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De renegado a símbolo do título: a redenção de Deyverson no Palmeiras

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Destaque na impressionante campanha do vice-campeonato do Alavés na Copa do Rei e famoso por ter balançado as redes contra Barcelona e Real Madrid na mesma temporada, o atacante Deyverson chegou badalado ao Palmeiras no segundo semestre de 2017. No entanto, o desempenho do atacante, que foi pedido pelo então treinador Cuca, não agradou, e ele acabou se tornando um dos principais alvos da ira da torcida alviverde.


Deyverson foi o autor do gol da vitória do Palmeiras sobre o Vasco que confirmou o deca do Brasileirão
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Deyverson foi o autor do gol da vitória do Palmeiras sobre o Vasco que confirmou o deca do Brasileirão

Na temporada 2018, já sob o comando de Roger Machado, o que se viu foi mais do mesmo. Última opção no ataque do Palmeiras, preterido até por jogadores da base como Papagaio, Deyveron
atuou em apenas 14 jogos durante os sete meses em que o treinador comandou o clube, sendo apenas um como titular. O atacante balançou as redes nenhuma vez.

Tudo mudou, no entanto, com a chegada de Felipão, que promoveu o atacante a reserva imediato de Borja. Por conta do calendário apertado, Deyverson teve sua primeira chance como titular logo no quinto jogo de Scolari à frente do Palmeiras. Por ironia do destino, o adversário foi o Vasco e o placar acabou 1×0, com gol do camisa 16.

Na tarde deste domingo (25), o jogo, o placar e o artilheiro se repetiram e o Palmeiras conquistou o Campeonato Brasileiro de 2018. Se Deyverson está longe de ser o craque do time comandado por Willian, Dudu e Bruno Henrique, ele é sério candidato a principal símbolo de um grupo que precisou se levantar e seguir em frente após decepções.

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Desde o jogo diante do Vasco no primeiro turno, Deyverson ganhou espaço, passou a alternar a titularidade com Borja e fez 9 gols no Brasileirão. Balançou as redes nos clássicos diante de São Paulo e Corinthians e fez os dois gols da vitória importantíssima sobre do Grêmio. Após o título, se emocionou e agradeceu o elenco.  “Eu sou um cara que recebeu muitas críticas, tive algumas polêmicas. Mas o grupo nunca me abandonou”, afirmou.

“Quando coloco essa camisa, é como se fosse uma armadura. Pensei que meu sangue fosse vermelho, mas é verde”, completou o jogador, que aos poucos se tornou um dos favoritos do torcedor por sua entrega dentro de campo. Na rodada anterior, a imagem de Deyverson sangrando após se chocar com um zagueiro adversário ao fazer o quarto gol do Palmeiras diante do América-MG viralizou e enlouqueceu os torcedores palmeirenses.

Grande responsável pela reviravolta na carreira do atacante, Felipão deu méritos ao camisa 16 e afirmou que ele será importante na próxima temporada. “O Deyverson, quando eu cheguei, ele já estava apadrinhado pelo Paulo turra e pelo Carlão. Porque eu cheguei uma semana depois. E eles me diziam ‘Felipe, temos um jogador que é importante’. E aos poucos ele foi conquistado seu espaço para jogar e os gols necessários para nosso título. Foi muito importante e será muito importante no próximo ano”, disse o treinador.

Saiba como foi o jogo que deu o título ao Palmeiras com gol de Deyverson

Em casa e com o apoio da torcida, o Vasco tentou pressionar logo no início, mas a primeira chance foi palmeirense, aos sete minutos. Mayke cruzou, Leandro Castán tentou cortar e mandou contra o próprio gol, mas Fernando Miguel defendeu.

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Aos dez, o Vasco bateu falta rapidamente e Andrey arriscou de fora da área para boa defesa de Weverton. Um minuto depois, Maxi López dominou, ajeitou rapidamente em direção a Pikachu, mas o lateral não conseguiu finalizar e Luan afastou.

Em rápido contra-ataque aos 14 minutos, a bola foi tocada para Pikachu, que bateu cruzado e viu Weverton fazer bela defesa. Na sequência, Felipe Melo afastou. Cinco minutos mais tarde, Pikachu cobrou escanteio e Andrey finalizou sozinho, mas mandou à esquerda.

A última chance da etapa inicial foi alviverde. Bruno Henrique bateu de fora da área e assustou Fernando Miguel.

No segundo tempo, o Palmeiras subiu a marcação, mas criou a primeira chance somente aos sete minutos. Mayke cruzou da direita e Dudu finalizou de primeira, mas pegou mal e mandou direto pra fora.

