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Cidades

Defesa Civil interditou creche sete meses antes de desabamento

Publicado

Luiz Alves

A atuação da Defesa Civil de Cuiabá evitou que uma tragédia fosse registrada com o desabamento de parte da creche filantrópica Nossa Senhora do Carmo, na segunda-feira (11).  A unidade, localizada na Avenida São Sebastião, no Goiabeiras, foi evacuada por determinação do órgão em novembro de 2018, quando engenheiros constataram risco de deslizamento, causado pela construção de um prédio na Avenida 8 de Abril.

Na manhã desta terça-feira (12) a equipe da Defesa Civil realizou nova vistoria às salas de aula, igreja e quadra, constatando que cerca de 90% da estrutura está comprometida. Assim, segundo o capitão Joalino Domingos Ferreira, a adoção de medidas preventivas já não seriam suficientes.

“Quando tivemos conhecimento da situação, no ano passado, determinamos a interrupção imediata das atividades da instituição e, inclusive, auxiliamos na retirada dos móveis, levados para outro endereço. Se houvessem crianças ou funcionários no local, na hora do deslizamento, poderia ter acontecido algo pior”, diz.

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Além da unidade, duas residências vizinhas também foram vistoriadas hoje. Contudo, apenas uma das casas foi afetada pelo acidente. “O imóvel fica a cerca de cinco metros da obra e apresenta rachaduras visíveis nas paredes e no chão. Solicitamos então que os moradores deixem o local ainda hoje”, explicou.

Ele afirma ainda que, embora na segunda propriedade avaliada não tenha sido detectado risco, o proprietário foi orientado a manter contato com os profissionais da construtora. “Pedimos que a família comunique qualquer alteração a nós e ao engenheiro da construtora, que está sempre no local”, afirmou o capitão Joalino Ferreira.

O engenheiro da Defesa Civil, José Pedro Zanetti explica que o edifício é erguido em um terreno bastante inclinado e que, por este motivo, a construtora responsável realizou uma série de cortes na terra e levantou estruturas de contenção, para garantir o nivelamento da terra.

O trabalho de monitoramento na região se estenderá pelas próximas semanas e um laudo oficial deve ser emitido na quarta-feira (11). Com relação a realocação da família prejudicada e das atividades da instituição filantrópica, a Defesa Civil informa que os trâmites são feitos diretamente entre os responsáveis e a construtora.

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Diante de situações do tipo, os cidadãos podem entrar em contato com a Defesa Civil, por meio do telefone (65) 3623-9633.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá
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Cidades

Artesanato na Praça retoma encontros mensais no centro de Cuiabá

Publicado

por

Gustavo Duarte

Variedade em tapetes, crochês, doces típicos e plantas levaram o colorido do artesanato à Praça da República, nesta sexta-feira (13). O encontro marca a retomada do grupo Artesanato na Praça pelos principais pontos da Capital e deve se repetir mensalmente no local.

A proposta conta com apoio da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico e traz visibilidade ao trabalho dos profissionais, ampliando a saída de produtos, expostos em um local com alto fluxo de pessoas ao longo do dia.

A titular da Pasta, Débora Marques explica que tem trabalhado para intensificar as ações voltadas ao setor. “É muito importante tanto para os profissionais, quanto para os consumidores, que possamos fortalecer um trabalho da nossa terra, que represente nossa cultura.”

Ela reforça que a garantia do espaço contribui para a geração de emprego e renda, especialmente em períodos de crise econômica, quando os números do trabalho formal despencam e essa se torna a única fonte de recursos para muitos cidadãos.

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Em uma passagem rápida pelos corredores da feira, vê-se intercalarem dezenas de barracas com chinelos, bolos, colares, tapioca, roupas, doces, tapetes, reproduções sacras, compotas e muitos outros. A mistura é proposital e foi pensada para evitar a repetição, estimulando os visitantes a consumir diferentes opções.

Exemplo disso são os arcos de cabelo e laços produzidos pela artesã Sônia Vieira, que há cerca de três anos a ela aprendeu a trabalhar com fitas de cetim na internet. No início os produtos eram oferecidos apenas a colegas de trabalho e a venda servia apenas como complemento de renda.

Com a aposentadoria, contudo, a atividade se tornou sua principal fonte de recursos. “Para não ficar sem fazer nada, comecei a fazer umas coisinhas mais simples. Fui pegando gosto e hoje eu faço de tudo. Para mim o artesanato também é uma forma de combater o estresse”, explica.

O trabalho já rendeu outras oportunidades. Além de expor em diferentes eventos e localidades, Sônia também já aplica um curso para quem pretende lidar com a arte. “Também criei um Empreendedor Individual (MEI), levei parte do trabalho para um box no Shopping Orla e ampliei a produção, que é exposta em várias feiras e eventos.”

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Fabiana Galeano de Araújo faz parte da diretoria do Artesanato na Praça, que hoje conta com cerca de 80 membros. Ela conta que o grupo, fundado pela professora Jacy Proença, tem mais de 10 anos e que voltar a realizar o evento na Praça é fundamental para a categoria.  

“O artesão não tem lugar fixo, então essa visibilidade, esse movimento do público são muito importantes para nós”, finaliza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá
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