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Emenda rejeitada por vereadores era necessária, afirma presidente da comissão tributária da OAB

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O presidente da Comissão de Estudos Tributários e Defesa do Contribuinte, Carlos Roberto de Cunto Montenegro afirma que emenda rejeitada por vereadores na última terça-feira (16) causará prejuízos ao contribuinte cuiabano. Isso porque segundo ele, a alteração no projeto que trata do sistema tributário do município era de fundamental importância aos profissionais da advocacia e contabilidade.&nbsp

A emenda foi apresentada pelo vereador Diego Guimarães (Progressistas) e sugerida pela comissão da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso (OAB-MT). A proposta assegurava que os profissionais representantes dos contribuintes, tivessem acesso especial ao sistema tributário para consulta dos autos, protocolo de defesas, recursos e petições. A emenda foi rejeitada por orientação do líder do prefeito Emanuel Pinheiro, vereador Luís Cláudio, que pediu aos outros parlamentares que votassem contrários, uma vez que Diego é considerado oposição na Casa de Leis.&nbsp
&nbspMontenegro explica que é direito do contribuinte ser defendido por um advogado ou contador e a pessoa que promove a defesa em nome de um terceiro teria que ter amplo acesso ao processo. “Ao se privar esse acesso, limitando-se somente ao contribuinte ele é obrigado a passar uma senha pessoal para um terceiro, e dá acesso a todas as suas informações fiscais e isso não é razoável. Os profissionais ao serem privados desse direito deverão entrar com ações judiciais. Já que a Câmara não aprovou essa emenda, há um prejuízo aos profissionais”.&nbsp
&nbspNo mesmo projeto foi criada a taxação dos serviços de transporte contratados por intermédio de aplicativos (Uber/99 taxi). A proposta estabelece a aplicação da taxa de 2% de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). Além disso, também será criada uma cobrança anual de encargo no valor de R$ 189, 00 como já acontece com os taxistas.&nbsp
Diego Guimarães votou contra a criação da taxação e externou sua crítica à postura dos vereadores que votaram contra a emenda que não alterava de forma prejudicial o projeto do Executivo. De acordo com ele, os parlamentares estão impedindo que os profissionais de contabilidade e direito desempenhem seu trabalho de forma adequada.&nbsp
“A liderança do governo, pelo fato de eu votar contra essa lei orientou aos outros vereadores que votassem contra a minha emenda que era de fundamental importância para os profissionais da advocacia e contabilidade. Os colegas que votaram contra essa emenda, votaram contra suas próprias classes, uma vez que existem diversos advogados e contadores neste parlamento”, disse o vereador.

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Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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