A equipe comandada por Felipão continuou na pressão, mas ainda assim não assustava Fernando Miguel. Aos 26 minutos, no entanto, isso mudou. Dudu acertou belo passe para Willian, que ajeitou para Deyverson, que desviou para o fundo do gol.

Totalmente cansados, os jogadores do Vasco não conseguiram atacar e pareceram sentir o gol palmeirense e a festa que a torcida alviverde passou a fazer em São Januário.

Aos 47, para complicar ainda mais, Yago Pikachu foi expulso após reclamar muito com o árbitro. Aos 50, o árbitro encerrou a partida, para festa do Palmeiras, que venceu e conquistou o décimo título brasileiro de sua história e de Deyverson
, que conseguiu renascer dentro do clube.

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Apresentado, Rogério Ceni cita Zico e promete Flamengo ofensivo

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Apresentado à torcida e à imprensa como técnico do Flamengo, Rogério Ceni prometeu um time agressivo, “com o máximo de atacantes possível”. Na entrevista coletiva que concedeu nesta terça-feira (10) à tarde, pouco antes de comandar a primeira atividade no Ninho do Urubu, o treinador enalteceu o elenco que terá à disposição para trabalhar.

“O que importa é que os atletas se sintam à vontade. A longo prazo, temos que seguir o estilo do Flamengo, que é de um time ofensivo, que marca à frente e gosta da posse de bola. Se tenho bons jogadores em uma mesma posição, tenho de encontrar um jeito de colocá-los para jogar. O problema é que aqui tem muitos bons em várias posições, então alguém acaba ficando fora. Você pode usar o [Giorgian De] Arrascaeta e o Everton [Ribeiro] pelos lados. Pode usar Bruno [Henrique], Gabriel [Barbosa, o Gabigol] na frente. Ainda tem Vitinho, Pedro, Pedro Rocha, Michael. Essa [ataque] é a área que mais gosto de mexer, pois libera a criatividade. Além de um meio-campo que tem Gerson, [Thiago] Maia, [William] Arão e outros tantos jovens da base”, descreveu Ceni.

O técnico Rogério Ceni visita as instalações do Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo.

Se no ataque sobram opções, a defesa tem sido uma dor de cabeça no Flamengo. O time carioca sofreu 29 gols em 20 partidas pela Série A do Campeonato Brasileiro – oito apenas nas duas últimas partidas do torneio, nas derrotas por 4 a 1 para o São Paulo e 4 a 0 para o Atlético-MG. Somente o Goiás, que é o último colocado, foi mais vazado que o Rubro-Negro, que ocupa o terceiro lugar.

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“Só amanhã [quarta-feira, dia 11] é que vamos poder responder, mas acho que erro defensivo é fruto de [erros de] sistema de jogo. A crítica existe a um determinado jogador ou outro, principalmente zagueiros, goleiros, enfim. Quando se tem um número elevado de gols sofridos, temos que tentar ajustar, com a colaboração de todos. Aqui a gente vem para gerar ideias e colocar situações para os atletas. São eles que vão resolver dentro de campo”, avaliou o técnico, já projetando a possível estreia no comando do Rubro-Negro, diante do São Paulo, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Ceni é o substituto do catalão Domènec Torrent, demitido após a goleada sofrida para o Atlético-MG no último domingo (8). O ex-goleiro deixou o comando do Fortaleza após cerca de três temporadas no clube – com uma rápida passagem pelo Cruzeiro no período. Pelo Leão do Pici, foi bicampeão cearense e conquistou os títulos da Copa do Nordeste e da Série B do Brasileirão, com 60% de aproveitamento em 153 jogos.

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“Primeiro, sou muito agradecido ao Fortaleza. Eu sei que o torcedor fica triste e eu, logicamente, deixo parte do meu coração em Fortaleza. Mas acho que ele compreende o tamanho do desafio. Um convite do Flamengo, no momento que o Flamengo vive, é difícil de recusar”, disse o treinador, que revelou ter contatado o ex-jogador Zico, maior ídolo rubro-negro, antes de assumir o cargo.

“Esse é meu 30º ano trabalhando com futebol. Já enfrentei muitas vezes o Flamengo. Vi Maracanã com casa cheia, vi Zico, Júnior, e tantos craques da história do Flamengo. Até mandei uma mensagem ao Zico antes de chegar aqui, se ele me permitia a entrada. É um cara por quem tenho um fanatismo grande, talvez pela relação com as faltas. É um ícone do futebol brasileiro, um cara único. Ele me respondeu do Japão. Então, eu me sinto com permissão de sentar nessa cadeira”, declarou Ceni, que assinou contrato até dezembro do ano que vem.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro aqui.

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