conecte-se conosco


Esportes

Flamengo alcança feito similar a de 2009, ano do último título brasileiro

Publicado

Gabigol e Arrascaeta celebram gol do Flamengo no Maracanã arrow-options
Twitter/Reprodução/Desimpedidos

Gabigol e Arrascaeta celebram gol do Flamengo no Maracanã

Tabus servem para serem quebrados. Quantas vezes você, leitor, já ouviu esta expressão? Pois bem, no último domingo, o Flamengo foi à Arena da Baixada e  alcançou a primeira vitória do clube por lá na história do Campeonato Brasileiro .

Leia também: “Se depender do VAR, Flamengo será campeão”, dispara presidente do Santos

Jorge Jesus até tentou controlar a euforia no Flamengo , mas o fato é que o feito é significativo, sim. Tanto que um similar, em 2009, também marcou.

O flamenguista se recorda bem. Ainda com Andrade como interino e em duelo válido 14ª rodada, o Flamengo foi à Vila Belmiro realizar o seu milésimo jogo pela competição nacional.

Em relação à classificação, o cenário era diferente quanto ao atual: a posição era apenas a oitava, com nove pontos atrás do líder (Atlético-MG). A vitória na casa santista foi a primeira em jogos oficiais – e responsável pelo embalo rumo ao caneco. 

“(O feito) Mostra a dificuldade de ganhar aqui (Arena da Baixada). Mas são só três pontos importantes para a caminhada. Mas nem tudo foi perfeito neste jogo. Ficamos sem três para o próximo, Bruno Henrique, Everton Ribeiro e Rafinha. Vamos ter que agregarmos uns aos outros como temos feito”, falou Jesus, em entrevista coletiva. 

Leia mais:  São Silvestre é definida na reta final entre homens e mulheres; veja quem venceu

Em 2009, o Flamengo teve em Adriano Imperador, que inclusive marcara um dos dois gols na citada vitória sobre o Peixe, o maior combustível para o hexacampeonato. Agora, na crista da onda com Jesus, viu um bom sinal com a obra deste domingo.

Leia também: Flamengo e Inter de Milão entram em acordo para possível venda de Gabigol

E a menção vale por dois motivos: para os supersticiosos de plantão e para ratificar a postura corajosa da equipe rubro-negra, que não “escolhe” terreno e atua em busca dos três pontos incondicionalmente – o que tem sido a receita do sucesso do Mister.

Para manter a toada em prol do hepta, o Flamengo terá a próxima missão nesta quarta-feira, contra o Fortaleza, na Arena Castelão.

Comentários Facebook
publicidade

Esportes

Pelé 80 anos: vida longa ao rei do futebol

Publicado

O futebol brasileiro tem vários personagens. Mas nenhum deles tem o protagonismo de Edson Arantes do Nascimento. A importância de Pelé é tamanha que é possível falar que, a partir dele, o mundo mudou a forma de ver os jogadores e a seleção do Brasil.

Biografia de Pelé

A trajetória daquele que viria a ser conhecido como o rei do futebol começa de forma muito comum. Nascido em 23 de outubro de 1940, na cidade mineira de Três Corações, Pelé vem de “uma família das classes populares, que trabalhava duro para educar os filhos”, diz o pesquisador do MEMOFUT (Grupo Literatura e Memória do Futebol) Rodrigo Saturnino.

Ainda na infância, um fato parece definir sua relação com o futebol. Ao ver o pai, o ex-jogador José Ramos do Nascimento, o Dondinho, chorar após a derrota da seleção brasileira na final da Copa do Mundo de 1950, o pequeno Edson promete que conquistaria o primeiro Mundial do país.

Mas antes de cumprir esta promessa, Pelé daria os primeiros passos no esporte na cidade paulista de Bauru, para onde a família dele se mudou durante sua infância. Lá defendeu várias equipes amadoras de futebol de campo e salão, até que, ao completar 15 anos, foi levado para fazer um teste no Santos. Aprovado, foi contratado em junho de 1956 e começou a defender a equipe da Vila Belmiro.

