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Em jogo de arbitragem polêmica, Grêmio vence Vasco de virada

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Max Peixoto/DiaEsportivo/Agência O Globo – 13.7.19

Pepe comemora com seus companheiros o segundo gol que deu a vitória ao Grêmio sobre o Vasco

Em jogo de arbitragem polêmica, o Grêmio levou a melhor sobre o Vasco, neste sábado (13) em Porto Alegre e venceu, de virada por 2 a 1. Pikachu abriu o placar e Pepê fez os dois gols gremistas, na partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, a primeira depois da parada para a Copa América.

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Com o resultado, o Cruz-Maltino permanece na 15ª colocação, com 9 pontos, enquanto o Tricolor sobre para a oitava colocação, com 14 pontos. O Vasco volta a campo no sábado, para disputar o clássico com o Fluminense, em São Januário, às 11h. No mesmo dia, às 19h, o  Grêmio disputa o Grenal, no Beira-Rio.

Defesa organizada
Os primeiros minutos de jogo já indicaram que a pausa no campeonato fez bem ao Vasco na parte defensiva. A equipe de Luxa entrou em campo bem ajustada atrás e deu poucos espaços para o time misto do Grêmio criar. Pouco ameaçados, os cariocas passaram a avançar pelo lado direito com a dupla Pikachu-Valdívia. E foi dali, em falta cobrada pelo cabeludo, que David Braz puxou Henríquez dentro da área e o árbitro apontou pênalti. O camisa 2 vascaíno cobrou no canto esquerdo de Paulo Victor para abrir o placar na Arena.

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Grêmio pressiona
Em desvantagem, o Tricolor passou a marcar a saída de bola rival e a rondar a área cruz-maltina, mas as dificuldades de criação persistiam. Renato Gaúcho lançou Everton, a sensação da Copa América, ainda no primeiro tempo, mas Fernando Miguel não chegou a fazer defesas difíceis.

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VAR protagonista
No primeiro minuto da segunda etapa, Pikachu fez grande jogada individual na área e marcou o que seria o segundo gol do Vasco . Na revisão, o VAR, de forma polêmica, indicou falta de Rossi na origem do lance por deixar o braço em Matheus Henrique e o árbitro confirmou a marcação. O time vascaíno sentiu a interferência extra-campo e muito nervoso passou a dar espaços para os rivais. Aos 15, Pepê finalmente igualou ao receber de Luan na direita, invadir a área e chutar cruzado no canto direito. O jovem atacante ainda desperdiçou a chance de ampliar, minutos depois,completamente livre na frente do gol.

Virada gremista
Na metade final da partida, o Vasco conseguiu equilibrar as ações e encaixar alguns contra-ataques. O time teve chances de fazer o segundo com Danilo Barcelos e Macros Jr, mas quem acabou marcando foi o Grêmio . Aos 40, Lucas Mineiro deu espaços para Léo Moura cruzar para Pepê, de cabeça, marcar o gol da virada, que decretou a vitória dos donos da casa.

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FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 2 X 1 VASCO

Data/Hora: 13/07/2019, às 17h (de Brasília)
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Gramado: Razoável
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR) – Nota L!: 4,5 – errou ao anular gol de Pikachu
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Público/ Renda: 9.701 pagantes, 11.281 presentes/ R$ 362.148.00
Cartões amarelos: Juninho Capixaba, Thaciano (GRE); Richard, Rossi, Henríquez, Fernando Miguel (VAS)
Cartões Vermelhos: Não houve

Gols: Yago Pikachu (14’/1ºT, 0-1), Pepê (15’/2ºT, 1-1 e 40’/2ºT, 2-1)

Grêmio: Paulo Victor; Léo Moura, David Braz, Rodriguez, Capixaba; Rômulo (Everton, 37’/1ºT) e Matheus Henrique (Da Silva, 30’/2ºT); Thaciano, Jean Pyerre e Pepê; Luan (Patrick, 35’/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho

Vasco: Fernando Miguel, Yago Pikachu, Henríquez, Ricardo Graça e Danilo Barcelos; Richard, Raul e Marcos Jr.(Lucas MIneiro, 34’/2ºT); Rossi, Marquinho (Talles, 30’/2ºT) e Valdívia (Marrony, 24’/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Fonte: IG Esportes
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Por que a camisa número 24 é “proibida” no futebol brasileiro?

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Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

Você sabia que, dos 20 clubes que estão disputando a Série A do Campeonato Brasileiro, apenas um deles possui jogador usando a camisa número 24? É o Grêmio. E quem utiliza é o jovem goleiro Brenno Fraga .

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O número 24 é praticamente proibido para os jogadores do futebol brasileiro. E também na sociedade brasileira num âmbito geral. A explicação mais provável e mais plausível para isso é folclórica, cultural e com referência bastante antiga, de mais de 100 anos.

No popular ” Jogo do Bicho “, bolsa ilegal de apostas criada no Rio de Janeiro em 1892 por João Baptista Viana Drummond, a quadra estipulada ao animal veado é a 24ª, contendo os números 93, 94, 95 e 96. Ou seja, o 24, no ambiente machista do futebol, é relacionado a homossexualidade.

Conversamos com o goleiro Brenno sobre o número de sua camisa. “Não foi uma escolha minha de ter esse número, mas também não chegaram em mim e falaram para eu usar. Não vejo problema nenhum, não tenho esse pensamento. O importante é ir para os jogos e ajudar a equipe”, disse o jovem de 20 anos ao iG Esporte .

