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Mato Grosso

Do cartão perfurado aos sistemas online: MTI ajuda na modernização de Mato Grosso

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Mato Grosso celebra seus 271 anos de existência nesta quinta-feira (09.05) com muitas mudanças, histórias e estórias. Um Estado que se desenvolve a cada dia e que tem parte de seu desenvolvimento entrelaçado à história da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

Criado antes da divisão de Mato Grosso, ainda em 1973, o denominado Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat), hoje MTI, tinha sua sede em Campo Grande, atual capital do Mato Grosso do Sul. Na época, o Cepromat era um departamento da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral.

Dois anos depois, em 1975, o Cepromat se tornou empresa pública através da lei nº 3.681, editada para reestruturar os órgãos da administração pública. Já em Cuiabá, o Cepromat tinha a missão de promover, implantar e executar serviços de processamento eletrônico de dados para as entidades públicas e privadas.

Para isso, os cerca de 50 funcionários que o órgão tinha, todos concursados, utilizavam-se de cartão perfurado para processamento e armazenamentos de dados, do computador IBM Mainframes: System/370, da linguagem de programação Cobol – tecnologias consideradas avançadas para a década de 70.

“Fazíamos todos os serviços do Estado, como folha de pagamento, emitíamos os IPTUs das prefeituras, imprimíamos as contas de água da extinta Sanemat – e também cuidávamos dos grandes sistemas das secretarias de Fazenda, Segurança Pública e Indústria e Comércio”, lembra o analista de TI Sigfrid Uhde, que está na empresa há 40 anos. 

Sigfrid Uhde se recorda ainda que as programações dos sistemas eram feitas com teste de mesa, processo manual utilizado para validar a lógica de um determinado algoritmo.  “Todas as entidades eram mapeadas antes de escrever o programa. Aí escrevia e perfurava com a máquina que perfura os cartões e transformava essa sequência de cartões no programa. Aí você colocava na leitora da máquina do Data Center, onde o programa era depurado e tirava os erros hexadecimais”, disse.

A grande evolução ocorreu quando o Cepromat passou a se utilizar da biblioteca panvalet, de uma empresa alemã, que permitiu acessar e conseguir fazer as alterações dos programas na própria tela do computador. A ação resultou em grande agilidade nos serviços executados pelo Cepromat.

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Outro marco foi a ampliação da memória do computador IBM 370, que saltou de 256 para 286 kilobytes, por volta de 1982, sendo considerado um grande avanço para Mato Grosso. “Quando isso aconteceu, foi noticiado na primeira página do jornal Diário de Cuiabá. Quando escrevíamos os programas, tínhamos que diminuir para que pudesse caber na memória do computador e essa ampliação foi um grande momento”, disse.
 
Conectando e reduzindo distâncias

Outros grandes avanços ocorreram ao longo dos anos, realizados pelo então Cepromat em prol da melhoria dos serviços oferecidos à população. Um deles foi implantar os sistemas online nas secretarias. A primeira beneficiada foi a de Indústria e Comércio, que passou a cadastrar as empresas do Estado online, o que facilitou e deu agilidade ao serviço do órgão.

Além disso, o Cepromat foi a primeira empresa de tecnologia do Estado a conseguir fazer acesso a outros bancos de dados via web, de forma remota, ainda nos primórdios da internet, em 1992. “O primeiro acesso que fizemos na web foi digitando uma placa do carro e, aí, apareceram as características do veículo. Ficou todo mundo deslumbrado. Isso foi um resultado de uma pesquisa nossa; sentamos, pesquisamos, entramos em contato com a faculdade nos Estados Unidos para fazer isso”, lembrou o analista de TI Rohnner Santos.

A partir daí foi só evolução. Novos servidores efetivos passaram a compor o quadro de técnicos do Cepromat e dezenas de grandes projetos nasceram. O Cepromat implantou o primeiro Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAF), junto à Secretaria de Fazenda. Anos mais tarde, em 1992, esse sistema se modernizou, após o trabalho do Cepromat, e se tornou o atual Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).

Já em 1999, foi criada a rede Infovia, que integrou todos os órgãos estatais, da administração direta e indireta, através de uma rede de computadores com alto desempenho e confiabilidade.  A rede existe até hoje e significou não apenas uma redução dos custos de comunicação, como aproximou o serviço público do cidadão.

