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Ex-deputado de MT é condenado a 7 anos de prisão por contratar empregados com dinheiro da Câmara Federal

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Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os dois empregados recebiam seus salários como se trabalhassem na Câmara dos Deputados.
O ex-deputado Eliene Lima foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de peculado, por ter contratado dois empregados domésticos para uso pessoal por meio da Câmara dos Deputados.

Eliene afirmou ao G1 que a decisão, do juiz Paulo Cézar Alves Sodré, da Sétima Vara Federal de Cuiabá, é descabida, fruto de uma denúncia anônima. Ainda segundo o ex-parlamentar, não há provas contra ele.

“É um absurdo. O juiz levou em consideração a palavra de duas testemunhas de acusação e ignorou as cinco testemunhas de defesa que eu levei. Essas duas testemunhas que me acusaram não apresentaram provas. Inclusive eu fui chantageado pelas duas. Uma queria que eu desse uma casa para ela e a outra me ligava do Paraná para falar que se eu não mandasse dinheiro para mantê-la lá eu iria me arrepender”, contou o ex-deputado.

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Eliene diz que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal. “Vou levar isso para que um colegiado veja o que de fato aconteceu”, diz.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os dois empregados recebiam seus salários como se trabalhassem na Câmara dos Deputados.

Eliene foi condenado ainda a devolver R$ 148 mil como forma de ressarcir os cofres públicos.

Conforme a acusação, Eliene nomeou Joecy Campos Rodrigues e Edevaldo Alves Garcia em 14 de fevereiro de 2007 e em 2 de fevereiro de 2007, respectivamente.

Contudo, em vez de exercerem as atividades afetas ao cargo público ao qual

foram nomeados, Joecy e Edevaldo, por determinação direta de Eliene, exerceram atividades domésticas na residência do ex-parlamentar, no período de fevereiro/2007 a abril/2009 (Joecy) e fevereiro/2007 a junho/2008 (Edevaldo).

“A culpabilidade presente na alta censurabilidade da conduta perpetrada pelo réu, que no desempenho do Cargo de Deputado Federal, é extremamente repreensível a prática de peculato por um representante de um Poder da República, considerando a importância do cargo, da representação parlamentar, da confiança depositada pelos eleitores para o cumprimento do mandato, enfim, num juízo de comparação com outro servidor público, a conduta é bem mais reprovável”, decidiu o juiz.

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Por Flávia Borges, G1 MT

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Vendas de veículos novos caem 26% em 2020 e setor tem pior resultado desde 2016

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Foram emplacados 2,05 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Pandemia do coronavírus interrompeu sequência de crescimento, mas Fenabrave prevê alta de 16% em 2021.

As vendas de veículos novos caíram 26,16% em 2020, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (5) pela Fenabrave, a associação dos concessionários. Foi a primeira queda nas vendas em 4 anos e o maior tombo anual desde 2015, reflexo da pandemia do coronavírus.

Foram emplacados 2.058.315 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Como comparação, em 2019 foram 2.787.618. Em 2016, foram 2.050.240 unidades.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a queda em 2020 foi menor que a esperada e o resultado só não foi melhor pelos problemas com falta de peças e componentes enfrentado pelas fabricantes.

“Os principais fatores que influenciaram nessa melhora, principalmente a partir do segundo semestre, foram a manutenção da taxa de juros, em um patamar baixo e o Auxílio Emergencial, oferecido pelo Governo Federal, que colaboraram para o aquecimento do comércio e para a baixa inadimplência”, disse Alarico.

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Vendas de veículos novos no Brasil — Foto: Economia G1

Com o retorno pleno do funcionamento das atividades econômicas, dezembro registrou as maiores vendas do ano, com 194.679 veículos vendidos e crescimento de 8,43%. O melhor número anterior havia sido em novembro, com 177.561 unidades.

O presidente da associação também aponta para a falta de disponibilidade de veículos no mercado, como reflexo da pandemia. Para ele, por isso, a recuperação “não foi suficiente para superar os resultados do último trimestre de 2019”.

Previsões para 2021

 

A entidade espera um crescimento gradual das vendas para este ano, projetando uma alta de 16% para automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, sobre os resultados de 2020. As previsões se baseiam na expectativa de crescimento do PIB e na retomada da economia.

“Esperamos poder recuperar, aos poucos, o mercado, mas ainda há incertezas e fatos que podem repercutir nas nossas projeções”, aponta Alarico Assumpção Júnior.

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