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Saúde

Estado assume gestão do hospital regional e estima reduzir despesas em 30%

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A partir desta sexta-feira (03), a administração do Hospital Regional de Rondonópolis (214 km de Cuiabá) passa a ser gerida pelo Governo do Estado e não mais pela empresa Gerir. A determinação é do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que estima conseguir uma redução de gastos da unidade na ordem de 30%, por meio da retomada da administração.

Em seu primeiro dia de gestão, dia 2 de janeiro, Gilberto viajou a Rondonópolis para vistoriar as condições do hospital, assim como a situação administrativo-financeira. Na ocasião, foram constatadas várias irregularidades, a exemplo de má-gestão, falta de medicamentos, precariedade estrutural e atraso no pagamento de salários.

“Fiz reuniões com os gestores, com os técnicos, médicos e servidores e concluí que a melhor alternativa é a secretaria de Saúde passar a gerir a unidade”, destacou.

O secretário ressaltou que o hospital regional conta com uma equipe de cerca de 700 servidores e custa quase R$ 9 milhões ao mês aos cofres do Estado. Este valor, conforme Gilberto, será reduzido por meio da revisão, rescisão e renegociação dos contratos com os prestadores de serviços.

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“Nós serviços com alimentação e lavanderia, por exemplo, podemos diminuir a despesa em mais de 50%”, explicou. O secretário deve definir nos próximos dias o servidor que ficará responsável pela direção do hospital.

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Saúde

Servidores de hospital deflagram greve contra aumento de carga horária

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Os servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) deflagraram greve, em assembleia geral, na segunda-feira (18), por discordarem do aumento de carga horária imposto pela direção da unidade, que estabeleceu 40 horas semanais e revogou a jornada de trabalho flexibilizada de 30 horas semanais.

A categoria alega que a alteração afeta diretamente aos pacientes, já que com 40 horas semanais o trabalhador precisará parar para o intervalo do almoço ou descanso, o que vai comprometer os atendimentos.

“Se um paciente passa mal neste período, o que acontece? Como explicar para um familiar que alguém teve seu quadro agravado, ou mesmo faleceu porque o trabalhador estava em seu horário de almoço? Essa portaria é uma tragédia anunciada e os trabalhadores não vão carregar este crime nas costas”, destacou Fábio Ramirez, coordenador geral do Sindacato dos Trabalhadores Tecnicos-Admnistrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT).

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o Decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A Portaria tem previsão de entrar em vigor no dia primeiro de abril de 2019. Trata-se de uma ação que atinge exclusivamente os trabalhadores estatutários, ligados à UFMT. A medida não interfere nos trabalhadores celetistas, ligados à Ebserh.

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Para a coordenadora administrativa do sindicato, Leia de Souza Oliveira, o HUJM convive com uma gestão cujo perfil empresarial, aprofunda distância entre os Hospitais Universitários e as universidades.

“A missão primeira do HUJM como unidade acadêmica, estratégica para a produção e construção do conhecimento e formação de profissionais comprometidos com a transformação da realidade desigual desse país está sendo desconsiderada. Quanto às promessas de solução dos problemas de falta de recursos e de pessoal, nada aconteceu. A estrutura cara da EBSERH, provocada pelo alto número de chefias, com altos valores das funções, pela superestrutura da matriz em Brasília, má gestão administrativa e financeira e desvios de recursos públicos, demonstra uma contradição na gestão”.

O Hospital se posicinou por meio de nota, leia na íntegra: 

O Colegiado Executivo do Hospital Universitário Júlio Müller decidiu suspender a jornada flexibilizada de 30 horas semanais porque as escalas de trabalho não fecham com os servidores de Regime Jurídico Único (RJU) trabalhando em regime flexibilizado de 30 horas semanais. Para manter a oferta dos serviços contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUJM precisa que esses servidores voltem, temporariamente, a trabalhar por 40 horas em regime de plantões, de acordo com a Instrução Normativa (IN) 02, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), de setembro de 2018, até que a força de trabalho do hospital universitário seja recomposta. Ou seja: até que o HUJM tenha servidores suficientes para poder fechar todas as escalas sem o pagamento de adicional de plantão hospitalar (APH).

O HUJM é o único hospital 100% público em funcionamento no Estado.  Todos os serviços médicos hospitalares e especialidades que o HUJM presta à população são disponibilizados ao SUS, onde o município de Cuiabá contratualiza os serviços e oferece à população.

A saúde pública de Cuiabá e de todo o Estado de Mato Grosso já está fragilizada com o fechamento da Santa Casa. Quem vai sofrer com a redução dos serviços hospitalares no HUJM será a população que mais precisa, menos assistida. São aquelas pessoas que dependem 100% do SUS.

Por: RepórterMT

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