conecte-se conosco


Entretenimento

“Espelho da Vida” apresenta trama cansativa e patina na audiência

Publicado

“Espelho da Vida”, novela que substituiu “Orgulho e Paixão”, não está conseguindo sustentar a audiência deixada pela antecessora. Escrita por Elizabeth Jhin, o foco central é a história de Julia Castelo/Cris (Júlia Strada), mas ehá certa confusão pela quantidade de flashblacks – mesmo que necessário. O casal romântico, que apresenta João Vicente de Castro
(Alain) em seu primeiro papel de galã, também não empolga. 

Leia também: “Espelho da Vida” apresenta história forte e cativante no primeiro capítulo



Divulgação/TV Globo

“Espelho da Vida” deixou a trama esfriar e não alcança audiência desejada

Apresentando um elenco novo, sem grandes nomes tradicionais da emissora, e investindo em youtubers, que também são atores, como no caso de Kéfera Buchmann (Mariane) e Thati Lopes (Josi), ” Espelho da Vida
” faz conexão com vidas passadas, mas não está fazendo a trama acontecer na atualidade. Entretanto, outro elemento que entrará na história são os feitiços, que serão usados pela vilã Aline Moares (Isabel) para acabar com a felicidade do casal. 

Casal sem sal e sem açúcar 

A conexão da mocinha Cris/Julia com a cidade do amado, Alain, faz com que o romance dos dois seja bem morno, abrindo espaço para atuações individuais como por exemplo de Aline Moraes, uma atriz de peso, e pela própria Kéfera Buchmann juntamente com Rômulo Arantes Neto (Mauro Cesar), que apresentam um núcleo engraçado, trazendo leveza para as cenas. 

Leia também: Filha única e tímida, Vitória Strada flerta com o estrelato na Globo

Leia mais:  “BBB 20”: Gizelly e Thelma acusam Daniel de ser aproveitador

João Vicente de Castro decepciona como seu primeiro papel de galã
Reprodução/Instagram

João Vicente de Castro decepciona como seu primeiro papel de galã

Levando em conta as características dos personagens, a atuação de João Vicente de Castro decepciona, já que a expectativa sobre o seu primeiro papel de protagonista e de galã em uma novela era esperado pelos seus fãs e por aqueles que admiram o seu trabalho. 

Porém, quem está surpreendendo positivamente é Kéfera Buchmann, que traz uma personagem imersa no mundo digital, sendo uma influencer e atriz – além de uma vilã super atrapalhada que está em busca do papel de protagonista no filme de Alain. A parceria da atriz com Rômulo Arantes Neto em um romance falso para atrair fãs e publicidade, unem cenas divertidas que fazem sucesso entre os fãs do casal fictício e também nas redes sociais, conhecidos como #Mauriane. 


Kéfera e Rômulo Arantes Neto são os pontos positivos em
TV Globo

Kéfera e Rômulo Arantes Neto são os pontos positivos em “Espelho da Vida”


Núcleo novo e sem grandes destaques

Há algum tempo, a Globo
tem buscado investir em nomes jovens da casa para estrelar a trama tanto da novela das 18h como também da novela das 19h. O caso vem se repetindo com frequência para lançar não só novos atores, como também para conquistar a audiência do público jovem e também gerar burburinho na internet – já que muitos youtubers também estão investindo na carreira televisiva. 

As recentes novelas das 18h, “Novo Mundo” (março – 2017), “Tempo de Amar” (setembro – 2017) e Orgulho e Paixão” (março – 2018) também adotaram essa estratégia. 

Leia mais:  BBB 20: Líder controlará o que participantes vão ou não comer

Entretanto, mesmo com esses gatilhos e elenco novo, a novela não tem apresentados bons números. Na semana de estreia conseguiu 21 pontos, os mesmos comparados com “Orgulho e Paixão”, porém, na segunda semana, enquanto atingia sua melhor audiência em uma sexta-feira com 22 pontos, a novela anterior alcançou 26. Com média de 20 pontos semanais, enquanto a trama inspirada nos romances da escritora inglesa Jane Austende tinha 21, a pior audiência se deu na última sexta-feira (19), quando a trama só alcançou 17 pontos. 


Thati Lopes, Robson Nunes e Kéfera Buchmann em
Reprodução/Instagram

Thati Lopes, Robson Nunes e Kéfera Buchmann em “Espelho da Vida”

Os atores mais experientes não são os pilares da trama, como era de costume nas novelas da casa. Aqui dão suporte para quem está chegando. Em “Espelho da Vida”, os nomes que ficam responsáveis por essa estrutura são Aline Moraes e Rafael Cardoso (Danilo), Irene Ravache (Margot ), Vera Fischer (Carmo) – que até então não teve grandes cenas, Felipe Camargo (Américo), Júlia Lemmertz (Ana), Ana Lucia Torre (Gentil), Ângelo Antônio (Flávio) e Suzana Faini (Senhora). 

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre “Espelho da Vida”, a nova novela das 18h

Cabe agora aos autores da trama apresentarem novos elementos que sejam mais eficientes para atrair boa audiência já que ” Espelho da Vida
” está apenas no início e a grade de programação da Globo terá três novelas com realismo fantástico  no ar – com “O Tempo Não Para”, que traz o descongelamento de personagens do século XIX para a atualidade e “O Sétimo Guardião”, com o núcleo envolvido nos mistérios da cidade de  Serro Azul e seus poderes místicos. 

Comentários Facebook
publicidade

Entretenimento

A Voz do Brasil faz 85 anos

Publicado

O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

Leia mais:  É namoro? Mel Maia e atacante do Fluminense trocam elogios

Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Leia mais:  Malvino Salvador é a favor de beijo gay em “A Dona do Pedaço”

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana