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Dois anos após tragédia da Chape, sobrevivente diz que ainda não conseguiu voar

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Ximena Suarez é uma das seis pessoas que sobreviveram à queda do avião da Chapecoense
Facebook/Reprodução

Ximena Suarez é uma das seis pessoas que sobreviveram à queda do avião da Chapecoense

Neste dia 28 de novembro, há exatos dois anos, o avião da empresa aérea LaMia que levava a delegação da Chapecoense para cidade de Medellín, na Colômbia, caiu com 77 pessoas à bordo, sendo que 71 delas morreram e apenas seis sobreviveram.

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A Chapecoense faria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana de 2016 contra o Atlético Nacional, no dia 30 do mesmo mês, mas a decisão foi cancelada e a Conmebol decretou o clube brasileiro como campeão da competição.

Dos seis sobreviventes, três são jogadores (Neto, Alan Ruschel e Jakson Follmamn), um é jornalista (Rafael Henzel) e outros dois eram membros da tripulação ( Ximena Suarez e Erwin Tumiri), ambos de nacionalidade boliviana.

E a comissária de bordo Ximena Suarez contou como tem sido esses dois anos após a tragédia. Em entrevista ao site do “Lance!”, a moça de 29 anos de idade relembrou os momentos após o acidente na Colômbia e contou quais são os próximos passos que deseja seguir na vida.

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Ximena Suarez é uma das seis pessoas que sobreviveram à queda do avião da Chapecoense
Instagram

Ximena Suarez é uma das seis pessoas que sobreviveram à queda do avião da Chapecoense

“Superei algumas coisas, mas não por completo. Ainda quero voltar a fazer viagem de avião trabalhando, como digo no meu livro. Adoro voar, sempre foi minha vocação, mas não consegui ainda”, contou.

O livro citado por Ximena é o “Volver a Los Cielos”, lançado em novembro de 2017, um ano após o acidente com a  LaMia .

A boliviana chegou a fazer alguns trabalhos como modelo em seu país, fazendo fotos para lojas de roupas e também empresas, mas ela voltou a trabalhar em aeroporto. “Mas no meu trabalho não cheguei a subir em um avião ainda. Sou agente de tráfego aéreo em uma companhia na Bolívia, faz alguns meses”, disse.

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Em homenagem aos mortos da Chape, ela fez uma tatuagem. “É um símbolo do que passei. Uma ferida aberta. Ferida que, lamentavelmente, nunca vou curar por completo, sempre vai estar aí. E também uma forma de homenagear cada pessoa que estava neste voo. Afinal, o avião está indo para o céu, que é onde Deus quer que eles estejam”.

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Tatuagem de avião que Ximena Suarez fez em homenagem aos mortos da Chapecoense
Reprodução

Tatuagem de avião que Ximena Suarez fez em homenagem aos mortos da Chapecoense

Sobre o fatídico 28 de novembro de 2016, ela relembrou os momentos dentro da aeronave da LaMia. “Era um ambiente de festa, tão feliz. As pessoas estavam muito eufóricas, com vontade de vencer a partida”.

“Eu estava na parte posterior da cabine. Não chegaram a nos avisar de nada. A gente também não chegou a escutar se havia ou não problemas. Eu esperava uma aterrissagem segura que, infelizmente, não aconteceu. Sentimos em uma fração de segundos apagando os motores, as luzes e veio tudo”, relatou.


Ximena Suarez era comissária de bordo no voo da Chapecoense
El Deber

Ximena Suarez era comissária de bordo no voo da Chapecoense

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Para o futuro, Ximena Suarez disse que pretende transmitir sua experiência para ajudar as pessoas, além de seguir com estudos, seguir a vida e o trabalho no aeroporto. “E voltar a ser tripulante”, finalizou ao “Lance!”.

Já Erwin Tumiri, mecânico da aeronave da Chapecoense que também sobreviveu, hoje vive fora dos holofotes. Ele segue na profissão, mas estuda para ser piloto comercial – ele também é piloto particular na Bolívia.

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CSA aguenta pressão, surpreende e vence o Fluminense no Maracanã

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CSA surpreendeu o Fluminense no Maracanã arrow-options
Celso Pupo / Fotoarena / Agência O Globo

CSA surpreendeu o Fluminense no Maracanã

No duelo na parte de baixo da tabela do Brasileirão , o Fluminense foi surpreendido pelo CSA e voltou para a zona de rebaixamento. O time alagoano conseguiu segurar o Tricolor e fez 1 a 0, na tarde deste domingo, no Maracanã. Com a derrota, o Flu foi ultrapassado pelo Cruzeiro e, agora, é o 17º colocado, com 12 pontos. Já o CSA é o 18º, agora com 11 pontos.

O Fluminense só volta a campo pelo Brasileiro no dia 2 setembro, contra o Avaí, em casa, devido ao jogo contra o Palmeiras ter sido adiado. Antes disso, o Flu encara o Corinthians, nesta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. Já o CSA recebe o Cruzeiro no próximo domingo.

Bom começo do Flu

Desde o início da partida, o Fluminense mostrou que iria em busca da vitória. Comandado por Ganso, que teve boa atuação e foi o principal criador de jogadas do Tricolor, a equipe de Fernando Diniz dominou as ações do jogo. E o time até tocava bem a bola e pressionava o time do CSA, mas faltou qualidade nas finalizações. Enquanto João Pedro e Marcos Paulo estiveram um pouco apagados, as infiltrações de Yony e Allan, os bons cruzamentos de Igor Julião, além das bolas enfiadas por Ganso, foram as principais alternativas do Flu no primeiro tempo. 

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Yony tenta, mas falta precisão

Artilheiro do Fluminense na temporada (empatado com Luciano, que foi para o Grêmio) e principal jogador da equipe no momento, Yony teve as principais chances do Tricolor no primeiro tempo. E não foram poucas. Foram cinco finalizações apenas na primeira etapa, mas o colombiano não estava nos seus melhores dias. Daniel, vaiado pela própria torcida em boa parte do tempo em que esteve em campo, também quase marcou com um chute de fora da área.

Flu volta melhor

Após ir para o intervalo com 14 finalizações contra apenas 4 do CSA, o roteiro do segundo tempo não foi muito diferente. Enquanto o time alagoano se postava na frente da área e apostava nos contra-ataques, o Tricolor tocava a bola tentando uma infiltração. Mas, contra uma parede de jogadores de azul na sua frente, o Flu tentou alguns chutes de fora da área, com Allan, Ganso e Wellington Nem, que entrou bem no time no time. Ainda aos 15 minutos, Brenner mandou uma bola no travessão, após bom passe de Marcos Paulo.

CSA é mortal

Se a estratégia do CSA era ficar recuado atrás e apostar nos contra-ataques, execução foi perfeita. Até os 33 minutos do segundo tempo, o time tinha apenas 4 finalizações no jogo. Mas, na quinta, foi certeiro. Num contra-ataque puxado por Ricardo Bueno, o atacante lançou para Jean Cléber, que ajeitou para Jonatan Gomez finalizar no canto, sem chances para o goleiro Muriel.

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No início da jogada, o time do Fluminense ficou na bronca por um pênalti não marcado sobre Ganso, mas o árbitro ignorou as reclamações. Depois, até o apito final o time alagoano foi muito pressionado, mas, enquanto era muito vaiado pela torcida, o Fluminense não conseguiu descontar o placar.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 1 CSA

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 18 de agosto, às 16h
Árbitro: Wagner Reway (PB) 
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back (ambos de SP)
Árbitro de vídeo: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Gramado: Bom.
Público/Renda: 22.963 pagantes/R$ 709.425,00
Cartão amarelo: Yuri (FLU), Jonatan Gomez e Dawhan (CSA)
Cartão vermelho:

GOL : Jonatan Gomez, 33’/2ºT (0-1)

FLUMINENSE : Muriel; Igor Julião (Miguel, 37’/2ºT), Nino, Yuri, Caio Henrique; Allan, Ganso, Daniel (Brenner, 15’/2ºT); Yoni González, João Pedro (Wellington Nem, Intervalo), Marcos Paulo. Técnico: Fernando Diniz.

CSA: Jordi; Apodi (Jean Cléber, 25’/2ºT), Alan Costa, Luciano Castán, Carlinhos; Dawhan, João Vítor, Naldo, Jonatan Gomez; Maranhão (Bustamante, 32’/2ºT) e Alecsandro (Ricardo Bueno, 11’/2ºT). Técnico: Argel Fucks.

Fonte: IG Esportes
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