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Em jogo nervoso, Boca empata com o Palmeiras e vai à final da Libertadores

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Ex-cruzeirense Ábila marcou um dos  gols que garantiram  o Boca na final da Libertadores
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Ex-cruzeirense Ábila marcou um dos gols que garantiram o Boca na final da Libertadores

A final da Libertadores de 2018 já vem sendo tratada pela imprensa argentina como o “maior confronto da história”. Após o River conseguir uma virada improvável
, e polêmica, diante do Grêmio nesta terça-feira (30), chegou a vez do Boca eliminar o Palmeiras e se garantir na decisão da competição continental.

A equipe xeneize, que havia vencido na Argentina
 pelo placar de 2×0, empatou por 2×2 no Allianz Parque na noite desta quarta-feira (31). Os gols que garantiram o Boca na final da Libertadores 
foram marcado pelo ex-cruzeirense Ábila e por Benedetto, grande nome da partida de ida. Luan e Gustavo Gómez marcaram para o Palmeiras. 

Agora, os dois gigantes de Buenos Aires, que tem uma das rivalidades mais acirradas do futebol, vão se encontrar para uma disputa histórica de título. Essa será a primeira vez que dois times argentinos disputam o título da Libertadores. Com seis títulos, o Boca busca se igualar ao Independiente como maior campeão da história da competição. O River, por sua vez, tenta chegar ao seu quarto título da América.

Precisando vencer por pelo menos dois gols de diferença para ter esperanças de classificação, Felipão foi ousado e entrou com Lucas Lima de Deyverson nas vagas de Moisés e Borja. A mudança quase deu resultado quando, aos nove minutos, Lucas Lima lançou Deyverson na ponta esquerda e o centroavante deu bom passe passe para Willian, que cruzou para Bruno Henrique completar para as redes e abrir o placar para a equipe brasileira. No entanto, após consultar o VAR, o árbritro Wilmar Roldán pegou impedimento do camisa 16 e anulou o lance.

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A anulação do gol abateu o Palmeiras, e Weverton foi obrigado a fazer grande defesa em desvio de Ábila logo no lance seguinte. Aos 17 minutos, no entanto, o goleiro palmeirense nada pode fazer quando o ex-atacante do Cruzeiro apareceu sozinho na grande área e desviou cruzamento de Villa para abrir o placar e dificultar ainda mais a vida do time da casa.

Por conta do regra dos gols marcados fora de casa, o Palmeiras
precisava marcar quatro vezes para conquistar a vaga na final. Experiente, o Boca cozinhava o jogo e esperava pelo time brasileiro, que só chegou com perigo aos 25 minutos, em cabeçada de Gustavo Gómez bem defendida pelo goleiro Rossi.

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No último lance da primeira etapa, mais polêmica: Dudu fez cruzamento da meia direita e, na confusão, a bola desviou na mão de Pérez antes de sair para a linha de fundo. O juiz nada marcou e não consultou o VAR, o que gerou revolta nos jogadores e na comissão técnica do Palmeiras.

Na volta do intervalo, Felipão
deixou o time ainda mais ofensivo, com a entrada de Moisés na vaga de Bruno Henrique. Desta vez, a mudança surtiu efeito imediato e, em 15 minutos, o time da casa conseguiu a virada. Aos sete Deyverson desviou cruzamento na área e Luan pegou de primeira para empatar. Oito minutos depois, Dudu foi derrubado por Izquierdoz dentro da área e Gustavo Gómez bateu no canto esquerdo para aumentar as esperanças da torcida.

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Aos 17, mais uma alteração de Luiz Felipe Scolari, que apostou na entrada de Borja na vaga de Willian. O colombiano por muito pouco não balançou as redes em seu primeiro lance na partida, mas acabou chegando atrasado na bola após ajeitada de Gómez.

Quem também entrou em campo ao mesmo tempo que Borja foi Benedetto, heroi do partida de ida ao marcar os dois gols da vitória xeneize. Aos 24 minutos, no momento de maior pressão palmeirense, o atacante recebeu na entrada da área, limpou o marcação e bateu no canto esquerdo para vencer Weverton e se confirmar de vez como o grande nome do confronto.

Assim como na primeira etapa, o time da casa demonstrou claro abatimento após sofrer o gol. Zárate quase aumentou a vantagem xeneize ao acertar a falta em cobrança de falta aos 31 minutos. Com Gustavo Scarpa na vaga de Felipe Melo, Felipão deu sua última cartada, mas o time já não respondia dentro de campo.

Um segundo tempo que começou em ritmo acelerado e com a esperança de um milagre palmeirense, terminou de maneira lenta e melancólica para o time brasileiro. Paciente, a equipe visitante trocou passes no campo de defesa e marcou com eficiência no meio para gastar o relógio e se garantir na final da Libertadores
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Apresentado, Rogério Ceni cita Zico e promete Flamengo ofensivo

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Apresentado à torcida e à imprensa como técnico do Flamengo, Rogério Ceni prometeu um time agressivo, “com o máximo de atacantes possível”. Na entrevista coletiva que concedeu nesta terça-feira (10) à tarde, pouco antes de comandar a primeira atividade no Ninho do Urubu, o treinador enalteceu o elenco que terá à disposição para trabalhar.

“O que importa é que os atletas se sintam à vontade. A longo prazo, temos que seguir o estilo do Flamengo, que é de um time ofensivo, que marca à frente e gosta da posse de bola. Se tenho bons jogadores em uma mesma posição, tenho de encontrar um jeito de colocá-los para jogar. O problema é que aqui tem muitos bons em várias posições, então alguém acaba ficando fora. Você pode usar o [Giorgian De] Arrascaeta e o Everton [Ribeiro] pelos lados. Pode usar Bruno [Henrique], Gabriel [Barbosa, o Gabigol] na frente. Ainda tem Vitinho, Pedro, Pedro Rocha, Michael. Essa [ataque] é a área que mais gosto de mexer, pois libera a criatividade. Além de um meio-campo que tem Gerson, [Thiago] Maia, [William] Arão e outros tantos jovens da base”, descreveu Ceni.

O técnico Rogério Ceni visita as instalações do Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo.

Se no ataque sobram opções, a defesa tem sido uma dor de cabeça no Flamengo. O time carioca sofreu 29 gols em 20 partidas pela Série A do Campeonato Brasileiro – oito apenas nas duas últimas partidas do torneio, nas derrotas por 4 a 1 para o São Paulo e 4 a 0 para o Atlético-MG. Somente o Goiás, que é o último colocado, foi mais vazado que o Rubro-Negro, que ocupa o terceiro lugar.

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“Só amanhã [quarta-feira, dia 11] é que vamos poder responder, mas acho que erro defensivo é fruto de [erros de] sistema de jogo. A crítica existe a um determinado jogador ou outro, principalmente zagueiros, goleiros, enfim. Quando se tem um número elevado de gols sofridos, temos que tentar ajustar, com a colaboração de todos. Aqui a gente vem para gerar ideias e colocar situações para os atletas. São eles que vão resolver dentro de campo”, avaliou o técnico, já projetando a possível estreia no comando do Rubro-Negro, diante do São Paulo, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Ceni é o substituto do catalão Domènec Torrent, demitido após a goleada sofrida para o Atlético-MG no último domingo (8). O ex-goleiro deixou o comando do Fortaleza após cerca de três temporadas no clube – com uma rápida passagem pelo Cruzeiro no período. Pelo Leão do Pici, foi bicampeão cearense e conquistou os títulos da Copa do Nordeste e da Série B do Brasileirão, com 60% de aproveitamento em 153 jogos.

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“Primeiro, sou muito agradecido ao Fortaleza. Eu sei que o torcedor fica triste e eu, logicamente, deixo parte do meu coração em Fortaleza. Mas acho que ele compreende o tamanho do desafio. Um convite do Flamengo, no momento que o Flamengo vive, é difícil de recusar”, disse o treinador, que revelou ter contatado o ex-jogador Zico, maior ídolo rubro-negro, antes de assumir o cargo.

“Esse é meu 30º ano trabalhando com futebol. Já enfrentei muitas vezes o Flamengo. Vi Maracanã com casa cheia, vi Zico, Júnior, e tantos craques da história do Flamengo. Até mandei uma mensagem ao Zico antes de chegar aqui, se ele me permitia a entrada. É um cara por quem tenho um fanatismo grande, talvez pela relação com as faltas. É um ícone do futebol brasileiro, um cara único. Ele me respondeu do Japão. Então, eu me sinto com permissão de sentar nessa cadeira”, declarou Ceni, que assinou contrato até dezembro do ano que vem.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro aqui.

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