conecte-se conosco


Carros e Motos

Enquete: 90% dos leitores de iG Carros já consideram transportes alternativos

Publicado


Bike elétrica
Cauê Lira/iG Carros

O estagiário Guilherme Menezes aposta em patinetes e bicicletas para parte do trajeto ao trabalho

Em nossa última reportagem sobre mobilidade, propusemos que os leitores do iG participassem de uma pesquisa sobre o assunto. Eram dez perguntas variadas e bem simples sobre comportamento e expectativas para o futuro. Os resultados finais são interessantes, e marcam o período de transitoriedade em que estamos inseridos.

LEIA MAIS: Conheça 5 novos aplicativos de mobilidade para as cidades brasileiras

Apesar do automóvel ainda ser indispensável para 70% da nossa audiência, mais de 90% das pessoas que responderam a pesquisa já consideram métodos alternativos de mobilidade . O crescimento populacional nas grandes cidades e os engarrafamentos são os principais motivos.

As pessoas se sentem mais seguras em seus automóveis, conforme uma pesquisa publicada pelo ICS (Instituto Clima e Sociedade). Além disso, o conforto de estar sozinho com o ar-condicionado ligado é tentador, considerando que o transporte público em praticamente todas as cidades brasileiras não é satisfatório. Você terá que ficar em pé, espremido entre os espaços que restam no ônibus .


Rio de Janeiro
Divulgação

Rio de Janeiro lidera o ranking de engarrafamento. Em média, leva-se 43% mais tempo de viagem por causa de seu trânsito.

De acordo com o próprio ICS, o há um desejo coletivo de que o transporte público seja o principal meio de locomoção das pessoas. Na região Centro-Oeste, o meio coletivo tem a taxa de rejeição mais alta, desagradando a 67% dos cidadãos.

Leia mais:  Fiat lança linha 2020 da Toro com novas versões, entre outras novidades

LEIA MAIS: Conheça 5 recursos de celular que facilitam a vida do motorista

Boa parte dos nossos leitores – 54% conforme a pesquisa – também usam métodos alternativos de transporte. O mais popular é o Uber, com 20% de adesão, seguido por ônibus (17.8%), metrô (10%) e bicicletas (5,3%). Os outros 46.5% utilizam apenas o automóvel.


Lady Driver
Divulgação

O Lady Driver também se tornou uma boa opção entre apps como Uber. Seu uso é exclusivamente feminino

Nos comentários, muitos justificaram a escolha pelos automóveis. “Cuido de uma pessoa adoentada que mora a 5 quilômetros da minha casa”, disse Antonio Lazaro. “Tenho que atravessar viadutos, lugares perigosos, e o transporte coletivo demora muito. Se não tivesse meu carrinho velho, estaria perdido.”

Para outro leitor, Josiel Oliveira, carro já é coisa do passado. “Vendi o meu há dois anos e só rodo de bicicleta e Uber. Não pretendo comprar outro. Me libertei da carrocracia”, brinca.

LEIA MAIS: Você seria capaz de deixar o carro na garagem?

Apesar da preferência pelo carro, nosso público ainda é a favor de colocar as contas na ponta do lápis. André Christóvão, por exemplo, diz que transporte público e Uber poderiam pesar muito no orçamento da família. “Já fiz as contas, mas continuo com a motocicleta . Minha esposa tem um sedã compacto para levar e buscar nossos filhos na escola, além de outras atividades”, explica ele. “Espero, um dia, poder abandonar pelo menos o carro”.

Leia mais:  Veja as 5 motocicletas mais legais que foram lançadas até o momento em 2019

Da mesma forma, o leitor José Gonçalves demonstrou sua insatisfação com a cultura do automóvel. “Ter carro é entrar num círculo vicioso. É um gasto absurdo: enferruja, amassa, te roubam e você ainda poderá perdê-lo em enchentes. Nossa cultura torna as pessoas mais felizes dentro de um carro”.

Os dizeres deste último leitor se encaixam perfeitamente com a colocação de Maurício Feldman, CEO da Volanty – plataforma que negocia seminovos. “Carro ainda é uma questão de status no Brasil”, diz o executivo. “Por vezes, é uma das compras mais importantes que uma família pode fazer na vida, depois da casa própria”.


Loja de carro
Divulgação

Carros continuam vinculados ao status pessoal do comprador. Uma das compras mais importantes da vida

Para Feldman, mesmo aqueles que já fizeram as contas e comprovaram que meios alternativos são mais baratos chegam a considerar a conveniência, liberdade e privacidade de se ter um carro próprio. “Ainda mais quando se fala em famílias com crianças pequenas. Dessa forma, utilizar o carro fica ainda mais vantajoso. Aos que usam carro com pouca frequência”, continua o executivo, “não vale a pena sustentar um”.

LEIA MAIS: Audi RS4 ou bike elétrica? Pusemos as duas lado a lado para encarar o trânsito

I sso vale para 19% de nossos leitores, que utilizam o carro apenas nos finais de semana. Para 64% da audiência, o automóvel ainda é necessário para ir ao trabalho ou faculdade, enquanto apenas 15,7% utilizam em afazeres domésticos, como ir ao mercado. Será que, no futuro, poderemos zerar estes números em prol da mobilidade alternativa?

Comentários Facebook
publicidade

Carros e Motos

General Motors confirma o fim da fabricante australiana Holden

Publicado

por

General Motors arrow-options
Divulgação

Parceira da General Motors desde a década de 30, Holden encerrará suas operações na Austrália, Nova Zelândia e Tailândia até o fim do ano

Em mais um passo no processo de reestruturação global, a General Motors anunciou que fechará a marca Holden na Austrália, Tailândia e Nova Zelândia, encerrando as operações nos países. A GM ainda terá o compromisso de abastecer os mercados com peças e serviços de manutenção até o fim da década.

LEIA MAIS: FCA e PSA anunciam acordo de fusão; confira os detalhes

Estima-se que 600 funcionários perderão o emprego no encerramento da Holden na Oceania. Em Detroit (EUA), Mary Barra, chefe-executiva da GM Global, afirma que fechar a representante no continente é uma decisão difícil, porém correta. 

Mark Reuss, presidente da GM, complementa a declaração de Barra dizendo que a marca tinha planos de reerguer a Holden, mas continuar atuando em um mercado fragmentado como a Oceania teria custo alto.

LEIA MAIS: Renault, Nissan e Mitsubishi revelam novas estratégias para 2020

Leia mais:  Para evitar infração, Renault“muda” poder de personagem de “Caverna do Dragão”

Scott Morrison, primeiro-ministro da Austrália, se diz inconformado com a situação. “Estou desapontado, mas não surpreso. Sei que muitos australianos estão irritados neste momento”, disse ele. “Os nossos contribuintes colocaram milhões de dólares nesta companhia multinacional e eles simplesmente encerraram as operações”.

LEIA MAIS: Veja como a parceria entre Ford e VW vai impactar os carros elétricos

Aos poucos, a GM está abandonando mercados não-lucrativos para focar em regiões pontuais, como Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Brasil. Em 2017, a fabricante vendeu as marcas Opel e Vauxhall para a Peugeot-Citroën.

Comentários Facebook
Continue lendo

Deixe sua Opinião

Como você define o governo de Mauro Mendes, até agora ?

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana