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Em Pernambuco, Projeto de Lei quer proibir o ‘passinho’ nas escolas

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trecho do clipe de mc troia arrow-options
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Em clipe, Troia reúne grupos de passinho

Um Projeto de Lei foi recebido com polêmica em Pernambuco. Proposto pela deputada Clarissa Tércio (PSC), a PL busca coibir a dança conhecida como “passinho dos maloka” nas escolas públicas de Pernambuco. O ritmo, derivado do brega-funk , tomou conta das periferias pernambucanas nos últimos anos, estendendo o sucesso para todo o Brasil. 

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Desde meados de 2017, então, são frequentes os encontros e “batalhas” de dança que reúnem adolescentes não apenas nos espaços públicos do centro da cidade – que ajudaram a difundir a ritmo mesmo entre a classe média – mas também nas escolas.

O texto do Projeto de Lei 494/2019 se refere à “realização de danças em eventos e manifestações culturais cujas coreografias sejam obscenas, pornográficas ou exponham as crianças e adolescentes à erotização precoce”.  Embora não seja diretamente citado no texto, um outro trecho da PL fez com que a proposta ganhasse o apelido de “PL do Passinho” e refere-se ao fato de que o Projeto “se aplica a qualquer modalidade de dança, inclusive manifestações culturais pernambucanas ”.  

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A deputada do PSC ainda publicou, em sua página no Facebook, um vídeo no qual expõe apresentações do passinho em ambiente escolar. No vídeo, Clarissa Tércio – que compõe a bancada evangélica da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) – diz: “a família pernambucana não concorda e, por isso, eu estou levando um projeto que proíbe esse tipo de apresentação no âmbito das escolas de Pernambuco”. O vídeo também pede que os eleitores deixem sua opinião sobre o assunto. 

MC Sckevchenko, um dos principais defensores do passinho e brega-funk no estado, repudiou o Projeto em sua conta no Instagram. “Quando a favela está no topo, alguém tenta querer estragar nossos sonhos. Deputada, eu espero que a senhora esteja fazendo a escolha certa. Eu vou lutar até o último minuto falando que passinho é cultura em Pernambuco”, disse a publicação. 

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Instagram proíbe conteúdo que promova a terapia de conversão sexual

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O Instagram proibirá qualquer conteúdo que promova terapia de conversão depois que ativistas pediram que ela impedisse os provedores de anunciar seus serviços online. A plataforma de mídia social informou a decisão à CNN na sexta-feira (10).

A mídia social, de propriedade do Facebook, disse que expandiria suas políticas existentes sobre discurso de ódio em todo o mundo para incluir na política postagens que anunciam ou promovem a prática.

A terapia de conversão ou terapia de reorientação sexual, um processo pseudocientífico que professa mudar a sexualidade de uma pessoa, é amplamente desacreditada e condenada como prejudicial pelas principais associações médicas. Mesmo assim, ela é legal na maior parte do mundo, inclusive nos Estados Unidos e no Reino Unido.

A ação do Instagram segue os apelos dos usuários para remover uma conta usada pelo Core Issues Trust, um serviço de terapia de conversão com sede no Reino Unido.

“Não permitimos ataques contra pessoas com base em orientação sexual ou identidade de gênero e estamos atualizando nossas políticas para proibir a promoção de serviços de terapia de conversão”, afirmou Tara Hopkins, diretora de políticas públicas do Instagram para Europa, Oriente Médio e África, em um comunicado.

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“Removemos o conteúdo violador do perfil @coreissuestrusttv. Estamos sempre revisando nossas políticas e continuaremos a consultar especialistas e pessoas com experiências pessoais para informar nossa abordagem”, acrescentou.

Além disso, a plataforma deixará de recomendar conteúdo relacionado à terapia de conversão, como depoimentos sobre sua eficácia ou postagens com elogio ou apoio à prática, exceto aqueles em um contexto legislativo.

No início deste ano, o Instagram proibiu anúncios pagos desse tipo de serviço.

Terapia de conversão é qualquer tentativa de alterar a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém. Não funciona, e estudos mostram que aqueles que se sujeitam a ela correm um risco maior de depressão e suicídio.

Vários estados dos EUA o proibiram e, em maio, a Alemanha se tornou um dos primeiros países grandes a proibi-la para menores de idade.

No Reino Unido, uma proibição total prometida pela ex-primeira-ministra Theresa May em 2018 ainda não se concretizou e não foi incluída em nenhuma das agendas legislativas do primeiro-ministro Boris Johnson.

O Facebook e o Twitter não responderam imediatamente a perguntas sobre suas políticas.

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(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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