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Polícia

Corpo de decorador é localizado e suspeito é preso por latrocínio

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Assessoria | PJC-MT

O corpo do decorador Ednalmo Alves de Oliveira, 53 anos, foi encontrado em uma região de mata, no bairro Nova Várzea Grande, na tarde desta quarta-feira (28.11). As  investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) também culminaram na prisão de um suspeito, que teve um mandado de prisão temporária cumprido no curso da apuração.

O suspeito Fábio Machado de Oliveira, 38, foi preso no dia 3 de novembro  pela Especializada, que com base em várias provas e após várias inquirições apontou a localização do corpo, mesmo ele não confessando a morte da vítima.

O suspeito será novamente interrogado nesta quinta-feira (29) pelo delegado Caio Fernando Álvares de Albuquerque, que preside o inquérito policial de crime de latrocínio. Ele responderá por roubo seguido de morte (latrocínio) e ocultação de cadáver.

A vítima estava desaparecida desde o dia 17 de outubro, mas a comunicação na Polícia Judiciária Civil foi feita no dia 22 pelo irmão da vítima, que relatou que ele tinha sido visto com um amigo. O irmão ainda disse que a vítima  morava sozinha no bairro Coophamil e não costumava passar muitos dias sem dar notícias, o que causou estranheza na família e também o fato do celular dele estar desligado e o veículo, um Ford Ka sedan dourado, ter também sumido.

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Já de início, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de a vítima estar morta. “O carro dele foi subtraído. Na semana seguinte do desaparecimento o veículo estava na posse de uma pessoa. Esse rapaz foi preso. Além dele estar de posse do carro do Ednalmo, vendendo, ele estava de posse do cartão da vítima, fazendo saques e empréstimos em agencias bancárias”, disse o delegado Caio Fernando Álvares de Albuquerque, adjunto da DERRFVA.

O suspeito está com prisão temporária (30 dias) e terá pedido para a conversão em prisão preventiva. “As investigações continuam tanto para apurar as circunstâncias do fato quanto para eventuais coautores”, finalizou.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Instituto de Medicina Legal foram acionados para retirada do corpo, que passaram para exame de necropsia. 

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Polícia

Após denúncia de técnica, PM cobra do MP investigação de morte de major em Cuiabá

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Técnica de enfermagem alega que Hospital São Judas não estaria fazendo atendimento adequado aos pacientes com Covid

Após denúncias feitas por uma técnica de enfermagem apontando negligência e maus-tratos contra o major da PM, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu por complicações da Covid-19, a Polícia Militar de Mato Grosso encaminhou ofício pedindo investigação por parte do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e Ministério Público Estadual (MPE).

O caso ganhou repercusssão nesta segunda-feira (5), depois que a técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício, fez acusações contra o Hospital São Judas Tadeu, unidade particular onde o militar ficou internado por vários dias com agravamento de seu quadro de saúde até ser transferido para a UTI do Hospital São Benedito onde morreu do último sábado (3).

Em nota, a Corporação informou que o Comando Geral pediu aos órgãos competentes que façam uma apuração na esfera administrativa e criminal quanto à possível negligência sofrida pelo major que tinha 15 anos de serviços prestados à Polícia Militar e atuava como subcomandante do 24º Batalhão. “No mesmo ofício, o Comando Geral da PM solicita aos órgãos oficiados acima que lhe seja oportunizado o acompanhamento e/ou atualizada sobre tais apurações”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, essa providência foi adotada pela instituição por causa da gravidade das denúncias feitas pela profissional de enfermagem. Ela, além de fazer as afirmações para vários veículos de comunicação, também procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência relatando descasos no hospital privado, que teriam prejudicado a recuperação de pacientes infectados pela Covid-19.

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Em relação ao major da PM, a mulher disse o seguinte: “O major Thiago que está sendo seputado hoje, ele ficou por duas semanas no Hospital São Judas e ele estava saturando sim, mas ele ficou duas semanas praticamente jogado, sem tomar banho. Eu chegava brincando e falava assim: eu vou dar banho em vocês. Fiz uma extensão, peguei uma seringa de três, coloquei numa extensão enorme porque não tinha seringa e oxigênio pequeno. Então, com aquela conexão que eu fiz o paciente dava pra ir até o banheiro, sentar na cadeira de rodas e tomar banho na cadeira de banho”.

Em outra entrevista, ela prosseguiu descrevendo detalhes do que afirma ter presenciado no hospital privado, classificado por ela como “abandono” do paciente. “O Thiago falou assim: moça, eles vão me matar aqui dentro eu estou jogado, ninguém vem aqui. Ai foi uma fisioterapeuta pra fazer uma VNI nele. VNI é uma máscarta que em alguns lugares estão usado aquela máscara de nadador. Eu não entendo sobre essa máscara, só os fisioterapeutas. Ai ele gritou socorro, aquele socorro abafado, quando eu vi ele estava roxo, saturando 29, eu arranquei a máscara do Thiago, conectei outra máscara nele que joga oxigênio e pedi pra ele pronar, ai fui falando que ia dar tudo certo”.

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Em nota, o hospital negou as denúncias e afirmou que as acusações espúrias “foram proferidas por uma funcionária que trabalhou 50 dias na Instituição, e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo Hospital e, por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança”.

A unidade hospitalar prometeu processar a mulher nas esferas cível e criminal.

CONFIRA A NOTA DA PM

O Comando Geral da Polícia Militar informa que está oficiando ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e ao Ministério Público Estadual (MPE) uma solicitação de apuração na esfera administrativa e criminal, respectivamente, da denúncia de possível negligência sofrida pelo major PM Thiago Martins de Souza durante internação em unidade hospitalar privada em Cuiabá.

No mesmo ofício, o Comando Geral da PM solicita aos órgãos oficiados acima que lhe seja oportunizado o acompanhamento e/ou atualizada sobre tais apurações. 

Esta medida está sendo adotada a partir de denúncias veiculadas em reportagens publicadas em diversos sites e outros órgãos de imprensa nesta segunda-feira-feira(05.04).

O major Thiago morreu no último sábado(03.04), por complicações decorrentes da Covid-19, em outra unidade hospitalar, da rede SUS, em Cuiabá, para onde foi transferido após agravamento do seu quadro de saúde e consequentemente necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva(UTI).

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