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Emissoras usam redes sociais para acirrar a briga pela audiência na TV aberta

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Apesar dos números não serem os mesmos de antigamente, a briga pela audiência na TV aberta segue firme e forte. Ainda que soberana, a Globo
se vê em segundo lugar em determinados horários do dia, onde sua programação perde apelo para as concorrentes, como durante a tarde com “A Hora da Venenosa” na Record
e de madrugada com o “The Noite” do SBT
.



Divulgação/TV Globo

“Vídeo Show” aposta em nomes com forte presença on-line, mas não consegue engajar o público a ponto de aumentar a audiência da TV

Um fenômeno pouco aproveitado pela TV aberta anteriormente, as redes sociais
hoje podem ser um fator definitivo para acirrar essa briga pela audiência
. Um dos exemplos mais comuns é o “Masterchef”, um dos programas de maior sucesso da Band
, e que raramente supera os cinco pontos na TV. Na web, no entanto, ele é sucesso às terças-feiras quando o programa vai ao ar.

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Esse tipo de engajamento é importante principalmente para o programa como “marca” ser lembrado a todo momento e ficar na memória mesmo de quem não acompanha a atração. De fato, os reality shows são os mais comentados na web. De acordo com dados no Twitter
, “Big Brother Brasil”, “The Voice Kids”, “Masterchef Brasil”, “A Fazenda”, “Power Couple Brasil” e “The Voice Brasil” são os campeões de comentários na rede.



carlos reinis/Band

“Masterchef” ainda é o rei dos comentários, mais reality shows em geral tem mais apelo na internet

Isso, porém, não significa que as redes sociais influenciam diretamente na programação. Nos reality shows é compreensivo que tenha interação, já que as atrações em si precisam do público para votar e decidir quem sai ou fica. Mas nada garante que as redes garantirão um aumento na audiência do canal.

Curiosamente, a faixa horária que mais tem embate de audiência não tem o mesmo índice de engajamento. No período da tarde Record
e Globo
entram em conflito e a emissora de Edir Macedo ganha diversas vezes. Enquanto isso na rede carioca, o “Vídeo Show” já passou por diversas mudanças para tentar crescer na faixa, e uma das principais apostas é justamente a internet.

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Durante a Copa do Mundo eles chegaram a transmitir o programa exclusivamente na internet nos dias de jogos, e a ex-BBB Ana Clara entrou com a missão de dominar as redes. Na época da final do reality, Ana Clara já acumulava mais de quatro milhões de seguidores no Instagram. A ruiva virava meme constantemente e seu jeito “sincerão” acabou rendendo uma relação de proximidade com os internautas.

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Mas nem seu apelo, mesmo que somado ao de Sophia Abrahão que também tem forte presença na internet, foi suficiente para subir a audiência do programa. Mesmo com todos esses esforços para conquistar o público on-line, o “Vídeo Show” chegou a amargar o terceiro lugar de audiência, perdendo para Record
e SBT
.

Parceria na briga pela audiência


Novelas também se destacam com comentários nas redes. Artistas interagem com o público e atração pode gerar memes
Reprodução/ Twitter

Novelas também se destacam com comentários nas redes. Artistas interagem com o público e atração pode gerar memes

O que, então, motiva essa presença on-line, se ela não reverte necessariamente a audiência? O principal motivo é manter o programa “vivo” e sendo comentado mesmo quando não está no ar. De acordo com uma pesquisa da Nielsen de 2014, um alto compartilhamento de tuítes ao longo de um programa pode engajar por até três dias depois de sua exibição. 

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Para eles, esse resultado mostra uma nova oportunidade para as emissoras explorarem esses três dias, baseado no que as pessoas comentam sobre o programa, que inclui falar das estrelas que participam da atração e comentar em antecipação ao que está por vir. “Essa conversa pode abrir portas para emissoras, agências e anunciantes”, conclui o estudo.

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Para isso, o Twitter desenvolve um trabalho conjunto com os principais canais de TV em todo o mundo para entender os objetivos de cada um e ajudá-los a utilizar a rede como uma ferramenta para distribuir e monetizar os seus conteúdos. Além dos comentários orgânicos, as emissoras usam a plataforma para criar enquetes ou receber perguntas dos telespectadores, além de usá-lo para interagir com apresentadores.

De acordo com o Twitter, essas conversas oferecem às emissoras e patrocinadores uma extensão da sua mensagem na TV e a possibilidade de interagir com o espectador em tempo real. Outra característica das redes sociais, que no Twitter é potencializada pela ferramenta “Moments”, é o lembrete para o expectador de assistir o episódio que ele perdeu. Em outro levantamento da Nielsen (que é americana e baseia seus dados da programação dos EUA), as pessoas se sentem excluídas quando não podem comentar sobre determinado tema, portanto, se um assunto foi muito compartilhado, eles farão o possível para assistir logo.

Ainda está no começo a relação das emissoras com as redes sociais, com muito potencial para ser ampliada no futuro. Prova disso é que na última semana o Twitter criou um ambiente especial para reunir conversas sobre atrações televisivas. O recurso já havia sido empregado com a Copa do Mundo e com Eleições, mas agora aposta em um conteúdo que não é sazonal.

Cada programa contará com uma página própria, que será disponibilizada no período que vai de 30 minutos antes de a atração ser exibida na TV linear até 30 minutos após o término da transmissão. Entre os programas escolhidos, seis são da Globo
, sendo “Domingão do Faustão”, “Vídeo Show” e “Segundo Sol” de entretenimento, e outros três jornalísticos. De outros canais, o foco foram os reality shows: “A Fazenda” e “Dancing Brasil” na Record
, “De Férias com o Ex” na MTV
e “Masterchef: Profissionais” na Band
.

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Essa novidade prova que as redes sociais estão atentas a programação da TV, e os canais abertos estão cientes de que, no futuro, precisarão ter as redes como aliadas na briga pela audiência
.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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