conecte-se conosco


Mato Grosso

Despesas de Mato Grosso com servidores cresceram 695%; Receita apenas 381%

Publicado

Entre 2003 e 2017, as despesas com pessoal alçaram os R$ 11,7 bilhões. Os dados foram apresentados pelo governador Mauro Mendes à Assembleia Legislativa.

Na mensagem enviada para análise e aprovação da Assembleia Legislativa, na última quinta-feira (10), o governador Mauro Mendes (DEM) destacou que as despesas com pessoal foram as que mais evoluíram nos últimos 14 anos. Entre os anos de 2003 e 2017, o Estado viu os gastos com folha salarial saltarem de R$ 1,6 bilhão para R$ 11,7 bilhões, o que representa aumento de 695%.

Segundo o governador, no mesmo período o Estado partiu de uma receita corrente líquida de R$ 3,9 bilhões para R$ 15,1 bilhões, ou seja, um aumento de 381%. Pelos números, há um claro descompasso entre o crescimento da receita com o gasto com pessoal. Mas ainda assim, o Estado alcançou arrecadação superior à inflação aferida no período.Na justificativa do projeto, Mendes destaca que as despesas com pessoal cresceram em patamar completamente desproporcional, ultrapassando a inflação em 560% e o crescimento das receitas em 243%.

Mauro culpa os servidores inativos (aposentados e pensionistas) pelo crescimento desordenado da folha e o endividamento do Estado para a realização da Copa do Mundo.

Leia mais:  Música, humor e peça infantil integram a programação de março

“Este crescimento descontrolado das despesas obrigatórias com pessoal, entre as quais se inserem também os pagamentos de benefícios previdenciários a servidores aposentados e pensionistas, trouxe severo desequilíbrio ao caixa do Estado, que também foi abalado pelo endividamento público no período, influenciado pela realização da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá. A estes fatos soma-se ainda uma política irresponsável de concessão de incentivos fiscais, sem qualquer compromisso com o efetivo desenvolvimento do Estado”, defendeu.

Segundo o governador, os dados extraídos do último balanço estadual fechado, referente ao ano de 2017, as receitas arrecadadas foram inferiores às despesas, o que tem gerado seguidos déficits nas contas públicas já que a administração estadual alcançou R$ 2,147 bilhões de restos a pagar em 2018 e o orçamento de 2019 prevê um rombo de R$ 1,950 bilhão. Mauro diz ainda que faltam 165 milhões todos os meses para cobrir as despesas do Estado.

Aponta ainda que o Estado, hoje, além de não ter qualquer capacidade de investimentos com recursos próprios, também não consegue custear os serviços mínimos ao cidadão, ocorrendo uma severa precarização de atividades essenciais, especialmente, nas áreas de saúde, educação e assistência social.inaliza a sua justificativa dizendo que o “excesso de vinculações associado ao crescimento das despesas com pessoal custeadas pelos recursos ordinários do Tesouro Estadual propiciou o aprofundamento dos empréstimos e, consequentemente, contribui ainda mais para o desequilíbrio fiscal atualmente atingido, que beira ao insuportável e frustra as expectativas de todos: gestores, parlamentares, cidadãos, servidores públicos”.

Leia mais:  Prevenção em Saúde e Atividade Física são temas de seminário para policiais militares

Reequilíbrio das contas

O projeto de Mauro Mendes veda ainda a possibilidade de concessão de reajuste a servidores fora da gestão como ocorreu na gestão Silval Barbosa (sem partido), que sancionou uma série de leis de carreiras para reajustar salários dos servidores e que só foram cumpridas na gestão de seu sucessor, Pedro Taques (PSDB). Só para se ter ideia, em alguns casos – como na Educação – os aumentos vão até 2023.

O projeto prevê ainda a redução de 15% dos incentivos fiscais, a recuperação do Estado conforme a Emenda Constitucional que estabelece o teto dos gastos públicos, promulgada em 2017 e a criação de uma poupança pública que reservará 5% daquilo que for arrecadado pelo governo a partir de 2020.

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Estudantes da Escola Técnica de Lucas do Rio Verde criam projeto para descarte de resíduos sólidos

Publicado

por

Nas últimas décadas, os resíduos de construção e de demolição estão se tornando um dos principais agentes para a poluição ambiental. Pensado nisso, os estudantes do curso técnico em Edificações da Escola Técnica de Lucas do Rio Verde estão desenvolvendo um projeto de separação e destinação correta dos resíduos sólidos da construção civil.

A professora responsável pela disciplina Gestão de Resíduos, Fernanda Rosa explica que o projeto promove a prevenção qualitativa, com a escolha de materiais duráveis ou que possibilitem seu reaproveitamento ou reciclagem. Além disso, ela orienta as empresas para a mudança de hábitos e atitudes diante dos problemas ambientais, estimulando a busca por soluções. “Achamos viável fazer um projeto que oferecesse soluções para o problema dos resíduos sólidos gerados pela construção civil”, afirma.

O projeto começou em fevereiro deste ano e funciona duas vezes por semana. “São pequenas ações que podem fazer a diferença para o nosso planeta”, lembra o aluno Jonilson Dias.

Fernanda conta que os alunos estão construindo maquetes em sala de aula, colocando em prática o que aprendem na teoria. “Diante deste cenário, a viabilização da reciclagem dos resíduos sólidos é imprescindível. A coleta seletiva é um processo que envolve mudança de valores e atitudes, e que, para dar certo, precisa que o cidadão e as empresas estejam conscientes de sua importância”.

Leia mais:  Conselheiros municipais participam de capacitação em Cuiabá

De acordo com ela, o produto reciclado não pode ser usado na estrutura de prédios, mas são perfeitos para casas, pisos, ruas e estradas: “Tudo o que eu posso fazer com material natural eu posso fazer com material reciclado desde que ele seja devidamente trabalhado, estudado para que a gente faça uma dosagem perfeita pra que esse uso seja semelhante”.

O diretor da Escola Técnica, José Mainardi explica que os trabalhos relacionados à preservação do meio ambiente são de suma importância para educar as novas gerações sobre a necessidade do cuidado com o planeta. “Nossa intenção é formar multiplicadores. Eles aprendem e repassam para os outros profissionais. A intenção é que esse público acabe com velhas práticas, que terminam por danificar o meio ambiente”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Resíduos da Construção Civil (Abrecon), o Brasil tem 310 usinas de reciclagem. Há espaço para muito mais. “Somente 36% dos municípios têm um plano efetivo, tem previsto o uso preferencial do agregado, esse é um dos grandes gargalos que a usina tem”, diz Hewerton Bartoli, presidente da Abrecon.

Leia mais:  Mais de mil pessoas são abordadas e 410 veículos checados durante primeira semana de atuação

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana