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Do céu ao inferno: Redes sociais são vilãs em potencial na vida dos famosos

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As redes sociais têm sido cada vez mais responsáveis pela aproximação entre os famosos e seus fãs. Quebrando barreiras entre o público e seu ídolo, essa ferramenta permite que os fãs manifestem sua admiração e tenham um contato direto com o famoso. Ao mesmo tempo em que traz essas vantagens, também é um canal que pode levar com muito mais facilidade o discurso de ódio, além da alta exposição da vida privada, acarretando em desgaste.


Redes sociais são vilãs em potencial na vida dos famosos
Reprodução/Instagram

Redes sociais são vilãs em potencial na vida dos famosos

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Tamanha exposição nas redes sociais já levou famosos a desabilitarem os comentários ou excluir o próprio perfil. O caso mais recente é o de Bruna Marquezine, que protagonizou uma torta de climão com Neymar e Anitta. O ex de Bruna foi visto junto com a cantora Anitta em um bloco carnavalesco, o que rendeu rumores na internet e levou Marquezine a deixar de seguir os dois no Instagram. A atriz chegou a excluir o próprio perfil, fomentando ainda mais os rumores.

Em dezembro de 2018, outra celebridade que deu uma pausa nos perfis foi Maisa. Na época, a apresentadora do SBT chegou a fazer um desabafo, sobre como aqueles canais de comunicação estavam prejudicando seu psicológico. “Confesso que me permiti intoxicar um pouco com coisas que vi e realmente me afetei”, Maisa anunciou.

As redes no mundo da fama


Professor Arthur Igreja fala sobre redes sociais
Divulgação

Professor Arthur Igreja fala sobre redes sociais

Especialista em tecnologia e inovação, o professor Arthur Igreja, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), falou sobre aproximação entre as celebridades e seu público, intensificada com a rede social: “Celebridades passam a ter feedback mais rápido. No passado, uma celebridade estava na TV, por exemplo, e não tinha contato com o público. Hoje ela tem feedback o tempo inteiro, então se fizer uma bobagem ou se fizer algo legal, ela tem um feedback via postagem, via stories, o tempo todo. Deixou de ser uma mão de um caminho só”.

Arthur ainda dissertou a respeito da sensação que os fãs passaram a ter, de uma participação ativa na vida de seus ídolos: “Hoje em dia a celebridade é sua própria revista de fofoca, postando ao longo do dia cada coisa que está fazendo. Isso cria o sentimento de que aquele internauta participa de alguma forma da vida do ídolo, mesmo como observador, fazendo comentários. E especialmente quando recebe respostas, ele se sente muito próximo”.

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A obscuridade das redes sociais


Assessora Evelyn Jardim
Arquivo pessoal

Assessora Evelyn Jardim

Se por um lado, a rede social é uma ponte que liga as pessoas, por outro, ela pode se tornar uma verdadeira vilã da vida pessoal. O professor Arthur trouxe à tona o revés da ferramenta de comunicação: “Hiperexposição, necessidade de ter e ser um arquétipo de sucesso. As pessoas acabam tendo experiência só pelas fotos que vão tirar, esperando engajamento. Vira uma coisa de vício, mata a realidade da vida que a pessoa leva”.

A assessora Evelyn Jardim, que costuma gerenciar crises e acompanhar de perto o quanto as redes sociais podem ser vilãs no mundo da fama, declarou: “Alguns famosos se expõem muito e depois não existe uma estrutura psicológica para poder arcar com as consequências. Em um ato impulsivo eles se resguardam como podem, o que pode gerar ainda mais polêmica”.

Arthur declarou ainda que é preciso compreender que os comentários negativos virão inevitavelmente: “A pessoa, a partir da hora que se expõe, está abrindo a janela para ser criticada. Se isso começa a se tornar um problema que a pessoa não consegue lidar, ela precisa se expor menos”.

Evelyn concluiu: “A rede social talvez não seja a melhor opção, a partir do momento em que envolve a emoção do artista, mas esclarecer de forma profissional e objetiva, comunicar ao público é algo que sempre ajuda para ter disponível os dois lados da história”.

O olhar de um famoso


Lucas Lucco fala sobre redes sociais
Reprodução/Instagram

Lucas Lucco fala sobre redes sociais

Um usuário assíduo da rede social é Lucas Lucco , o cantor por trás de singles como Princesinha e Vai Vendo . O sertanejo reconhece que seus perfis na internet funcionam como uma verdadeira ponte entre ele e os seus fãs: “As redes sociais são hoje uma ferramenta importante de comunicação direta com meu público, pois conseguem transmitir quase todo o conteúdo que queremos passar. Conseguem levar minha mensagem para os fãs de forma rápida, mas nunca vão substituir o contato direto que temos em nossos shows”.

