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Fátima Bernardes leva doméstica no “Encontro” para rebater Paulo Guedes

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 A fala do ministro da Economia, Paulo Guedes , na última quarta-feira (12) sobre a espantosa alta do dólar teve uma repercussão extremamente negativa. Ele disse que com o dólar baixo “todo mundo” estava indo viajar a Disney, inclusive “empregadas domésticas”. Fátima Bernardes resolveu falar sobre o assunto com uma profissional da área que estava na plateia do “Encontro” desta quinta-feira (13).

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Fátima Bernardes com a entrevistada arrow-options
Reprodução/Globo

Fátima Bernardes entrevista empregada doméstica, que rebate fala de Guedes


“A gente sempre tem aqui na nossa plateia, muitas empregas domésticas e ex empregadas domésticas”, começou dizendo Fátima Bernardes . A entrevistada, chamada Raquel, disse que nunca foi à Disney, mas se sentiu ofendida com o discurso de Guedes.

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“Eu não entendi a colocação do ministro , porque está diminuindo a nossa classe. Muitas das vezes eu tenho certeza que foi uma doméstica que criou o filho dele, fez comida para ele. Ela não merece ir para a Disney ?”, falou Raquel ao vivo na Globo .

Fátima perguntou se ela já tinha feito alguma viagem grande e a doméstica disse que não, mas que isso está em seus planos. “Eu pretendo levar meus filhos, meus netos, então nós [domésticas] ficamos indignadas que um ministro da economia tenha esse pensamento, nós não aceitamos.”

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Após ouvir a entrevistada, Fátima Bernardes expôs sua opinião: “Olha, eu acho que você pode ir para a Disney, para o Nordeste, para qualquer lugar. Quem diz que pra onde a gente vai é a gente, principalmente as pessoas que trabalham honestamente e ganham dinheiro honestamente”.

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Monja Coen diz que o autoconhecimento pode ser antídoto para pandemia

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O programa Impressões, da TV Brasil, convidou a Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, para falar sobre as aflições típicas dos tempos de pandemia e apontar caminhos para se buscar o equilíbrio neste momento.

Mestra dos ensinamentos de Buda e autora de diversos livros, ela recomenda a meditação, que começa pela respiração consciente. Coen admite: “Quando comecei a meditar era muito difícil. Colocava um reloginho à minha frente e cinco minutos pareciam uma eternidade. Era um horror”. Durante a entrevista, a monja ensina algumas técnicas que podem ajudar os iniciantes na prática, que garante trazer alívio para incômodos emocionais comuns neste período, como ansiedade, medo e raiva.

“Você perceber o que está acontecendo com você é a única maneira de você ter algum controle. E não é controlar as emoções. É percebê-las e deixar que passem. Quando a gente fala de budismo, a gente fala de autoconhecimento e autoconhecimento é libertação”, afirma a religiosa.

Este não é um momento para acerto de contas emocionais, nem para remoer os rancores, segundo a monja, mas de considerar tudo o que foi vivido como uma bagagem extra para encarar o presente com plenitude.

“O que passou serviu como uma experiência para o que estamos passando agora, e o que vai chegar, ainda não chegou. Estar presente no momento e ver com plenitude o agora é a única maneira de atravessarmos (esta fase). Só tem uma maneira: atravessar com presença pura. Nós dizemos, no budismo, que presença pura é sabedoria”, ensina Coen.

A missionária zen-budista declara respeito a outras religiões e reconhece que, qualquer que seja o caminho escolhido, exige determinação.

“A mente é incessante e luminosa. Ela não para. Tem inúmeros estímulos. Você pode perceber esses estímulos todos e escolher o que você quer estimular. Como você escolhe que programa você assiste, que livro você lê, como você escolhe seus amigos e como você conversa com essas pessoas e quais são os assuntos. Através das nossas escolhas, nós vamos encontrando estados mentais. E podemos encontrar estados mentais de tranquilidade que a gente chama de estado Buda, de sabedoria e compaixão, onde há tranquilidade, assertividade e ternura”, afirma.

A monja explica que o estado mental tem relação com a imunidade. Manter aceso o olhar curioso da criança, de ver o mundo de uma forma inédita e se apaixonar pelos pequenos detalhes, pode ser um hábito poderoso. “A imunidade depende do nosso estado de tranquilidade. Não só, mas muito. Quando o coração fica quentinho, quando é gostoso. A gente tem que encontrar alguma coisa na vida que sinta prazer em ver”, acrescenta.

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Quanto aos questionamentos com os quais muitas pessoas se deparam na atual situação, a monja é assertiva: “Pare de se lastimar e falar ‘queria poder abraçar’. Tem que ser bom agora. Onde você está é o melhor lugar do mundo, porque sua vida está aqui. Aprecie a sua vida. Aprecie as pessoas perto de você”.

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