conecte-se conosco


Saúde

Especialistas alertam para os riscos de suicídio durante e pós-pandemia; Profissionais da Saúde são os mais suscetíveis

Publicado

Cuiabá, que já atuava em diversas ações de combate, criou novos programas para auxiliar na saúde mental dos servidores

Levantamento recente elaborado pelo Governo Federal, por meio do Mapa da Violência, apresenta o Brasil na 8ª posição dentre os países que possuem maior índice de suicídio e Mato Grosso na 10ª posição entre os estados brasileiros.

No início deste mês, na Câmara dos Deputados — em Brasília, a Associação Brasileira de Estudo e Prevenção do Suicídio (Abeps) alertou que o período durante e pós-pandemia de Covid-19 poderá agravar ainda mais esse números e os profissionais da Saúde que atuam em linha de frente contra a doença, estão entre os mais suscetíveis.

Com base nesta preocupante realidade, a Prefeitura de Cuiabá, que já atuava em diversas frentes de trabalho com eventos de rotina e atividades alusivas — conduzidas pela Coordenadoria de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações com a criação de novos projetos e programas.

Dentre eles, está o Projeto Acolher. A iniciativa atua com suportes psicossociais contínuos aos servidores do Hospital São Benedito, entre palestras, rodas de conversas e atividades fisioterápicas conduzidas pela própria equipe de psicólogos e assistentes sociais da unidade.

A psicóloga Flávia Saldanha Guedes, que é uma das idealizadoras do projeto, ressalta a importância desse apoio psicológico principalmente agora que a unidade possui 40 leitos de UTIs exclusivos para Covid-19 e atua em capacidade máxima de ocupação dos leitos — o que oportuniza maior desgaste físico e mental entre a equipe.

Leia mais:  Ex-deputado Estadual Adriano Silva morre em Cuiabá com suspeita de coronavírus

“O Projeto Acolher nasceu no final de 2018 para dar suporte direto aos servidores do São Benedito que, pela própria rotina hospitalar, já estão propensos a desenvolver comorbidades psicológicas graves.

Na pandemia, entendemos que esse suporte é ainda mais necessário, uma vez que a intensidade de trabalho e a pressão do mesmo estão ainda maiores, principalmente para os que estão nas UTIs Covid. E tudo isso contribui para adoecimento psicológico que se não acompanhado pelo profissional, pode evoluir para suicídio”, explicou Guedes.

Outra iniciativa da Capital para reduzir os impactos da pandemia é o Programa Cuidando de Quem Cuida da Gente — uma plataforma digital que beneficia mais de sete mil servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais 200 servidores da Assistência Social que estão ligados ao atendimento e combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Interligada ao site da Prefeitura, o Programa, que foi idealizado e coordenado pela primeira-dama Márcia Pinheiro de forma inédita em Mato Grosso, está acolhendo esses profissionais por meio de palestras, workshops e ainda atendimentos psicológicos e psiquiátricos.

Leia mais:  Retomada da administração de hospitais regionais garante economia de R$ 27 milhões

Ao todo, o Programa conta com uma equipe multiprofissional composta dentre outros por especialistas das áreas de psiquiatria, psicologia, nutrição e educação física. Os acompanhamentos tiveram início em junho e serão feitos ao longo de seis meses para beneficiar também o pós-pandemia.

A psicóloga Telma Alves de Alencar Mendes, reforça a importância desses cuidados na vida dos servidores que estão expostos a cargas elevadas de estresse. E isso pode oportunizar ondas de distúrbios como ansiedade e consequentemente transtornos depressivos que podem contribuir para ideação suicida.

“A depressão é o principal fator que leva ao suicídio. Por isso, precisamos falar muito sobre as formas de combatê-la. Embora esta seja uma palavra bastante comum entre as pessoas nos dias atuais, cada vez mais nos deparamos com amigos, parentes ou pessoas muito próximas que entram em sofrimento e desenvolvem transtornos psicólogos e, em muitos casos, cometem o suicídio. Para se ter ideia, estudos do Ministério da Saúde comprovam que para cada morte por este ato, houve de 10 a 20 tentativas. Por isso, estratégias como estas que visam cuidar da saúde mental de forma precoce sempre serão as melhores estratégias e sem dúvidas salvará muitas vidas nessa pandemia”, enfatizou a especialista.

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Cidade de MT tem 10 pacientes com Covid na fila por vaga em UTI

Publicado

Dez pacientes diagnosticados com Covid-19 esperam por vaga em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, após aumento no número de casos da doença e superlotação nos hospitais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos 30 dias, o município registrou 2.435 novos casos. Atualmente, Rondonópolis tem 33 leitos de UTI para atender casos da Covid.

Segundo o boletim divulgado nesse domingo (13) pela secretaria, 21 leitos são UTIs da rede privada e 12 na rede pública de saúde.

A situação preocupa porque resta apenas um leito disponível na rede pública. Já na rede particular há superlotação.

Na enfermaria, segundo o município, tem 78 leitos livres entre rede pública e particular. Há também 10 leitos semi-intensivos livres na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rondonópolis.

Outras cidades do sudeste do estado também dependem da estrutura de Rondonópolis para atender casos da doença.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) apontam que Mato Grosso, até esse domingo (13), registrava 166.974 casos confirmados da Covid-19 e 4.259 óbitos em decorrência do coronavírus.

Leia mais:  Médicos do HR de Rondonópolis decidem paralisar atendimentos; Olhe vídeo

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana