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Delegados de MT sofrem com acúmulo de plantões

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Para garantir a segurança jurídica de delegados da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) que atendem mais de uma comarca em diferentes municípios, o que gera acúmulo de plantões e não cumprimento das 40 horas semanais, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu na manhã de quinta-feira (13), com o procurador geral de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE), José Antônio Borges Pereira, com o presidente da Associação Matogrossense de Delegados de Polícia (Amdepol), José Lindomar, e a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo), Maria Alice Amorim.

O parlamentar considera a situação vivenciada pelos delegados é preocupante no instante que assumem responsabilidades de ocorrências sem estarem presentes na instituição. “Realmente, há um déficit de pessoal e corremos o risco de mais de 20 delegados se aposentarem. ( O governo) Precisava nomear pelo menos os delegados que passaram em concurso. Há dois anos atrás, houve a paralisação dos delegados do interior por reivindicarem o cumprimento das 40 horas de trabalho, prevista no estatuto (da categoria). Complicado, como trabalhar oito horas se, às vezes, tem problemas que acontecem nos finais de semana e à noite”, cobra Claudinei.

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A delegada Maria Alice considera a iniciativa do deputado de realizar este encontro com o Ministério Público de suma importância para a busca de uma solução ao problema enfrentado pelos delegados de Mato Grosso. “Temos um problema sim de déficit de pessoal, temos uma sobrecarga de trabalho para os profissionais, uma insegurança terrível, por que pior para nós, para o profissional que não consegue estar presente na elaboração do ato, não existe. Você ter que assumir aquela responsabilidade sem conseguir estar presente e se tiver problema é você que vai ter que responder. A gente precisa ter essa consciência, para buscar uma solução”, pontua a presidente da Associação de Delegados.

Maria Alice cita que elaborou um ofício circular entre os delegados e as regionais da PJC-MT para que sejam aplicadas regras aos servidores e, assim, garantam à eles uma segurança jurídica. “Quando acontecer um determinado fato, ele deve ser avaliada por eles as condições de estarem presentes ou acompanharem à distância e os documentos devem ser encaminhados para a devida assinatura”, explica.

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A presidente da Sindepol acrescenta que somente os delegados de Cuiabá e Várzea Grande têm regime de tempo integral, com dedicação exclusiva. “O município tem 141 municípios. Nós temos delegados que estão lotados no interior que respondem por até cinco municípios. Ele não consegue estar em todos os lados. Ele acaba não estando presente para acompanhar o ritmo dos trabalhos dos servidores que estão lá. Os investigadores e escrivães não contam com delegado”, relata Maria Alice.

O procurador José Antônio se prontificou em colaborar e vai se reunir com autoridades competentes para tratar do assunto. O delegado Claudinei, junto com a presidente da Sindepol, vai elaborar um documento para solicitar um auxílio para solução da questão protocolada no MPE.

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Polícia Federal faz busca na residência oficial de Wilson Witzel

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Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em vários endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, na manhã desta terça-feira (26). As equipes estão no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do estado, Wilson Witzel (PSC), e na casa onde ele morava antes de ser eleito, no bairro Grajaú.

Os agentes da PF também estão no endereço onde fica o escritório em que Helena Witzel, primeira-dama do estado atua, e na casa do ex-subsecretário de saúde, Gabriell Neves, no Leblon, zona sul da capital fluminense.

A casa do ex-secretário estadual de saúde do RJ Edmar Santos, em Botafogo, na zona sul da capital, também é alvo da operação. Santos foi exonerado pelo governador no dia 17 de maio após atrasos e denúncias envolvendo obras de hospitais de campanha construídos para reforçar a rede de saúde durante a pandemia de Covid-19.

Mais cedo, ainda na madrugada, os policiais estiveram no Aeroporto Internacional do Galeão onde uma equipe da Polícia Federal de Brasília desembarcou pouco depois de 5h30.

De acordo com a analista da CNN Basília Rodrigues, Witzel foi alertado na semana passada por pessoas próximas de que seria alvo de operação da PF nos desdobramentos das investigações no estado – incluindo a possibilidade de ser preso –, mas ele não sabia a data dessa operação.

Auxiliares do governador afirmaram que ele ficou surpreso aos ser acordado, por volta das 6h, por agentes da PF.

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Reação do governador

Em nota, Witzel negou qualquer tipo de participação em irregularidades nas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal e acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de oficializar a interferência na PF. Na véspera da operação, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que operações da PF em breve teriam governadores como alvo.

“Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará”, afirmou Witzel.

“A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”, concluiu o governador do Rio de Janeiro.

A operação da PF

A Operação Placebo apura desvios na saúde pública do Rio em negociações de emergência durante a pandemia do novo coronavírus.

A investigação envolve a Polícia Civil, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal e aponta para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro.

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Neves foi preso em uma operação do Ministério Público Estadual no dia 7 de maio suspeito de integrar uma organização criminosa que visava obter vantagens em contratos emergencias para aquisição de respiradores pulmonares. Ele havia sido afastado da Secretaria Estadual de Saúde, em 20 de abril, semanas antes de ser preso.

São cumpridos 12 Mandados de Busca e Apreensão, 10 no Rio e 2 em São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nova direção no Rio

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na noite desta segunda-feira (25), o delegado Tácio Muzzi Carvalho e Carneiro foi oficializado como novo superintendente regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro. A indicação de Muzzi já era esperada.

A condução de Muzzi ao cargo foi assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Tercio Issami Tokano, que referendou diversas outras nomeações na mesma edição do Diário Oficial, incluindo mudanças na chefia da PF em outros estados.

A direção da Polícia Federal no Rio de Janeiro está no centro das divergências entre Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou o presidente de tentar interferir na corporação.

Segundo depoimento de Moro na investigação que apura o caso, o presidente teria dito ao então ministro que ele “tinha 27 superintendências da Polícia Federal” e que ele, Bolsonaro, “queria apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

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