Polícia
Defesa de atiradora acusa MPE de atrasar julgamento de HC no TJ
A defesa da adolescente de 15 anos que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, de 14, acusou o Ministério Público Estadual de atrasar a julgamento de um habeas corpus em favor menor no Tribunal de Justiça.
Condenada por ato infracional análogo a homicídio, a garota internada na ala feminina do Complexo Pomeri desde 19 de janeiro.
De acordo com o advogado Artur Osti, os habeas corpos impetrados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) não foram negados, mas não puderam ser processados porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não o julgou.
Ele afirmou que, embora já transcorrido o prazo, o MPE não apresentou parecer na impetração, o que impediu a apreciação na Corte Superior do Estado.
“Prejudicando a realização do julgamento que colocará fim a internação ilegal de uma criança injustamente acusada de ceifar, sem motivos, a vida da sua própria melhor amiga”, diz Osti em trecho do posicionamento.
A defesa tenta a liberação da atiradora desde o mês passado, quando a juíza Cristiane Padim, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, determinou pena máxima de internação.
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a internação não pode ultrapassar o período de três anos e a sentença deve ser revista a cada seis meses.
Ex Namorado
Além da garota, o ex-namorado, que levou a arma usada para matar Isabele para a casa da família Cestari, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá, também foi sentenciado.
Ele prestará serviços comunitários e ficará um ano em liberdade assistida. A cada dois meses, precisará comprovar a frequência escolar e não poderá sair de casa após às 19h.
De acordo com a magistrada, ele também não pode frequentar bares, casas noturnas e locais de compra e venda de drogas.
Ele levou duas armas em um case para à residência. Em depoimento, o adolescente alegou que havia levado as pistolas para que o pai da ex-namorada fizesse uma manutenção.
O crime
O crime aconteceu no no dia 12 de julho de 2020, na casa da família Cestari. Perícia técnica e investigação da Polícia Civil constararam que o disparo que matou Isabele não foi feito de forma acidental.
Os pais da atiradora foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.
Todos da família Cestari praticavam tiro esportivo. A tragédia aconteceu quando o pai dela, o empresário Marcelo Cestari, pediu que a filha guardasse as armas levadas pelo adolescente em um closet no segundo andar da casa.


Polícia
Ladrão invade casa, faz reféns e tenta estuprar jovem
Um jovem, 19 anos, por invasão de domicílio, tentativa de roubo e tentativa de estupro, no bairro Aurília Salies Curvo, em Várzea Grande.
Os militares foram informados que o suspeito tinha pedido água para dois irmãos que estavam em casa, uma jovem e um adolescente. Aproveitando da situação, ele rendeu as vítimas e as levando para o quarto. Ele ainda tentou violentar a jovem, mas ela resistiu.
Durante a ação criminosa, chegou o padrasto dos jovens que sem perceber o que estava acontecendo foi recepcionado pelo suspeito que vestia uniforme de uma empresa de distribuição de água. Logo que a testemunha entrou na casa, o criminoso fugiu em uma bicicleta levando bijuterias e dinheiro. As vítimas foram encontradas trancadas em um dos quartos.
O padrasto fez o trajeto do suspeito e já no bairro Santa Barbara, encontrou a bicicleta usada na fuga e acionou os policiais.
Em diligência, moradores identificaram a bicicleta e o suspeito e passaram seu endereço. Na residência, o denunciado foi rendido e encontrado em seu quarto o uniforme usado no crime. Questionado sobre os objetos roubados, ele disse que tinha dispensado durante a fuga.
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