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Mato Grosso

Detran começa campanha para diminuir acidentes com crianças e adolescentes

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) começa na segunda-feira (11.02) a campanha “Volta às aulas em segurança”, para conscientização na prevenção de acidentes, principalmente, envolvendo crianças e adolescentes. A campanha conta com a parceria do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e da Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá.

De acordo com a gerente de Ações Educativas do Detran, Rosane Polzl, a iniciativa será realizada em duas etapas: na primeira, entre os dias 11 a 15, serão feitas blitze em locais próximos as escolas. Já entre os dias 18 e 22, os agentes do Detran farão palestras em escolas públicas.

“Nosso foco principal é a redução de acidentes envolvendo crianças e adolescentes. Dados do DataSus apontam que Mato Grosso tem índice de 5 mortes a cada 100 mil crianças e adolescentes, entre 0 e 14 anos. E as crianças vítimas de acidentes representam a maior parte quando são ocupantes de automóveis. Isso é preocupante e precisamos reduzir esses índices”, disse Rosane.

Na primeira semana da campanha, o Detran e parceiros irão abordar os pais de alunos de escolas particulares, nos períodos matutino e vespertino. A gerente de Fiscalização de Trânsito, Kerollain Pacheco, explicou que durante a abordagem os agentes atentarão os motoristas e passageiros para o uso do cinto de segurança, utilização de cadeirinha, quando for necessário, parada em fila dupla e conservação do veículo.

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“Nosso foco é orientar e conscientizar para as regras de trânsito e, assim, buscar a prevenção de acidentes. Quando um pai para em fila dupla, a criança, ao abrir a porta do carro, pode ser atropelada por uma motocicleta”, exemplificou Kerollain.

No dia 11, a blitz será realizada na Escola Sesi Papa; dia 12, na creche estadual Nasla Joaquim Aschar; dia 13, será a vez do Colégio Maxxi; já no dia 14, no Colégio Salesiano São Gonçalo; e no dia 15, no Colégio Master. Durante toda a semana, os agentes abordarão os motoristas e entregarão panfletos com orientações às 6h30 e às 16h30, nos locais.

“Para a segunda etapa, as palestras, nas semanas seguintes, sugerimos como público alvo os alunos de escolas públicas, pois em geral estes têm maior autonomia em seus deslocamentos diários para escola, representando assim, maior número de pedestres, passageiros de transporte coletivo e ciclistas”, concluiu Rosane Polzl.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Juiz revoga liminar que suspendia cobrança do Novo Fethab

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O juiz Márcio Guedes, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, revogou a liminar que suspendia a cobrança do Novo Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), em ação movida por uma empresa de cereais, do município de Sinop (480 km ao norte da Capital). Com a decisão proferida nesta quarta-feira (17) ficou mantida a aplicação da Lei em todo o Estado.

No pedido de reconsideração, o juiz entendeu e acolheu as argumentações do Estado de Mato Grosso, que comprovou que o pagamento das contribuições referentes ao Novo Fethab, de acordo como o previsto na Lei nº 7.263/2000 e alterada recentemente pela Lei nº 10.818, de 29 de janeiro de 2019 , “além de constituírem faculdade do contribuinte, tratam-se de condições ao diferimento e não à incidência do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) sobre a exportação”.

Ainda segundo o entendimento do magistrado, o novo Fethab questionado pela empresa se trata de um regime especial que exige o cumprimento de requisitos para a sua obtenção. Guedes ponderou que a não participação da empresa nesse regime especial não impede que a mesma possa fruir da imunidade do ICMS, “já que a LC 87/96 (Lei Kandir) garante a devolução do tributo se comprovada posteriormente a exportação”. 

“Ademais, vale ressaltar acerca da facultatividade do contribuinte, em posição reiterada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, têm-se que o recolhimento do Fethab é para aqueles que estão abrigados pelo benefício do diferimento do forçoso somente ICMS, inclusive ao que tange à exportação específica dos produtos elencados na norma”, decidiu.

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Para o magistrado, como a adesão ao novo Fethab é opcional às empresas que queiram usufruir dos benefícios, não persiste o argumento de que o fundo se trataria de um tributo. 

“Deste modo, não sendo o referido recolhimento obrigatório, este não assume de plano natureza jurídica tributária, e, em sua decorrência, não afasta garantia constitucional da não incidência nas operações de exportação, fundamento pelo qual está intrinsecamente ligada a causa de pedir mandamental, o que impõe a revogação da medida liminar outrora deferida”, decidiu.

Argumentos do Estado

Em suas alegações, o Estado de Mato Grosso narrou que editou o Decreto nº 1.262/2017, que dispõe sobre o regime especial de controle e fiscalização relativo às operações de exportação e de saídas com o fim específico de exportação, incluídas as remessas destinadas à formação de lote, sendo que o intuito da norma é preventivo e fiscalizatório, a fim de coibir a evasão de ICMS, uma vez que o Estado conta com grande volume de produtos agrícolas destinados à exportação, e não dispõe de portos marítimos para o embarque, por conta de sua posição geográfica no interior do continente.

Ainda segundo o Estado, é necessário um trabalho efetivo do Fisco no sentido de acompanhar e fiscalizar se as operações que são destinadas à exportação efetivamente ou se são operações interestaduais simuladas de exportação, destinadas ao abastecimento do consumo interno brasileiro.

De acordo com o Estado, tal diferenciação é importante para fins de cobrança do ICMS (caso não haja exportação) ou aplicação da imunidade (caso haja a exportação). Deste modo visando evitar fraudes, como a “simulação de exportações”, ele vem atuando diligentemente na fiscalização e acompanhamento das operações praticadas pelos contribuintes, o que justifica o tratamento normativo disciplinado pelo Decreto nº 1.262/2017.

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Quanto ao credenciamento no regime especial de exportação,com o novo Fethab, o Estado sustentou que é opcional e condicionado ao atendimento de vários requisitos previstos no mencionado Decreto e na Lei nº 7.263/2000, sendo que o pagamento das contribuições legais (ao Fethab, Fabov, Imamt e Iagro) é um dos requisitos indispensáveis, e caso não haja o recolhimento da contribuição facultativa, o contribuinte não fará jus ao credenciamento no regime especial, permanecendo na regra geral, qual seja: pode exportar, normalmente, seus produtos, devendo recolher o imposto na operação interestadual e, após comprovar a exportação, terá a restituição integral do valor pago de ICMS.

O Estado destacou ao final que o não credenciamento não impediria o contribuinte de exportar as suas mercadorias e tampouco mitiga ou anula a imunidade típica da operação de exportação. 

Sendo assim, a imunidade permanece sendo respeitada integralmente, sendo que o tratamento normativo que o Estado oferece às operações de exportação é plenamente constitucional, “já que não cobra absolutamente nada de imposto, respeitando integralmente a imunidade prevista na Carta Magna, e esforçando-se, diligentemente, para coibir a evasão fiscal de ICMS a partir de operações simuladas de exportação”.

Fonte: GOV MT
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