinatura de todos os vereadores para aprovação a qual possa vir até a tribuna prestar esclarecimentos a cerca dos direitos dos reais dos trabalhadores da coleta de lixo da capital e sobre os serviços prestados pela empresa em Cuiabá.
“Quero deixar registrado essa convocação ao responsável pela empresa Locar para dar esclarecimento sobre esse fato aqui na Câmara Municipal de Cuiabá para que diante dessa denúncia gravíssima, pois não dá para aceitar no momento em que estamos vivendo hoje. Lutamos pelos direitos e reconhecimento do trabalho que os profissionais realizam a nossa cidade”, afirmou Galvão.
O requerimento foi aprovado em regime de urgência pela casa de leis.
SUSAN BENTO
Assessoria Vereador Misael Galvão

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Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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