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Fortaleza questiona negociação de transmissão de jogos na TNT; entenda

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Fortaleza vendeu seus direitos do Brasileirão para Turner, que passa os jogos na TNT arrow-options
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Fortaleza vendeu seus direitos do Brasileirão para Turner, que passa os jogos na TNT

O Fortaleza apelou ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para verificar se a Turner , empresa de mídia e entretenimento responsável pelo canal TNT , feriu a lei de defesa da concorrência ao negociar com os clubes.

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Vale sempre destacar que a TNT, via Esporte Interativo , tem exclusividade para transmitir jogos de sete equipes do Campeonato Brasileiro deste ano em TV fechada, incluindo o Fortaleza .

No caso, o time cearense alega que foi discriminado, porque clubes como Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia e Athletico-PR, além do rival Ceará, teriam dividido o valor de R$ 140 milhões na negociação, enquanto o Leão teria sido preterido, ficando com apenas R$ 9 milhões fixos.

Para o advogado Eric Hadmann, especialista em Direito Concorrencial e Regulatório, sócio do escritório Gico, Hadmann e Dutra Advogados, a denúncia protocolada pelo Fortaleza é muito interessante.

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“Normalmente, as agências de defesa da concorrência no mundo estão mais preocupadas com estruturas de negociação coletiva de direitos de transmissão de jogos e direitos de exclusividade por parte de um grande provedor de conteúdo”, afirma o advogado, ao citar, por exemplo, o caso de 2010, quando o CADE investigou o Clube dos 13 e a Rede Globo.

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“Depois que ocorre esse desmembramento de direitos, ou seja, cada clube negocia isoladamente, pode ser interessante que o CADE avalie se o processo de negociação tem utilizado critérios transparentes e não discriminatórios”, ressalta Hadmann.

A depender do andamento desse processo no Conselho, o advogado acredita que podem existir outros clubes apresentando denúncias similares à do Fortaleza .

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Fórmula 1 cancela GP Brasil este ano em Interlagos

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A Fórmula 1 cancelou hoje (24) o Grande Prêmio (GP) do Brasil que ocorreria em 15 de novembro. Será a primeira vez, desde 1973, que a corrida não será realizada no país. O anúncio feito nesta sexta-feira (24) por meio de nota oficial da  Fórmula One Management, organizadora do evento. 

Além do GP do Brasil no autódromo de Interlagos, também foram cortadas da temporada deste ano outras três provas: Canadá, Estados Unidos e México. As corridas estavam previstas para acontecer entre outubro e novembro, com exceção do GP do Canadá, que seriam em em junho.

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, comentou a decisão durante coletiva de imprensa sobre a situação da pandemia do novo coronavírus (covid-19), em São Paulo. Covas disse que a prefeitura vai respeitar a decisão dos organizadores da Fórmula 1. No entanto, ressaltou que a capital paulista, em novembro, estará em situação melhor do que nas cidades onde já ocorreram corridas este ano. Covas afirmou ainda que as tratativas pra renovação do contrato da Fórmula 1 em Interlagos no ano que vem continuam. O contrato termina este ano.

No início deste mês, o chefe da Mercedes, o austríaco Toto Wolff, já havia se pronunciado sobre a inviabilidade de realização do GP no país. Na ocasião, ele revelou o teor da conversa que teve com o diretor executivo da F1, o norte-americano Ross Brown, sobre o risco de realizar o GP no Brasil diante do descontrole da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país.

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Por meio de mensagem publicada o Twitter, os organizadores comentaram a decisão.

“Com a pandemia da COVID-19 em curso, significa que, infelizmente, não será possível competir no Brasil, EUA, México e Canadá este ano. Esperamos voltar na próxima temporada para as Américas para fazer um show para nossos fãs apaixonados da região.” e ainda completou em nota publicada no site – “Também queremos prestar homenagem aos nossos incríveis parceiros nas Américas e esperamos voltar com eles na próxima temporada, quando mais uma vez conseguirem emocionar milhões de fãs ao redor do mundo.”

Por meio de nota oficial, a  assessoria de comunicação da empresa Interpub, responsável pelo GP Brasil, disse: “Sobre as notícias divulgadas hoje, 24/07/2020, dando conta do cancelamento do GP Brasil de Fórmula 1 e das demais corridas das Américas, comunicamos que não recebemos até o presente momento nenhuma comunicação oficial da Federação Internacional de Automobilismo e, dessa forma, não poderemos nos manifestar”.

A Fórmula 1 deveria iniciar em março, mas teve de ser adiada por causa da explosão de casos de covid-19 pelo mundo. Ao todo, 15 provas já foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que sete delas (Austrália, Mônaco, França, Holanda, Azerbaijão, Cingapura, Japão, Brasil, Canadá, Estados Unidos e México) foram canceladas. Já outras quatro provas acabaram adiadas (Bahrein, Vietnã, China e Espanha).

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Por outro lado, mais três circuitos foram confirmados para a temporada 2020. Em Nürburgring (GP da Alemanha), acontecerá em 11 de outubro. Já o de Portimão (GP de Portugal) aparece como novidade. Ele foi agendado para 25 de outubro, e será a primeira vez que o Circuito Internacional de Algarve sediará uma corrida de F1. O país não recebia um evento de Campeonato Mundial da categoria desde 1996. Por fim, o de Ímola (GP da Emilia Romagna) está marcado para 1º de novembro, na Itália.

Com o calendário revisado devido à pandemia, os organizadores da Fórmula 1 reiteraram o objetivo de completar o Campeonato Mundial com a disputa de 15 a 18 provas. Inicialmente era previsto 22 circuitos. O encerramento da competição deverá acontecer em dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro

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