No Santos, desandou a marcar gols, o que lhe garantiu a primeira convocação para a seleção brasileira em 1957 para participar da Copa Roca, competição na qual fez seu primeiro tento e iniciou uma caminhada de conquistas.

Pelé, Fotografia de um dos gols marcados pelo Brasil na vitória sobre a Argentina em jogo válido pela Copa Roca de 1957. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã.
Pelé (direita) em jogo contra a Argentina durante a Copa Roca de 1957 – Arquivo Nacional/ Correio da Manhã.

Rei desde jovem

A qualidade de Pelé era tamanha, que a ideia de que ele era o rei do futebol surgiu antes mesmo da conquista de um título de expressão pela seleção. Jovem ainda, com 17 anos, meses antes da disputa da Copa de 1958, o dramaturgo Nelson Rodrigues se referiu ao jogador da seguinte forma em uma crônica sobre o jogo entre America e Santos: “O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento”.

Leia mais:  Guardiola e CR7 juntos? Agência afirma que o treinador assumirá a Juventus

A coroação definitiva vem com a conquista dos títulos das Copas do Mundo. “Em 1957, o futebol brasileiro estava por baixo, com a derrota para a seleção uruguaia em 1950, a apenas regular participação na Copa de 1954, os resultados fracos durante uma excursão à Europa em 1956 e o fraco desempenho no Campeonato Sul-Americano de 1957 (…). E surge Pelé, com 17 anos. O futebol brasileiro então passou de 5ª a 6ª força para ser, indiscutivelmente, o melhor do mundo. Com Pelé e Garrincha, a seleção nunca perdeu. Foram três títulos mundiais em quatro Copas. Pelé foi o principal responsável por esse desempenho. A identificação da seleção com o povo brasileiro atingiu seu ponto máximo. Pelé se transformou na face do Brasil bem sucedido, o brasileiro mais reconhecido da história, em todo o mundo”, diz Saturnino.

Pelé, Seleção brasileira perfilada antes de partida válida pela Copa do Mundo da Suécia, junho de 1958. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã.
Seleção brasileira perfilada antes de jogo da Copa da Suécia, em 1958 – Arquivo Nacional/Correio da Manhã.

O sociólogo e professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) Ronaldo Helal concorda e afirma que Pelé foi fundamental para a seleção acabar com a história de que teria um complexo de vira-latas (expressão de Nelson Rodrigues) que a impediria de conquistar títulos: “Em 1958 o Brasil ganha a Copa do Mundo, e Pelé foi marcante, se tornando o rei do futebol com 17 anos de idade”.

Leia mais:  Nadal cola em Djokovic e briga pelo Número 1 após título emocionante no US Open

Auge no México

Entre estas conquistas uma ocupa um lugar especial na história do futebol, a da Copa do Mundo de 1970, no México. Foi nesta competição que Pelé mostrou todo o seu potencial como jogador. “Em 1970 ele foi fundamental, fez uma Copa ímpar, brilhante do início ao fim, e colocou o Brasil no topo do futebol mundial”, diz Helal.

Clodoaldo, um dos companheiros de Pelé naquela campanha, compartilha desta opinião: “Foi o melhor momento do Pelé na seleção brasileira. O vi em 1970 como nunca, preparado nos aspectos físico, técnico e psicológico. Ele estava voando. Foi o momento no qual atingiu o máximo de sua carreira”. Nesta competição o futebol brasileiro alcançou um novo patamar, passando a ser admirado em todo o mundo, como mostra este filme produzido pela Fifa:

Quantos gols Pelé fez

O sucesso de Pelé não se deve apenas à seleção. Foi pelo Santos que ele marcou a maior parte dos seus 1281 gols (em 1363 jogos), que o transformaram no maior goleador da história do futebol mundial. O tipo de feito que fez com que o público o tratasse de uma forma especial. “O Pelé foi o único jogador, pelo menos que eu saiba, que fazia uma boa jogada contra um time, ou um gol de placa, e a torcida adversária aplaudia, às vezes de pé”, diz Helal, que é torcedor do Flamengo, citando as oportunidades nas quais, em sua infância, ia ao estádio simplesmente para ver o camisa 10 do Santos entrar em campo.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana