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Política

Deputado exige ajuda do agro em MT: “para eleger senador são bons”

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Eduardo Botelho lembrou que “sacrifício pelo bem comum” está partindo dos pequenos empresários

O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) fez um duro discurso em sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na manhã desta segunda-feira (5). Ele criticou os empresários do agronegócio, que segundo ele estão “nadando em berço esplêndido” enquanto pessoas perdem empregos e passam fome em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Botelho atualmente é o primeiro secretário da Mesa Diretora da ALMT e possui grande prestígio político na sociedade e entre os seus pares, por já ter presidido o Poder Legislativo de Mato Grosso em dois mandatos. Na sessão desta segunda-feira ele cobrou aos demais parlamentares um posicionamento que, segundo ele, todos devem ter.

“Nós vamos fazer uma consulta pública dos deputados. Vamos colocar em votação. Se os deputados concordam com isso ou não. Para nós todos enfrentarmos os problemas juntos. Se vai ter problema, que tenha, mas que seja para os 24 deputados, que não seja apenas para mim, que sou o secretário, e o deputado Max Russi, que é o presidente”, disse o parlamentar citando o atual presidente da AL, o deputado estadual Max Russi (PSB).

O primeiro secretário da ALMT segue com seu discurso, exigindo que os grandes empresários do agronegócio também contribuam com a distribuição de renda aos menos favorecidos durante a pandemia. Contundente nas palavras, Eduardo Botelho lembrou que para “eleger senador” eles são bons e que ninguém chega ao Governo de Mato Grosso, e ao próprio Senado, sem o apoio dos latifundiários do Estado. Dados do Observatório do Desenvolvimento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que Mato Grosso exportou em 2020 nada menos do que R$ 102,8 bilhões em produtos – basicamente commodities, como soja, carne, milho, algodão etc. “E é hora dessas pessoas vir. Na hora que eles reúnem para escolher o candidato a senador, eles são bons. Reúne, levanta dinheiro, levanta recurso. Eles são os ‘caras’!”, exclamou o deputado, que continua com seu discurso. “E elege mesmo, quem eles quiserem. Não adianta falar que vai chegar ao Governo, ser senador, sem apoio deles”, completou.

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Botelho lembrou que comerciantes, as pessoas que vivem de eventos, e os trabalhadores, são os mais atingidos na pandemia do Covid-19 em razão da restrição de funcionamento destes estabelecimentos – e consequente fechamento de empresas e perda de empregos. Em sua avaliação, se eles se sacrificam por um bem comum, então todos também devem se sacrificar para garantir o bem de todos, incluindo os empresários do agronegócio. Para Botelho, os latifundiários estão “nadando em berço esplêndido”.

“Nós estamos vivendo a seguinte situação: quem tá sofrendo mesmo essa pandemia são os comerciantes, o setor de eventos. Esses sim, tá pagando por todos. Ora, se eles estão fechados, se estão parados, não é para o bem de todos? É. Então não é justo que todos paguem essa conta ou só eles que vão pagar? Ou só as pessoas que vão perder o emprego que vão pagar, enquanto outros estão nadando em berço esplêndido?”, indagou o parlamentar.

Ao fim do discurso, o ex-presidente da ALMT pediu para um dos colegas da Casa, o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB), “intermediar” um encontro com os empresários do agro de Mato Grosso para debater o assunto.

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CONSULTA AO TCE

Além de “passar um sabão” nos empresários do agronegócio, Botelho também falou de duas iniciativas da ALMT que estariam “esbarrando” no Ministério Público do Estado (MPMT). O parlamentar contou que a Casa pretende adquirir oxigênio para tratamento de pacientes com Covid-19, além de cestas básicas para distribuição aos mais pobres. De acordo com o deputado, no entanto, a iniciativa vem encontrando resistência uma vez que, segundo ele, o MPMT poderá propor ações judiciais contra as medidas. “Nós estamos fazendo um processo hoje, por exemplo, para compra de oxigênio. Agora nós estamos esbarrando no preço. Para pronta entrega o oxigênio tá quase o dobro do que foi cobrado pelo Governo do Estado. Então nós ficamos naquela situação: compramos ou não compramos? Eu acho que tem que comprar porque não tem outra alternativa. Mas daqui a pouco o MPMT tá entrando com um processo achando que a gente tá roubando, que tá tendo desvio. É assim que nós vivemos”, queixou-se o parlamentar.Para garantir lisura no processo, Eduardo Botelho revelou que duas consultas estão sendo realizadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para viabilizar a compra do oxigênio e das cestas básicas. A quantidade de insumos, ou o valor que se pretende gastar nas aquisições, não foram detalhados.

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Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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