“Foi o meu número de estreia (no Campeonato Gaúcho deste ano). Estreei em um Gre-Nal, então vai ficar marcado na minha vida como uma coisa boa. Por isso não vejo problema nenhum, é super tranquilo, não tem mistério”, continuou Brenno.

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Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

O goleiro gremista disse ainda que nunca foi alvo de piadas ou brincadeiras preconceituosas por conta do seu número. “Nunca. Pelo menos diretamente para mim, não. Nem jogador e nem torcedor, de ninguém”, finalizou.

Obrigação pelo número 24

Entretanto, nos torneios sul-americanos, como Copa Libertadores e Copa Sul-Americana, a Conmebol obriga os clubes a terem um jogador com a camisa 24, já que a inscrição tem que ser sequencial, de 1 a 30. Essa é a única exceção à regra.

Diante dessa obrigação, os times do Brasil costumam colocar o terceiro goleiro com essa camisa, como no caso do Internacional, que teve o arqueiro Daniel com a camisa 24 na Libertadores. Seu número, porém, é o 42.

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Já no Flamengo, o zagueiro espanhol Pablo Marí é o 24 na Libertadores, sendo que ele usa o 4 no Brasileirão, enquanto o Palmeiras teve o atacante Carlos Eduardo com essa numeração na competição – no Campeonato Brasileiro ele é o número 37.

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CONMEBOL/DIVULGAÇÃO

Pablo Marí é o 24 do Flamengo na Libertadores, mas no Brasileirão usa a camisa 4

Heterossexismo explícito

Na opinião de Gustavo Andrada Bandeira , doutor em educação pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autor do livro “Uma História do Torcer no Presente: Elitização, Racismo e Heterossexismo no Currículo de Masculinidade dos Torcedores de Futebol”, os jogadores buscam se afastar de tudo que questiona a sua masculinidade afim de evitar qualquer desgaste com torcedores.

“Os times representam torcidas. O jogador é o representante do torcedor, ou do sócio, se a gente for pensar no clube. Ele dentro do campo tem que desempenhar o que o torcedor espera. E o que o torcedor espera não é só jogo de futebol, não é só qualidade técnica, gol, passe, drible… ele também quer uma representação de outros valores”, disse em contato com o iG Esporte .

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“Independentemente de estado ou país, a sexualidade é um conteúdo muito importante para esses torcedores. O atleta não pode apenas jogar bem, tem que jogar bem e representar uma masculinidade aceitável que, obviamente, é uma masculinidade não homossexual”, continuou Bandeira.

Para ele, qualquer referência mostra o limite e a fraqueza dessa masculinidade. “Imagina, um número nas costas. É realmente uma falta de confiança e uma masculinidade que tem ser provada o tempo todo, o tempo todo sob vigilância, sob controle e que qualquer coisa é perigosa”, disse.

“Se o jogador puder evitar problemas, e aí eu entendo o lado do jogador, esse é um a menos. Já que os torcedores acham importante que você não use o número que faça esse tipo de referência, então não usa. E isso chama bastante atenção”, completou Gustavo Andrada Bandeira.

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Tabu dentro do futebol

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Reprodução

Homofobia no futebol

Ainda de acordo com Gustavo Andrada Bandeira, a presença de jogadores homossexuais no futebol não é novidade. “E sim, todos estão dentro do armário, escondidos e performatizando como se homossexuais não fossem. O torcedor prefere não ser representado por um homossexual “, avaliou.

O doutor em educação pela UFRGS considera que tudo que puder ser usado como piada ou deboche será utilizado na provocação e, no contexto a masculinidade, é algo que se torna alvo dessas piadas e dessas brincadeiras. Até por isso, é melhor, conceitualmente para o torcedor, que ele não tenha um jogador que coloque em risco sua masculinidade.

“O ambiente do futebol para os jogadores profissionais é de mercado de trabalho, e um mercado extremamente competitivo e pouquíssimas vagas. Estamos acostumados a ver os jogadores famosos, mas a ampla maioria é de atletas que não conseguem jogar o ano todo e que até precisam trabalhar em outra coisa para compor salário”, lembrou.

“Se um jogador assumir a sua homossexualidade, talvez até pudesse jogar. Mas ele teria que ser muito melhor do que os outros. Caso contrário, em qualquer erro de passe, ele não erraria o passe por erro técnico, mas sim por ser homossexual. Então seria muito perigoso assumir e ele fecharia portas para um mercado restrito”, disse Bandeira.

Apesar desse tabu que ainda existe no futebol brasileiro em relação à homofobia, Gustavo Bandeira aposta em dias melhores no futuro. 

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“A homofobia não é novidade no futebol brasileiro, é uma coisa antiga. O que é novidade é a gente perguntar se ela deveria estar aí, se não deveria ser feito outra coisa, se não está errado essa homofobia. Isso é novidade e nos faz permitir ser otimista”, disse.

“Os clubes estão abraçando as causas, fazem campanhas contra o preconceito, pelo dia de visibilidade, de lutas de sexualidades não normativas. Dá para ter uma pequena esperança de que dias melhores nesse conteúdo aparecerão no futebol brasileiro”, finalizou o especialista.

Fonte: IG Esportes
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