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Política

Emanuel diz que Mauro está ‘perdido’ e não descarta disputar 2022

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), não descarta disputar o governo do Estado em 2022, contra o governador Mauro Mendes (DEM), que segundo ele, faz uma gestão “frustrante” e  “perdida”. Pinheiro, que foi recém-eleito para administrar a Capital por 4 anos, diz que a sua possível candidatura ao Palácio Paiaguás está “nas mãos de Deus”, mas defende uma nova alternativa ao governo atual.

 

“Eu acho que temos que ter uma proposta alternativa a esse governo frustrante de Mato Grosso hoje. Agora, se vai ser Emanuel ou outro nome, vamos dialogar, vamos construir com a população, com os servidores públicos ativos e inativos, com o setor produtivo, de uma forma em geral e criar um novo plano alternativo de desenvolvimento, econômico e social para o Estado”, disse Emanuel nesta segunda-feira (15) durante entrevista à rádio Nazareno.

Emanuel elevou o tom das críticas ao chefe do Poder Executivo do Estado, afirmando que Mauro tem apresentado um modelo “injusto”, onde se administra “para poucos”. “Não ouve o cidadão, persegue o servidor público, debocha na cara dos servidores e do serviço público, que enfraquece os serviços públicos, que sacrifica o setor produtivo, que tem obras abandonadas, de um estado inerte, que não diz ainda a que veio, de um governo perdido que administra para poucos”.

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Emanuel Pinheiro também afirmou que não existe nenhuma relação política entre ele e Mauro, mas que tem cobrado institucionalmente que o governo do Estado cumpra suas obrigações com a capital do Estado. “Até agora ele não fez nada por Cuiabá. Já são dois anos de mandato, só vejo embates, embates, embates. Uma perseguição sem fim contra os servidores público. Um desrespeito e desumanização. Uma violência contra os servidores, contra os inativos, está aí esse absurdo dessa votação, que ninguém sabe até agora como foi votado”, disse se referindo a manutenção do veto do governador pela Assembleia, em relação a isenção dos aposentados que recebem até o teto do INSS (R$ 6.100).

 

“Qual foi o investimento concreto em Cuiabá?”, questiona. “Isso que eu cobro e não é pra ficar com raiva, politizando. Como gestor eu tenho que cobrar para o meu município, como eu cobro da Bancada Federal e ela me ajuda. Ela é presente, está junto comigo, me apoiando e trazendo recurso para a cidade. E cadê o governo do Estado? Cadê a obra do Hospital Júlio Muller? Paralisada praticamente. Cadê as obras do hospital Central? Paralisada. O VLT ele conseguiu causar uma confusão imensa. Então tudo que vem do governo do Estado é confusão, falta de planejamento, falta de respeito, violência contra o servidor público, violência com o setor produtivo e desrespeito com a sociedade. E isso eu não posso aceitar”, completou.

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As declarações de Emanuel são um sinal de que pretende disputar 2022. Porém, o seu partido, o MDB, compõe a base do governador Mauro Mendes (DEM), e, atualmente, se encontra em crise por causa da relação entre o prefeito e a deputada Janaina Riva.

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Política

Após denúncia de falsa aplicação, MPMT quer que municípios guardem frascos vazios de vacina

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Para evitar possíveis desvios de estoque de vacinas contra a Covid-19, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) recomendou aos municípios de Cuiabá e Rondonópolis que adotem o controle de frascos após o esvaziamento das doses e confiram a quantidade de unidades antes do descarte

No documento, os promotores de Justiça destacam a importância da adoção de medidas para evitar irregularidades não só na organização do estoque, mas também em relação à aplicação dos frascos da vacina.

“A sugestão apresentada é para que sejam definidos protocolos de transparência na aplicação das vacinas contra a Covid-19, nos quais o usuário possa verificar a entrada e saída do imunizante, com a dose em seu interior antes da aplicação e vazia após sua inserção”, destacou o MPMT.

Na terça-feira (23), uma família de Cuiabá, denunciou que o idoso Benedito Barros Santiago, 88 anos, não teria sido realmente vacinado. O momento da imunização foi gravado e compartilhado nas redes sociais. Entretanto, conforme os familiares quando a agulha é retirada do braço do idoso, o líquido ou parte dele continuou na seringa.

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De acordo com a fotógrafa Jakeline Zaiden, parente de Benedito, ele teria sido vacinado em 12 de fevereiro no Centro de Eventos do Pantanal.

“Duas amigas me disseram para olhar novamente o vídeo alertando que ele não teria sido vacinado. Enquanto eu aguardava os 15 minutos para ver se não tinha contrarreação, eu vi que foi algo bem rápido e não foi completo. Eu falei com outros profissionais de saúde e me disseram que não foi aplicado”, disse a mulher em entrevista à TV Centro América.

Jakeline ressaltou que devido às dúvidas, a família decidiu procurar o MPMT.

Por meio de nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que as imagens foram encaminhadas às autoridades policiais competentes para análise e perícia. Conforme a pasta, a decisão foi tomada para que não haja o risco de se cometer uma injustiça com os profissionais de Saúde envolvidos.

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