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Fake news é o mais novo produto à venda na Deep Web

Publicado

Olhar Digital

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Pixabay

Fake news já se tornou um produto na Deep Web.


Nos últimos anos vimos as fake news  se tornarem uma ferramenta poderosíssima, com grupos usando as redes sociais para amplificar discursos e influenciar até mesmo os rumos de grandes nações. Portanto não é de se estranhar que a desinformação , para usar o termo em português, tenha se tornado o mais novo produto  à venda na Deep Web , à disposição de indivíduos, empresas e grupos políticos dispostos a pagar o preço certo .

Pesquisadores do Insikt Group , braço de pesquisa de ameaças da empresa norte-americana Recorded Future , conduziram um experimento para verificar o custo e a facilidade de implantação de uma campanha de desinformação . Para isso, contataram fontes na Deep Web que ofereciam seus serviços em fóruns de discussão russos.

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A idéia foi criar uma empresa fictícia chamada Tyrell Corp (uma referência a Blade Runner) e estabelecer duas campanhas. Uma com conteúdo positivo sobre a empresa, conduzida por outro grupo identificado como Raskolnikov (uma referência à novela Crime e Castigo, de Dostoiévski), e outra com conteúdo negativo , que seria conduzida por um fornecedor apelidado de Doutor Jivago (uma referência ao livro de Boris Pasternak).

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Segundo os pesquisadores, o processo foi “assustadoramente simples” e em ambos os casos levou menos de um mês . Ambos os fornecedores foram extremamente profissionais , respondendo a questões, sugerindo estratégias para maximizar o impacto das ações e modificando o conteúdo produzido de acordo com as necessidades do cliente.

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O escopo do trabalho é altamente customizável , de forma que o custo da campanha pode ser facilmente adaptado aos recursos disponíveis, indo de US$ 15 por um artigo com 1.000 caracteres a US$ 1.500 mensais por serviços de SEO para promoção de conteúdo.

Os resultados não demoraram a aparecer . Segundo o Insikt Group, duas semanas após começar a trabalhar com Rasklonikov a Tyrell Corporation estava “na mídia”, com dois artigos publicados na imprensa: um em um veículo de pequeno porte e outro em um “veículo de boa reputação, que publica um jornal há mais de um século”.

O mais impressionante, para os pesquisadores, foi a capacidade dos fornecedores de criar e manter milhares de contas usadas para replicar o conteúdo em redes sociais , sem levantar suspeitas de sistemas de moderação.

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A estratégia social do Doutor Jivago era usar contas mais antigas , ativas nas redes sociais há mais tempo, como “sementes” para iniciar a disseminação da informação, dando a ela mais credibilidade. Então perfis falsos criados mais recentemente começariam a seguir e compartilhar informações destas contas, ao mesmo tempo em que tentavam estabelecer amizade com usuários reais na região ou perfil demográfico da campanha. A idéia era fazer com que eles começassem a espalhar a informação de forma orgânica .

No total, o Insikt Group gastou cerca de US$ 6.000 (cerca de R$ 25.000) em ambas as campanhas, com US$ 1.850 sendo usados gastos com Raskolnikov para construir a reputação da Tyrell e US$ 4.200 com Doutor Jivago para destruí-la. Dinheiro que, segundo os pesquisadores, é uma “ mixaria ” para uma  empresa ou grupo político .

Ao final, os pesquisadores concluem: “se a facilidade que encontramos em nosso experimento servir de indicação, acreditamos que a desinformação como serviço em breve irá se espalhar, deixando de ser uma ferramenta usada por nações para uma cada vez mais usada por indivíduos e organizações”.

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WhatsApp deixa de mostrar status ‘online’ e ‘visto por último’, relatam usuários

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O WhatsApp se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter nesta sexta-feira (19) depois que usuários perceberam mudanças inusitadas em seu funcionamento. O aplicativo de mensagens deixou de mostrar o status “online”, “visto por último”, “digitando” e “gravando áudio” em suas conversas. Ao atualizar o aplicativo mudanças serão percebidas.

As novidades deixaram os internautas confusos sobre um possível erro no sistema, já que a empresa de Mark Zuckerberg não anunciou as atualizações. Antes, os usuários do aplicativo conseguiam apenas optar por desabilitar a função de “visto por último” e a de “confirmação de leitura” nas configurações de privacidade.

REUTERS/Thomas White

Segundo o site Downdetector, que monitora o relato de erros em redes sociais, o número de reclamações sobre o mau funcionamento do Whatsapp começou às 13h e atingiu seu pico às 14h.

Downdetector gráfico

Gráfico do Downdetector mostra pico de reclamações sobre mau funcionamento do WhatsApp

Entre os afetados pelas alterações repentinas, existem os que ficaram felizes pela maior privacidade e aqueles que lamentaram a falta de informações sobre seus contatos. E ainda no final da tarde desta sexta, alguns perfis no Twitter também começaram a relatar o retorno da visualização do status.

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Já entre os concorrentes, o Telegram ironizou a suposta falha no sistema, convidando os insatisfeitos com as novidades a “convidarem um amigo para ficar online” no aplicativo.

Procurada pela CNN, a assessoria do WhatsApp ainda não respondeu ao contato para explicar as mudanças.

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