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Educação

Enem será adiado em pelo menos um mês, anuncia governo

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Da CNN, em São Paulo

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (20) que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será adiado em pelo menos 30 dias devido ao impacto da pandemia de Covid-19. A decisão concretiza uma mudança de posição do governo, adotada depois que lideranças do Congresso sinalizaram ao poder Executivo que aprovariam o adiamento.

Segundo nota oficial do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação da prova, “as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.”O Enem estava originalmente previsto para os dias 1º e 8 de novembro. A versão digital do exame seria aplicada em 22 e 29 de novembro — mas engloba apenas 100 mil dos mais de 4 milhões de inscritos para a prova até terça (19), segundo números do MEC (Ministério da Educação). As inscrições terminam às 23h59 desta sexta-feira (22).

Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia sugerido o adiamento do Enem por 30 a 60 dias.

“Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame”, escreveu Weintraub no Twitter.

Na terça-feira, Weintraub disse no Twitter que iria fazer uma consulta aos inscritos no Enem, por meio do site do Inep, para saber se os estudantes seriam favoráveis ao adiamento. A nota de hoje em que o Inep confirma o adiamento do Enem também diz que os estudantes serão consultados sobre a data do exame em junho, por meio da internet.

Mudança de posição

O anúncio concretiza um processo de mudança na posição de Weintraub e do governo sobre o adiamento do Enem. No começo de abril, o ministro afirmava que o Enem não seria adiado.

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Há menos de dez dias, quando as inscrições do Enem foram abertas, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse à CNN que a data do Enem poderia mudar, mas que ainda não era o momento para discutir o assunto.

Na sexta (15), também em entrevista à CNNWeintraub considerou publicamente a possibilidade de mudança de data — mas afirmou que a avaliação sobre o adiamento do Enem só seria feita em agosto.

“Tenho apresentado para senadores e deputados que eu não sou intransigente, é cedo para adiar, vamos esperar dois meses, em agosto a gente avalia, retomamos o assunto. Nesse momento eu considero precipitado e até desumano adiar o Enem”, disse.

Bastidores

Com o anúncio do adiamento, o governo federal se antecipou a uma possível derrota no Congresso Nacional, que vinha se movimentando nos últimos dias para aprovar a mudança da data do Enem antes de o MEC tomar uma decisão sobre o assunto.

Nesta terça (19), o Senado aprovou, por 75 votos a um, projeto que previa o adiamento do exame por tempo indeterminado — o único voto contrário foi de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também deixou claro ao longo da terça-feira que priorizaria o tema na Casa e que não esperaria uma decisão do governo, apesar de fazer a ressalva de que seria “melhor que pudesse vir do presidente uma decisão antes que Senado e Câmara tomassem a decisão de votar”.

Hoje, Maia alertou o presidente Jair Bolsonaro de que os deputados iriam discutir o projeto sobre o adiamento. A “sugestão” de Weintraub para a mudança de data teve como estopim uma ligação de Bolsonaro sinalizando que, se o governo não se posicionasse de forma mais incisiva nesse sentido, iria sofrer uma derrota no Congresso, apurou a CNN.

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Weintraub ouviu também pela manhã em telefonemas com líderes de partidos de centro, como Wellington Roberto, do PL, que eles não conseguiriam segurar a aprovação da matéria na Câmara. Também houve recado do PP de que o anúncio de uma consulta pública para ouvir os estudantes sobre o adiamento da prova era insuficiente para conter o projeto no Congresso.

Mesmo diante do diagnóstico, Weintraub insistiu em condicionar uma decisão a respeito do adiamento ao resultado da pesquisa com os estudantes. Após a orientação de Bolsonaro e diante de derrota iminente no Congresso, Weintraub anunciou no Twitter proposta de adiamento de “30 a 60 dias” com o “pedido” para que os estudantes sejam ouvidos.

À tarde, Bolsonaro foi ao Facebook dizer que o adiamento do Enem foi uma decisão sua em conjunto com Maia.

“Por conta dos efeitos da pandemia de COVID-19 e para que os alunos não sejam prejudicados pela mesma, decidi, juntamente com o Presidente da Câmara dos Deputados, adiar a realização do ENEM 2020, com data ser definida”, diz o post do presidente.

Leia a íntegra da nota oficial divulgada pelo Inep:

“Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.

Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.”

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Educação

Aulas não presenciais na rede estadual começam na segunda-feira em MT

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As aulas para os alunos da rede estadual de ensino retornam na segunda-feira (3) de forma não presencial (online e off-line). As aulas serão ofertadas de duas formas, online, por meio da plataforma digital Aprendizagem Conectada, e off-line, com apostilas para quem não tem acesso à internet.

As aulas não presenciais serão organizadas em cinco etapas: produção do material escolar, com a organização semanal de estudos e planejamento do professor; disponibilização do material escolar; atendimento ao estudante; intervenção pedagógica; e registro em tempo real no final do semestre.

Por meio de uma parceria com a Microsoft Corporations, será disponibilizado aos estudantes e professores o aplicativo Teams, uma ferramenta para auxiliar nas aulas online. O aplicativo Teams é uma multiplataforma que pode ser utilizada a partir de um desktop (computador pessoal), notebook, tablet ou dispositivo móvel (celular). Com ele, os professores poderão interagir com os estudantes, compartilhar arquivos e sites, criar blocos de anotações de classe, além de disponibilizar tarefas e questionários.

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A Seduc também vai continuar ofertando as videoaulas pela TV Assembleia, tanto para os alunos do ensino médio quanto para os do fundamental.

Conforme destaca a secretária de Estado de Educação, Marioneide kliemaschewsk, as aulas não presencias terão a participação e envolvimento de toda a unidade educacional, ou seja, equipe gestora, coordenador pedagógico e, principalmente, do professor.

Para os alunos sem acesso à internet, a Seduc disponibiliza apostilas impressas que podem ser solicitadas pelos pais diretamente na escola. Para arcar com as despesas com essas impressões, a Seduc repassa recurso para as escolas por meio do Programa Político Pedagógico.

A secretária ressalta ainda que a parceria entre a escola e a família será imprescindível para garantir o acesso, a permanência e o sucesso do aluno.

Para ter acesso às aulas online, o aluno deve entrar no www.aprendizagemconectada.mt.gov.br ou no site da Seduc www.seduc.mt.gov.br.

Formação
A Seduc está realizando a formação continuada com os professores (efetivos e contratados) sobre o uso de tecnologias digitais que serão usadas nas aulas não presenciais, como, por exemplo, o uso de recursos da Microsoft Teams. A capacitação será ofertada em duas etapas pelos 15 Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros). A primeira etapa foi de 20 a 31 de julho e a segunda será de 17 de agosto a 11 de setembro, totalizando 60 horas.

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A metodologia adotada é a perspectiva da aula invertida. O material de apoio está disponibilizado na plataforma Aprendizagem Conectada, no ícone “Orientações”, “Orientações aos Professores”, “Formação” e “Vídeos”.

Por: G1

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