conecte-se conosco


Política

Ex-secretária-adjunta de Saúde confirma loteamento de unidades de saúde para políticos

Publicado

p style”box-sizing:”””””” inherit”””””” margin:”””””” 0px”””””” 24px”””””” color:”””””” rgb(96,”””””” 96,”””””” 96)”””””” font-family:”””””” roboto”””””” font-size:”””””” 16px”””””””>A ex-secretária-adjunta de Saúde de Cuiabá, gestora pública Dúbia Campos, disse em depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde que a ingerência política nas unidades de saúde de Cuiabá “é uma prática comum”.

Segundo ela, algumas unidades como, por exemplo, a Policlínica do Planalto, foi coordenada por indicações políticas, estando os servidores à disposição para atender determinados interesses pessoais desses políticos.

Segundo o presidente da CPI, vereador Abilio Junior, havia muitas denúncias de “pessoas que chegavam ali, conheciam alguém de dentro da unidade e pediam para passar na frente”. Isso, afirmou a ex-secretária, era presente em todos os níveis de atendimento, inclusive na Central de Regulação.

Para Abilio, esse depoimento comprovaria a ingerência política, um dos objetos de investigação da CPI. “Fica muito evidente no depoimento da ex-secretária a prática de loteamento da saúde. Uma prática da qual são favorecidos os ‘amigos do rei’. Se eu, cidadão, não sou amigo do político da região fico sem ter atendimento ou demora muito, sendo prejudicado. Isso não é atender de forma humanizada e igualitária. Isso é desrespeitar o cidadão, o princípio da impessoalidade e beneficiar somente aqueles que pertencem a determinado grupo que loteiam essas unidades. Por isso, muitos políticos guerreiam por esses cargos de chefia nas UPA’s, Policlínicas e PSF’s. Tudo para atender seus interesses políticos e pessoais”, afirmou o vereador.

Leia mais:  Idosos assistirão ao show Bee Gees One e Tina Turner Tribute gratuitamente no Teatro Zulmira, neste sábado (31)

Além da ingerência, a ex-secretária depôs acerca do possível caso de nepotismo envolvendo os irmãos do atual secretário-adjunto de Saúde, Milton Correa. Segundo Dúbia, os irmãos Rafael e Renata Correa estariam trabalhando nas Policlínicas do Planalto e Coxipó, no mesmo período que o Milton era secretário-adjunto, estando, assim, subordinados a mesma pasta do irmão.

“Esse depoimento é mais uma situação que comprovaria crime de improbidade administrativa. Estamos preocupados com tudo isso. Temos muita coisa já apurada, somados a esses depoimentos, tudo isso poderá levar ao indiciamento de todos os citados”, explicou Abilio.

A ex-secretária também relatou sobre a permuta de medicamento, como sendo outra prática ocorrida no sistema público de saúde de Cuiabá. Diferente do que declarou a ex-secretária Elizeth Araújo, em depoimento em outra oitiva. Segundo Elizeth, tal procedimento teria sido proibido durante sua gestão.

Dúbia também falou da falta de medicamentos na rede Municipal de Saúde, atribuindo a situação à “falta de competência e qualificação técnica”. O que para o presidente Abilio, estaria comprovada na gestão da Central de Distribuição de Medicamentos (CDMIC), no qual esteve sob administração de pessoas formadas em Turismo.

Leia mais:  Medo do desemprego cai 2,1 pontos em dezembro, aponta CNI

A ex-secretária ainda falou sobre roubo e furto de medicamentos, materiais e insumos, considerando que esses casos estão presentes nas. “Acho que é um problema que tem dentro do Pronto Socorro também”, disse Dúbia.

Diante de tudo que foi exposto, a ex-secretária elogiou o trabalho que os membros da CPI têm realizado. “Que isso (CPI) venha agregar, com realização de concurso público, com maior transparência, que os políticos fiquem longe, pois só acabam atrapalhando o gestor”, concluiu Dúbia, frisando sobre a dificuldade de gerir diante da pressão realizada por políticos em Cuiabá.

Reportagem
Dana Campos

Fotografia
Francinei Marans

Imprimir Voltar Compartilhar:  

http://www.urgentenews.com.br/wp-content/uploads/thumbnail-for-266674.jpg

Comentários Facebook
publicidade

Política

Deputado assina TAC e promete não realizar mais festas

Publicado

O deputado estadual Faissal Calil (PV) assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual (MPE) no qual se compromete a não realizar festas em sua residência, localizada no bairro Shangri-lá em Cuiabá, que excedam o volume de som permitido na “Lei do Silêncio”. O desrespeito à norma renderá multa no valor de R$ 3 mil.

“Se abster, a partir desta data, de produzir nos eventos realizados em sua residência ou sob sua responsabilidade, ruídos em níveis tais que possam resultar em danos à saúde humana”, diz o promotor 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, Gerson Natalício Barbosa.

 

De acordo com o TAC, chegou ao conhecimento da promotoria de Justiça que o deputado realizou uma festa para comemorar a vitória do vereador Marcus Brito Jr. (PV), que é seu aliado político. O termo de compromisso foi assinado no dia 15 de dezembro.

Ainda consta no documento que as celebrações são realizadas com frequência no local. “De acordo com a notícia, as festas organizadas pelo senhor Faissal Jorge Calil Filho são recorrentes e causam grande perturbação à vizinhança”.

Leia mais:  Bussiki homenageia pessoas que ajudam a disseminar a mensagem bíblica

 

Veja vídeo da festa 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana