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Cidades

Desinformação pode levar pessoas a rejeitarem vacinas contra covid-19

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Teorias conspiratórias e desinformação alimentam a desconfiança e poderiam deixar a inoculação com vacinas contra covid-19 abaixo dos níveis necessários para proteger comunidades da doença nos Estados Unidos e no Reino Unido, revelou pesquisa divulgada nessa quinta-feira (12).

O estudo, com 8 mil voluntários nos dois países, mostrou que menor número de pessoas “certamente” receberia uma vacina contra a covid-19 do que os 55% da população que cientistas estimam ser preciso para proporcionar a chamada “imunidade de rebanho”.

“Vacinas só funcionam se as pessoas as tomam. A desinformação atua sobre os receios e incertezas existentes a respeito de novas vacinas [contra covid], além das novas plataformas que estão sendo usadas para desenvolvê-las”, disse Heidi Larson, professora da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres, que coliderou a pesquisa.

“Isso ameaça minar os níveis de aceitação de vacinas contra covid-19”, acrescentou ela, que também é diretora da iniciativa internacional Vaccine Confidence Project.

O estudo chega no momento em que um dos maiores esforços de criação de vacinas mostrou resultados promissores nesta semana.

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Na segunda-feira, a Pfizer informou que sua vacina experimental contra a covid-19 tem eficácia de mais de 90% com base em dados provisórios de testes de estágio avançado. Os dados foram vistos como um passo crucial na luta para conter uma pandemia que já matou mais de 1 milhão de pessoas.

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Cidades

Lotação das UTIs de hospitais particulares chega a 86% em MT

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Os hospitais particulares de Mato Grosso também estão próximos de não terem mais vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para os pacientes com covid-19. A taxa de ocupação chegou a 86,5%, bem maior dos que os 70% de ocupação das UTIs públicas.

 

Em nota, o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat) afirmou que o número de pacientes internados em hospitais particulares por causa do novo coronavírus tem aumentado.

Em 8 de janeiro 80% dos leitos de UTI exclusivos para covid-19 estavam ocupados. Uma semana depois, em 15 de janeiro, essa taxa já era e 86,5%. Já a ocupação geral de leitos para covid-19 (enfermaria e UTI) está em 73%.

 

A situação é de alerta no estado, não só nos hospitais particulares como no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, apesar das UTIs públicas estarem com 70% de ocupação, o momento é de preocupação, pois na primeira onda da pandemia em 15 dias a taxa de ocupação saiu de 70% para 100%.

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