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Apesar de se conectar com os fãs por meio da internet, Lucas Lucco declarou que também já recebeu críticas em seu perfil. Um dos casos em que o cantor foi alvo de críticas por parte dos internautas foi em 20 de novembro de 2018, o dia da Consciência Negra. Na ocasião, Lucco defendeu que o dia da consciência negra deveria ser o dia da consciência, questionando sobre a existência do dia da consciência vermelha, ou da amarela. O discurso não foi bem recebido pelo público, garantindo uma chuva de comentários negativos.

Sobre esse tipo de comentário, o cantor alegou: “Temos que saber lidar com estas críticas. Elas sempre vão existir de alguma forma e fazem parte do nosso trabalho. As críticas, quando construtivas, também servem para nosso crescimento como artista”. Questionado sobre o incômodo diante de comentários negativos, Lucas afirmou: “Hoje não incomodam mais. Ninguém consegue agradar a todos. Às vezes aparece um mais exaltado, outros querem somente aparecer e criar confusão. O que acho relevante levo em consideração. O resto, não me importo”.


Lucas Lucco excluiu conteúdo do Instagram
Reprodução/Instagram

Lucas Lucco excluiu conteúdo do Instagram

Outra ocasião em que Lucas Lucco atraiu os holofotes foi em julho de 2018: “Aconteceu de dar uma sumida das redes sociais, mas fazia parte de uma ação para lançamento de um novo trabalho gravado recentemente que foi meu DVD”, relembrou o cantor. Na época, Lucco excluiu todo o conteúdo de seu Instagram, deixando quase 15  milhões de seguidores confusos. Depois de um tempo fora da rede social, Lucco voltou a alimentar o seu perfil com materiais do  DVD, “A Origem”.

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Apesar de seu caso de altos e baixos na internet, Lucas Lucco faz parte do time de famosos que defendem as redes sociais : “Sem sombra de dúvida acrescentam muito mais coisas boas. Cada mensagem de apoio é  gratificante. É uma troca de energia sem tamanho. Procuro sempre me manter ativo nas redes por este motivo. Poder receber este apoio só me mostra que estamos no caminho certo”.

Fonte: IG Delas
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Animação para adultos, “Love, Death & Robots” radicaliza conceito seriado

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Revolucionária na forma, é uma animação para adultos antológica, e na estética, os 18 episódios têm entre 5 e 18 minutos, “Love, Death & Robots” é forte candidata a série do ano. Criada por David Fincher, que já colaborara com a Netflix nas séries “House of Cards” e “Mindhunters”, e Tim Miller, o diretor do primeiro “Deadpool”, a produção é um deleite visual e empolgante tematicamente.

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Cenas de Love, Death and Robots
Divulgação

Cenas de Love, Death and Robots

Todos os episódios dessa primeira temporada de “Love Death & Robots” , como entrega o nome, tratam de amor, morte e robôs. Uma comparação válida, ainda que pobre, é com “Black Mirror”, já que muitos dos episódios são chapados, lisérgicos e provocam surtos existenciais e reflexivos.

Há outros em que a viagem filosófica vai além da pertinência contemporânea. É o caso de “Zima Blue”, que flagra uma artista animatrônico – uma espécie de inteligência artificial que revolucionou o mundo das artes – que prepara o seu último grande trabalho. Trata-se de uma avaliação sobre o sentido da vida de tirar o fôlego, ainda que o episódio seja de dez minutos e fundamentalmente narrado em 1ª pessoa. É para se pensar em Kubrick!

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Há, ainda, a sátira política “When the Yogurt Took Over”, que mostra como fica o mundo depois que o Yogurt desenvolve inteligência e sana a dívida pública. Já em “Alternate Histories”, um computador imagina realidades alternativas a partir de seis tipos de mortes diferentes para Hitler. É impagável!

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Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots
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Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots

Todos os episódios são dirigidos por diretores diferentes e de diversos cantos do globo, sempre com a supervisão de Tim Miller . A produção radicaliza a maneira de contar histórias seriadas e o faz com indefectível assombro estético.

Há a ficção científica casca-grossa como “Beyond the Aquila Rift”, que tem uma das melhores cenas de sexo da história da animação, e o inusitado drama de ação em que lobisomens são instrumentalizados pelos militares em “Shape-Shifters”.

Todos esses são episódios ressonantes, mas há aqueles que visam o mero entretenimento, ainda que com boas piadas, tramas ou personagens como no tenro “Three Robots”, sobre três robôs em excursão por uma Terra pós-desastre nuclear, ou no esperto “The Dumb”, sobre um sujeito que mora no lixão e recebe a visita da Prefeitura.

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O estilo da animação varia do mais rudimentar 2D ao mais avançado CGI, com direito a Performance Capture.

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“Love, Death & Robots” é um triunfo da Netflix por todos os ângulos que se observe. É uma produção criativamente voraz (a pulga não vai sair da sua cabeça após assistir ao 3º episódio denominado “The Witness”), sutil, elétrica, inteligente, divertida e essencialmente humana em suas divagações.


Love, Death and Robots
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Love, Death and Robots

Fonte: IG Delas
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