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O Cepromat também auxiliou na implantação do Programa de Integração Nacional de Informações de Justiça e Segurança Pública (Infoseg), em 2004. Além disso, desenvolveu inúmeros sistemas vitais à administração pública de Mato Grosso, tais como os de Protocolo, Controle e Materiais, de Dados, Orçamentários Físicos e Financeiros, de Administração Financeira e de Recursos Humanos.

Reconhecimento e segurança

O Cepromat também foi destaque em serviço prestado e referência de tecnologia, conquistando os prêmios IBest dos anos de 2003 a 2006. Na época, era considerada a maior premiação referente a serviços de internet. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia necessária para a modernização do Estado, o órgão precisou se expandir e abrir as portas para novos mercados e houve a modificação do nome de Cepromat para MTI.

A mudança consolidou a MTI como peça fundamental na prestação e execução de serviços e soluções na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para o Governo do Estado, especialmente no quesito segurança da informação dos dados da administração pública.

Nos seus quase 45 anos de existência, a MTI nunca perdeu nenhum dado armazenado em seu Data Center, razão pela qual a empresa tem know-how para prestar serviços de Infraestrutura de TI em Datacenter, Rede e Internet, Infraestrutura, soluções corporativas e gerenciais, entre outros inúmeros serviços.

Atualmente, a MTI mantém 200 sistemas de Tecnologia da Informação (TI), atende a cerca de 4 mil demandas de software por ano, de um total de 52 órgãos do Poder Executivo, 113 instituições municipais e 5 instituições estaduais.

Durante toda a sua história, a MTI demonstra que a tecnologia da informação é indispensável para o Poder Público, tanto como ferramenta de pesquisa e desenvolvimento de produtos, como para subsidiar planejamentos estratégicos e melhorar os serviços oferecidos à população.

Fonte: GOV MT
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Escola Especial de Cuiabá confecciona materiais didáticos de baixo custo

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A Escola Estadual Especial Raio de Sol, localizada em Cuiabá, realiza uma oficina de criação de materiais didáticos adaptados com parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).  O foco da oficina é criar e produzir materiais didáticos adaptados que possibilitem as práticas pedagógicas, para que todos os alunos tenham acesso ao currículo e também para que seja possível realizar intervenções adequadas às necessidades dos estudantes.  

A escola atende exclusivamente alunos com vários tipos de deficiências. O curso terá sua última etapa na terça-feira (27.08).

Segundo a diretora, Leila Bacani Barbosa, desde o início do ano letivo de 2019 os professores vêm fazendo avaliações dos seus alunos para ter clareza da necessidade de cada um. E com isso, é possível definir as estratégias de ensino, bem como os materiais didáticos necessários que facilitarão o processo de desenvolvimento global de cada um.

“A proposta é utilizar tecnologia assistiva de baixo custo, ou seja, utilizar os materiais que existem na escola, sem a necessidade de grande investimento de recurso financeiro. Estas tecnologias estão sendo confeccionadas pelos professores, atendendo as necessidades apresentadas pelos alunos”, destaca.

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Os professores elogiaram o curso, pois conseguiram jogos que serão utilizados pelos alunos. Uma das mais entusiasmada é a professora Andréia Maria, do Projeto Práticas Desportivas.

“Construí o jogo de vai e vem com garrafa pet e fio de nylon. A ideia é fazer um jogo que todos participem e que seja prazeroso. Ele foi concluído com sucesso, pois todos os alunos, incluindo os cadeirantes gostaram porque é fácil de manusear”.

No entendimento da professora Iraci Torquato, a oficina está sendo fundamental para que todo o corpo docente tenha melhores condições de trabalho em sala de aula, pois uma vez que o professor conhece a deficiência de cada estudante e nem sempre tem um material que corresponde ao que necessita para o trabalho.

“Pensamos naquilo que vem ao encontro das necessidades do aluno para que ele possa progredir. Esses materiais didáticos vão enriquecer nossas aulas”, ressalta.

A professora Célia Martins acredita que os materiais são imprescindíveis para avançar no processo do ensino-aprendizagem. “Nossos alunos gostaram, se sentem úteis e mais inclusos quando participam dessas atividades”, comemora.

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Fonte: GOV MT
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